falando de…escolhas!

Bom, como muitas pessoas me perguntam sobre a minha formação em Psicologia (o que eu vou fazer agora que já me formei, se pretendo “seguir na área” etc.) resolvi fazer esse post para esclarecer algumas dúvidas e também para desabafar.
Como já disse algumas vezes, conclui o curso de Psicologia, mas não estou trabalhando na área. Algumas pessoas podem me julgar e achar um absurdo eu ter dedicado 5 anos da minha vida estudando algo que “não vou usar”, mas não é bem assim. Estudar Psicologia foi uma experiência incrível e o que eu aprendi dentro e fora da sala de aula vai ficar comigo. Se você me perguntar “você sempre quis ser psicóloga?” a minha resposta vai ser “não, quando eu era criança sonhava em ser veterinária e até tentei esse curso três vezes”, mas a vida dá voltas (clichê, eu sei haha) e percebi que não era “forte” o suficiente para ser uma veterinária e que a Psicologia é incrível. Me apaixonei pelo curso e aprendi muito, muito mesmo.
No mesmo ano que entrei na faculdade criei o meu flickr e, mesmo entre vários textos/livros/trabalhos/estágios eu dava um jeito de fotografar. Na medida em que resolvia mostrar mais de mim pela fotografia (meu olhar, meu jeito, meu mundo) percebi uma coisa: pessoas de diversas partes do mundo começaram a me escrever dizendo que se sentiam bem ao ver minhas fotos. Isso teve um significado muito importante para mim e guardei comigo.
Em 2010, criei o blog para compartilhar fotos que tirava, mas que não publicava no flickr e, quando vi, já estava compartilhando mais da minha vida com vocês. No ano passado, mesmo sendo o ano mais puxado do curso, resolvi começar o (365) Days Of Honey. Foi uma experiência incrível e aumentou MUITO a quantidade de e-mails/flickrmails/comentários lindos de pessoas dizendo que ver as minhas fotos era “terapêutico” e que me visitavam nas redes sociais diariamente para se sentir bem. Foi em 2011 que eu percebi que se quisesse atuar como uma psicóloga, teria que parar com o blog e, provavelmente, até de publicar minhas fotos no flickr. Teria que apagar tudo aquilo que acabei conquistando na Internet porque, mesmo que eu não mostre tudo de mim e da minha vida, há muitas informações sobre mim aqui e se algum paciente ou aluno digitasse meu nome no google (quem nunca pesquisou o nome de algum professor no google?) saberia mais coisas do que deveria sobre mim (o que com certeza iria interferir no trabalho). Veja bem, eu não sou contra psicólogos, professores ou outros profissionais terem redes sociais, mas é claro que algumas áreas de atuação exigem mais cuidado com o conteúdo exposto para não interferir no trabalho.
Refleti e percebi que o que eu faço pode não ser a “psicologia tradicional”, mas que, como várias pessoas já me disseram, as minhas fotos e os meus textos acabam sendo “terapêuticos” e fazem bem para os outros. O que eu faço aqui (no blog e na fotografia) é algo natural pra mim, eu faço por (e com) amor, e além de me fazer bem, faz bem para outras pessoas :)
Para minha sorte, eu tenho uma família que sempre me apoiou e eles perceberam e entenderam que o que me faz feliz é fotografar e compartilhar minhas experiências e descobertas com os outros. Felizmente minha família sempre me deu suporte financeiro para “correr atrás das coisas” e fazer o que sonho. Não é fácil viver de fotografia e de blog (aliás, eu não vivo disso, mas adoraria, afinal, quem não quer viver fazendo aquilo que ama?). Ao contrário do que muitos pensam, manter um blog dá trabalho, exige tempo e dedicação. Pra mim não é simplesmente abrir o editor de texto, procurar uma foto na internet e escrever ou colar qualquer coisa (não critico quem faz isso, ok? só estou dizendo que faço diferente). Eu compartilho o que vivo e ilustro os posts com fotografias tiradas por mim (quando não posso tirar, ajusto a câmera e explico pra minha mãe como eu quero a foto) – algumas vezes tiro muitas fotos para escolher quais realmente passam a ideia que quero compartilhar e isso leva tempo (juro, tem posts que levam mais de 5 horas pra sair). Tento retribuir todo o carinho que recebo através dos posts, das fotos e tento responder os comentários/emails/tweets… dedico uma boa parte do meu tempo fazendo isso. No meu caso, ser blogueira virou uma profissão, não apenas um hobby! E é nisso que estou investindo o meu tempo. Não é fácil, mas pra falar a verdade nada de importante na vida é, certo? Para conseguir aquilo que desejamos é necessário dedicação e comprometimento. É justamente o nosso empenho que faz com que valorizemos as nossas conquistas.
Fico chateada quando algumas pessoas (pouquíssimas, por sinal) entendem de forma errada essa minha dedicação com o blog e me julgam, deixando comentários maldosos como “não faz nada da vida, não?” e “estudar pra que? vou ser blogueira!”. Estudar é importante, SIM! Além de ser importante, estudar é gostoso e se eu pudesse voltar ao tempo e escolher não fazer faculdade e me dedicar exclusivamente ao blog e a fotografia, escolheria fazer exatamente o que fiz: estudar, aprender sem deixar de fotografar e cuidar do blog. Aliás, estudei muito (sempre fui muito dedicada, tirei notas boas, nunca peguei final ou fiquei na média) e ainda estudo. Livros sempre foram e sempre serão ótimas companhias ;)
Ufa! Escrevi bastante, né? Agora que coloquei tudo isso em palavras aqui no blog me sinto mais leve. Obrigada a todos que me acompanham aqui no blog e nas outras redes sociais. Vocês deram um novo significado a fotografia e ao blog na minha vida :)
xoxo
ps: não sei se ficou claro no texto, mas eu sei que ter passado 5 anos da minha vida estudando Psicologia acrescentou muito no que eu sou hoje e que tudo o que eu aprendi faz parte de mim agora :)




































