as vantagens de ser invisível (stephen chbosky)
Demorou um pouquinho, mas aqui estou escrevendo sobre o livro As vantagens de ser invisível do Stephen Chbosky. Bom, meu primeiro contato com o livro foi quando vi uma foto da versão estadunidense e o título – the perks of being a wallflower - me chamou a atenção. Logo depois vi que iria estrear o filme aqui no Brasil e me animei mais ainda pra ler e assistir, mas o tempo que ele ficou em cartaz aqui em Curitiba foi muito curto e eu não consegui ir (estou esperando lançar o dvd então vai demorar um pouquinho pra ter resenha sobre o filme aqui).

Antes de falar sobre a história, vou falar um pouquinho sobre a minha edição. Quando comprei, tive a opção de escolher entre a capa original e a capa com os atores do filme. Como vocês podem ver, escolhi a capa com os atores por dois motivos: 1. eu achei a capa original muito sem graça e 2. acho o Ezra Miller lindo (haha) então abri uma exceção e resolvi ficar com a capa do filme ;)
O livro foi publicado pela Editora Rocco, é muito bem diagramado (fonte, espaçamento e margem) e as suas folhas são brancas. A única coisa que não gostei mesmo foi a capa da versão original (achei sem graça).

A história é toda contada em cartas escritas pelo protagonista que assina como Charlie. Isso foi algo que me chamou a atenção porque eu não tinha ideia de que o livro era todo escrito em cartas (mais ou menos como aconteceu quando eu li O garoto da casa ao lado). Em momento algum ele conta para quem está escrevendo, apenas demonstra que está muito feliz por poder escrever e diz que não está enviando o endereço para resposta, pois não quer que o destinatário descubra quem ele é nem que o julgue (ou julgue as pessoas mencionadas nas cartas).
Charlie é um garoto sensível que escreve com naturalidade e inocência sobre assuntos e sentimentos que ele vivencia. Compartilha sobre seu primeiro beijo, amizades, família, escola, namoro, drogas etc. e, embora aborde assuntos polêmicos (suicídio, homossexualidade, abuso, violência, sexo etc.), Charlie escreve de uma forma tão leve que impressiona.
Uma coisa que eu achei muito legal é que o livro traz muitas referências literárias, cinematográficas e musicais (por causa disso preparei uma “surpresa” pra vocês que está no final do post). As referências literárias ficam quase que por conta do professor de Charlie, pois ele percebe o seu potencial e indica vários livros para que ele possa crescer e desenvolver suas habilidades intelectuais.
Não sei vocês, mas eu fico bem feliz (e me apego mais ao livro) quando vejo referências que eu gosto como livros que eu li/tenho, músicas que eu conheço, filmes que assisti etc. serem citados durante a leitura.

O livro é dividido em quatro partes e confesso que ele só conseguiu prender mesmo a minha atenção no final da segunda. Demorei um pouquinho pra me acostumar com o jeito do Charlie escrever, mas depois a leitura fluiu bem :)
Bom, aqui está a “surpresa” que eu comentei ali em cima: fiz uma lista no 8tracks com algumas músicas que o Charlie gosta:
Ah, uma “curiosidade” pra vocês sobre o significado do título original: “wallflower” traduzido literalmente significa “flor de parede” e é uma expressão utilizada para descrever uma pessoa tímida, que tem medo de se realacionar socialmente e não atrai muito interesse/atenção ;)
E aí, alguém já leu? O que achou?
Quem quiser me acompanhar pelo skoob é só clicar aqui!
xoxo
ps: viram que eu resolvi tirar fotos ao ar livre para a resenha? Quis variar um pouquinho ;)


