Inspiration

Como escrever melhor, parte 2

11.12.2013

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Dando sequência ao post anterior, trago para vocês mais algumas dicas do excelente (e finado, que Deus o tenha…) Gary Provost, sobre como deixar seus textos (ainda) mais interessantes! Me acompanhem ;)

 Qualquer assunto pode ser legal: “Bons escritores”, dizia Gary, “conseguem tornar qualquer assunto interessante, enquanto escritores incompetentes conseguem deixar qualquer assunto chato”. Sim, até aquela velha proposta de “falar sobre o aquecimento global” pode render um bom texto, dependendo da forma como você o aborda.

Parece óbvio, mas não é – muita gente acredita que determinados temas são invariavelmente chatos, quando na verdade são apenas mais, digamos, desafiadores para quem quer despertar o interesse do leitor;

✍ Escreva sobre pessoas sempre que puder: Você e seus leitores são (até onde sei) pessoas e, como tal, provavelmente têm grande interesse por, bem… pessoas – seus sonhos, ambições, angústias, memórias, valores.

Nem todo tema permite que você fale diretamente a respeito disso, mas, se conseguir estabelecer um vínculo com experiências humanas (ao invés de apenas falar sobre como determinado local é bonito, conte como você se sentiria se estivesse lá, por exemplo), dará mais vivacidade ao texto e fará com que o leitor se identifique com mais facilidade;

✍ Se quiser criar humor, seja específico: Quando eu era criança, ouvi meu pai dizer que certa pessoa era “delicada como um índio paraguaio bêbado em uma loja de cristais”. Gostei tanto da comparação que nunca me esqueci dela, e, ao ler o livro de Gary, notei que ela serve como um bom exemplo de como ser específico pode aumentar a graça de uma frase.

Outro exemplo que nunca esqueci foi o de uma frase da Edna Moda, de Os Incríveis: quando falava sobre o uniforme que criou para o Zezé, disse que era “maleável como algodão egípcio”. Oito anos se passaram e eu ainda me lembro de ter rido disso;

✍ Se quiser aumentar o realismo, seja específico com números: “Sete copos, oito xícaras, oito pires e catorze pares de talheres” é mais fácil de imaginar do que “alguns copos, xícaras, pires e talheres”, pois dá mais informações para a mente do leitor usar na hora de imaginar a cena. Quando sua intenção for criar realismo, use esse recurso!

Chega por hoje? Espero que tenham gostado! :D

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Por

Gui

  1. Rauanny says:

    Amei!
    estou esperando o próximo… (vai ter próximo né?)

  2. Olá Gui!

    Acabei de ler ambos os textos (não tinha visto o outro post o_o) e gostei muito das dicas!
    Não sou escritora (nem perto disso, haha), mas escrevo em 2 blogs e estou me preparando para vestibulares e etc, então suas dicas têm sido bem úteis (a maioria, haha).
    Vai continuar com esses posts? Beijo!

  3. isa says:

    Amei as dicas e espero muito mais tá?
    Estou colocando todas em pratica

  4. Samantha says:

    Tinha gostado do primeiro post dessa série e gostei ainda mais de ver que teve a segunda parte. Achei as dicas muito úteis, principalmente a que fala sobre “personificar” mais o texto. Realmente deixa bem mais interessante!
    Beijo ;)

  5. Hanna Ashley says:

    Oh meu Deus! Era exatamente isso que eu procurava, muito obrigada! E por favor, continue logo que eu já estou esperando absiosa, hihi.

  6. Adriana Maria says:

    Oi Gui ^.^
    Há tempos estou para comentar um de seus posts. Ontem terminei um livro que você indicou: A mecânica do coração e fiquei tipo: “owwww!” Uma prosa completamente rica e cheia de metáforas fofas, maravilhosa leitura assim como você havia dito. Talvez eu não tenha entendido muito bem, a falta do tal conhecimento de mundo rsrs, quando você se referiu a alusão que o autor faz a algumas pessoas conhecidas, tirando um que ele fala realmente o nome, qual outro mais ele cita? Você pode comentar por aqui? Se não, te mando um email? rsrs A vontade que tenho é de ficar horas falando sobre esse livro rsrs
    Sobre o post de hoje: simplesmente amei as dicas! Você so corrobora o pensamento de um artigo que li na revista “Literatura” (não sei se tem ai em Curitiba) em que o escritor dizia que não entende por que as pessoas acham que não se aprende a ser escritor ou a escrever bem, acham que é simplesmente um dom que se tem. Ele defendia arduamente que podemos sim aprender a escrever melhor, ser bons contadores de histórias no papel. Ser