gigi
Beauty

Quais são os limites da beleza?

2.06.2013

gigi

Hoje, excepcionalmente, não vai ter post com tutorial ou dicas. Fui inspirada por uma conversa que tive com a Mel e por esse post. Na verdade, reservei o post de hoje para falar sobre um assunto até que complexo, que é o papel da beleza na vida da’gente!  Geralmente, quando esse assunto é abordado, parece que foi escrita por uma mãe, preocupada com as ações da filha em torno de assunto como maquiagem, cabelo e corpo. Não é dessa maneira que quero tratar esse assunto. Escrevo para vocês como uma menina igual a vocês, que tem (muitas) inseguranças com o corpo, adora uma maquiagem e, de vez em quando, que odeia o cabelo.

Eu, por exemplo, tive um problema com meu cabelo ao longo da minha vida. Ele era muito liso e comprido, resolvi cortar e sabe o que aconteceu? Ele encrespou. Passei quase um ano inteiro sofrendo, sem saber o que fazer com ele. Hoje, depois de mais de 5 anos, considero ele “domado” e gosto muito do meu cabelo. Outro problema que me irritava muito, era minha postura. Sempre fui meio corcundinha e me sentia mal por isso. Fui ao médico, descobri que tinha um probleminha nas costas e fui aconselhada a fazer RPG, que é quase que uma fisioterapia. Sem falar na minha insatisfação com o meu corpo, que acho que é normal da idade.

Reparando no que eu gosto e no que eu não gosto em mim, fui me “aperfeiçoando”. Vendo o que podia fazer para acabar com minhas espinhas, como poderia disfarçar algumas imperfeições, como deixar meu cabelo com menos frizz… Mas até que ponto esconder imperfeições é saudável?

Cada pessoa tem suas características pessoais que deveriam ser intransferíveis e inapagáveis. Quando penso na Mel, por exemplo, penso na franja dela, nas sardinhas e no jeito que ela ri. Tenho certeza que quando ela pensa em mim, deve pensar em coisas como meu cabelo, alguma característica do meu rosto ou alguma mania que eu tenho. Esses “pontos” são meus trejeitos, que são ligadas a minha pessoa. O problema realmente se encontra quando você não consegue gostar desses trejeitos que fazem de você, você mesmo!

Sei que cada um de nós temos idolos. Eu, por exemplo, tenho como modelo para a vida a Audrey Hepburn, e acho a Rihanna uma das pessoas mais bonitas e legais da atualidade! Queria ter o corpo e o guarda roupa das duas, o carisma da Audrey e a voz da Rihanna. Sei que não vou ter isso, mas posso me inspirar para ficar com um corpo, dentro do possível, como o delas. A chave de tudo é entender que você tem suas características próprias e que elas, talvez, podem ser melhoradas mas nunca substituidas por outras.

Com a maquiagem (e o cabelo), é a mesma coisa… Lembra que dei o exemplo que a pele é uma tela que pode ser pintada do jeito que quisermos? Pense que essa pele já vem com o desenho pronto e o nosso papel é realçar a beleza daquela tela. Adicionando cores que façam com que elas fiquem ainda mais bonitas. Espinhas, cravos, cicatrizes, manchas todas nós temos. Caso você ache essas características não muito legais, camufle-as, passe um pouquinho de corretivo e destaque as partes que você mais gosta, como o seus olhos, sua boca, seu nariz…

A maquiagem, os produtos pro cabelo, devem ser aliados para te fazer sentir mais bonita e confiante. Não te fazer outra pessoa. Ter modelos para seguir, é magnífico, mas não faça disso uma obsessão. Dentro de cada uma de nós, existe uma pessoa linda e incrível. Não só de aparência, viu?! Se algo te deixa para baixo, te faz se sentir mal consigo mesma, tente mudar, mas lembre sempre que essa característica talvez possa ser uma que te defina bastante!

Espero que tenham gostado desse post “diferente”! Caso tenham gostado mesmo, posso começar fazer mais de vez em quando. Espero sugestões para o próximo post, pode ser sobre maquiagem, cabelo, pele, corpo, o que quiserem! Qualquer dúvida é só entrar em contato comigo por aqui, pelo meu  twitter, ou pelo Avec Gigi! Sintam-se a vontade. Até semana que vem (:

Bisous,
Gigi

Tags: ,
Por

Giovanna Michelato

  1. Rebeca says:

    Li um post parecido com esse lá no depois dos quinze e ambos me ajudaram muito, passei a gostar mais da minha altura e não ligar para as gordurinhas insignificantes. Acho que um dos pontos que as pessoas mais reparam em mim são as três pintinhas na bochecha que tenho desde menor, e não sei se me sentiria muito bem camuflando-as.

    Beijos pra você Gigi e para a Mel ;*

    http://rebeccafranca.blogspot.com.br/

  2. Amei o post! Concordo em tudo: gênero, número e grau! E aliás, estou amando todos os seus posts por aqui! E Mel seu blog é um amor!! *-*

    de sua xará de apelido : Gigi

  3. Adorei o post, gigi!
    Tive exatamente o mesmo “problema” capilar que você: ele era muito liso e depois que cortei comecei a ter uns cachinhos e ondas. Por muito, muito tempo, odiei meu cabelo por causa disso, querendo voltar no tempo e tudo mais. Mas hoje descobri um jeito de cuidar dele, de cortar, que deixa ele lindo, do jeito que eu gosto. Também sempre fui incomodada com as minhas estrias. Ou eu pagava um tratamento mega caro de laser pra me livrar delas ou convivia com elas. Escolhi conviver, pois, afinal, consigo encontrar muitos modos de gastar esse dinheiro como, por exemplo, viajar. Sem falar que ia ser um absurdo se minha mãe realmente pagasse hahaha!
    Enfim, ótimo post!
    Beijos, nat.

  4. Nara says:

    Gigi, eu sempre tive problema em aceitar o meu cabelo cacheado. Briguei com ele a adolescência toda. Até que minha mãe me deixou alisar. Passava horas e horas com um produto fedido na cabeça. Coçava, ardia, doía demais mas eu achava que era um preço bom a pagar “pelo que eu queria”
    Hoje, com 20 anos, eu não ligo mais pra isso. Meu cabelo tá do jeito que se nunca achei que estria: Curtinho e cacheado. E eu nunca gostei tanto dele como eu gosto agora.
    Não tô falando que alisamento é a causa da infelicidade. Mas é preciso perceber até que ponto o que você quer é mesmo o que você quer ou só o que ensinaram você a querer.
    Adoro os post da Gigi, Mel. Ela é uma fofa e só tem somado ao blog desde que começou a escrever aqui.
    Tudo de bom pra vocês :)

    • Melina says:

      Eu também adoro os posts da Gigi (fiquei feliz em saber que você gosta) :D Ah, e eu adoro a Gigi haha <3

    • Sabe, de uns anos para cá eu vejo cada vez mais editoriais, modelos, atrizes, cantoras e etc com cabelo mais cacheado. Isso me ajudou a “aceitar” o meu cabelo, sabe?! Já quase fiz progressiva, mas achei melhor aceitar meu cabelo como ele é.
      Fico feliz que você “se encontrou”, acho que esse é um quesito muito importante para sermos felizes, sabe?! Claro que alisar o cabelo não é pecado, temos que gostar de nós mesmas, mas não precisar passar por isso é muito mais legal e ocupa muito menos tempo!
      Obrigada pelo carinho, é super importante para mim! Tudo de bom para você também. Bisous :*

  5. Estefani says:

    O que não gostamos em nós pode ser o que achamos esquisito, feio, que talvez ninguém gostaria de ser ou ter, mas é o que me faz única o que faz cada ser vivo diferente, basta saber ver com o olhar certo.

    Ficou ótimo o post.

    Parabéns pra vocês.

  6. Gizelle says:

    Que fofa! Gostei muito do post, acho que é bem isso mesmo. Eu brinco que tem dias que me acho linda, e dias me acho uma monstrinha. A questão é saber encontrar o que faz você, você e valorizar e ser feliz. rs eu acredito que o limite da beleza vai até o momento em que ele não te limita, tenho amigas que gastam horas da vida delas malhando sem parar em busca de um corpo que infelizmente elas não vão ter pelo simples fato que elas são muito diferentes das modelos das fotos de revistas, algumas gastam metade do sálario com tratamento para o cabelo deixando de aproveitar tantas outras oportunidades e coisas assim para mim são um certo exagero. Eu realmente tento entender o porque é tão importante essa mudança, esses gastos … aceitação do grupo? Sei lá? Bom todo mundo é imperfeito e é ai que tá a graça na minha opinião.

  7. Amanda says:

    Nossa Giovanna! Adorei o texto! Estava planejando escrever sobre o mesmo assunto no meu blog porque tenho me sentido incomodada com algumas nóias que eu mesmo coloco na minha cabeça.

    Quando escrever coloco aqui, mas enfim… é difícil saber qual é o limite, até quando esconder e controlar é saudável se a gente não se sente bem com a gente mesma quando estamos “ao natural”.

    Adoro maquiagem. Tem um poder de dar um boost no ego da gente, mas não fico julgando a beleza dos outros, as pequenas falhas, então porque esconder tanto as minhas?
    Enfim…é um problema que ainda tô lutando pra resolver.

  8. yasmin says:

    adorei!
    me identifiquei demais com essa frase
    “que tem (muitas) inseguranças com o corpo, adora uma maquiagem e, de vez em quando, que odeia o cabelo.”

  9. Adorei, comecei a acompanhar o blog faz pouco e não conhecia ainda você Gigi <3 Ameii o post, quero mais assim!! Beijo no core <3

  10. camila says:

    A beleza está nos olhos de quem vê, já dizia o ditado. Há quem ache Gisele, a modelo, feia, outros , linda!!! Estava agora mesmo Mel visitando o blog de meu primo, cujo tema também é beleza, lhe convido a ler o texto, muito bom
    (link:http://blogdobetolacerda.blogspot.com.br/2013/05/a-verdadeira-beleza.html )

    E quando tiver alguma sugestão, venho aqui para te falar =D
    Bjinhos

    http://www.chadecalmila.blogspot.com

  11. Que post lindo, me identifiquei completamente. A verdade é que estamos sempre inconformadas com nossas características naturais. Sempre há algo que desejamos mudar, e têm dias que nossas insatisfações parecem atingir grau máximo. Essa situação é ainda agravada por um esteriótipo de beleza vendido pela mídia e sociedade em geral. É difícil fugir dessa cobrança, mesmo quando você decide aceitar-se seu corpo da maneira que ele é, sempre tem alguém apontando seus defeitos.
    Enquanto lia seu post lembrei da campanha da dove “Retratos da Beleza Real” que demonstrou que a maioria das mulheres se veem menos lindas do que são. Acho interessante essa busca pela beleza real que valoriza mulheres reais com suas rugas, gordurinhas extras, cabelos encaracolados… Isso é que nos torna únicas e especias, afinal são os nossos trejeitos que nos individualizam. Excelente texto Gi. Bom fim de semana, beijos.

  12. samanttha says:

    Podia ter um post sobre cabelos cacheados e estilos diferentes de prende-los. ;)

  13. Vanessa Ferreira says:

    Linda foto e lindo post parabens pra vc Gigi independente da idade pois tenho 31 anos, as vezes surgem inseguranças e aprendo no dia a dia a lidar com elas.

  14. Jaqueline says:

    Amei o post. Parece que foi o destino ter entrado hoje no blog, à alguns dias venho me sentido mal comigo mesma, uma espécie de não aceitação, depois que li este post estou me sentindo muito melhor [=

  15. Nina says:

    Gigi,amo a sensibilidade de seus textos,beijinhos para você e para a Mel
    (:

  16. Lucy says:

    Oi Mel e Gigi,

    Adorei o post dessa semana!
    Acredito que vai ajudar muitas pessoas a ter um novo olhar sobre a beleza.
    No meu blog e em sala de aula (dou aula de estética), tenho focado bastante essa questão da nossa imagem corporal e como ela pode estar distorcida…
    Tomara que o pessoal goste desse tipo de postagem, porque eu amo =)
    Sucesso pro blog, amo ele de paixão (mas sou preguiçosa pra deixar recadinhos… confesso!)

    Beijos!

  17. Lala says:

    Adorei o post!
    Eu sempre fui incomodada com meu cabelo. Quando eu era pequena eu sempre usei franjinha, fui crescendo e deixando a franjinha pra trás deixando a franja virar cabelo. Fui crescendo e percebi que ficava feio, cortei e deixei como franjão. Fiquei bem feliz com o resultado menos por um detalhe: ela estava enrolando. E todo dia tinha aquele dilema de passar chapinha no cabelo, eu não gostava (e nem gosto ainda) então decidi voltar a usar franjinha. Outro dilema, minha mãe que cortou e ela cortou muito, a franjinha foi crescendo e enrolando. Deixei crescer. Franjão de novo. Enrolou de novo. E agora estou com franjinha de novo e estou muito feliz, pois ela não está enrolando! :D
    Bem, eu sempre usei franja na vida (menos por uma parte) pois era um jeito de eu esconder minha testa enorme e bem, isso funciona :)
    Adorei mesmo o post e a foto <3
    Faz mais assim e como o seu não cuidado com o corpo pode acabar fazendo surgir um certo tipo de bullying (:
    Beijão, Lala.

  18. Licinha says:

    Esse é um assunto que deve ser discutido sim, porque muitas pessoas passam por esse problema de se aceitar e isso as deixa infelizes.Eu, desde pequena, fui ensinada a não gostar do meu cabelo porque cabelo crespo ou cacheado é feio e o “certo” é ter cabelo liso.Passei toda a minha vida triste e incomodada com o fato do meu cabelo não se encaixar nos padrões.Isso me fazia tentar mudá-lo a qualquer custo, usando químicas que só destruíam e nunca me deixavam satisfeita.De tmpoe em tempos tinha que cortar todo o cabelo porque ele estava simplesmente destruído.Hoje, com 30 anos, aceitei que ele nunca vai ser liso porque essa não é a minha identidade.Nasci com o cabelo cacheado e é assim que eu sou.Isso é parte de mim e aceitar o fato é aceitar a mim mesma.Aprendi a cuidar do meu cabelo como ele é e estou feliz e realizada com os meus ainda curtos cachinhos saudáveis.Agora não ligo para os que me olham com o cabelo solto e livre e fazem cara de desaprovação porque eu não aliso nem prendo minha juba.Sou feliz assim e me acho linda!Meu cabelo ilumina minha alma!!!

  19. vovó santa says:

    Amei a foto, como sempre, as coisas por aqui são lindas inspiradoras e muito delicadas. Um amor <3

  20. Ameei o post.! *–*
    Acredito que esse, realmente, seja um problema que todas nós passamos. Afinal, quem de nós nunca se olhou no espelho ficou irritada por não gostar disso ou daquilo, que atire a primeira pedra.! . . (rs). E, mais importante que “corrigir imperfeições”, é corrigir as imperfeições em nosso modo de olhar para nós mesmas e nos aceitar-mos, dessa forma, pois somos todas lindas, com nossas pintas e nossas gordurinhas. :)
    Não faz muito tempo que acompanho esse blog, mas tenho que confessar: estou amando.! :D

    Beijos ;*

  21. Luane says:

    Eu acho que todo mundo tem suas inseguranças e algo em si que não gosta muito, e acho que isso na adolescência fica em enfase, mas depois que a idade vai chegando, a gente vai aprendendo a lidar com aquilo que não gosta, e a se gostar do jeito que é, com um pouquinho de vaidade aqui e ali, mas sempre sendo nós mesmos.
    Eu mesmo já sofri por ter o cabelo que eu tinha, por me achar magra demais, por ter espinha, e hoje eu lido bem melhor com tudo isso , bora ser feliz pessoal porque nós somos todos uns lindos <33

  22. Marijleite says:

    Gostei muito do post, acho que a gente pode escolher se quer ver os nossos “diferenciais” como defeitos ou qualidades, é assim com meu cabelo cacheado que todo mundo diz pra eu alisar mas eu nunca vou fazer isso, é assim com meu 1,50 m de altura e com os saltos que eu não uso, decidi não ver como defeito.

    “Já matei por menos” é o livro da blogueira Juliana Cunha, eu li e… vem ver minha resenha: http://petalasdeliberdade.blogspot.com/2013/05/resenha-ja-matei-por-menos-juliana-cunha.html .
    *Obrigada Mel por me influenciar positivamente com suas resenhas e por fazer com que eu voltasse a ler livros.

  23. Gigi! Post perfeito :)
    Eu sempre fui mais gordinha e super baixinha. Sempre ouvi muito e as piadinhas sempre tem por ser a mais baixinha da turma.
    Há alguns anos aprendi o quanto ser baixinha pode ser fofo e delicado e comecei a me amar assim, posso dizer com toda a certeza que as piadinhas diminuiram.
    E hoje quando fazem e descobrem que eu realmente gosto do meu tamanho, a pessoa fica sem jeito pq a piada não deu certo.
    E uma coisa que é essencial.
    Assim que ficamos felizes com nosso jeito, ficamos mais bonitas ainda.

    Amei o post lindona e a foto ficou perfeita!
    Beijos
    Anna :)

    http://pausaparaumcafe.com.br/

  24. Tenho uma cicatriz no rosto que se passo maquiagem ela não aparece, quando me olho no espelho penso: “cadê ela?!”
    Sempre fui ‘anoréxica’ tinha 168 cm e pesava menos de 55 kg, era reta, apelidos eram comuns, anoréxica, tábua de passar roupa, até calça curta, porque crescia muito rápido e não tinha calça que ficasse comprida em mim =S, agora engordei um pouco todo mundo me elogia pelo corpo, porque não pareço mais uma caveira. É parentes é coisa tensa de lidar ^^
    O limite da beleza é enquanto os tratamentos te fazem bem, e você não deixa de se divertir pra ficar em casa nas infinitas sessões de beleza.
    :)
    Belo post Gigi!

  25. Carissa says:

    Adorei o post. Realmente temos que aprender a nos valorizar, aprender a realçar nossos pontos fortes e não ficar pensando nos fracos.

    Bjs


Deixe seu comentário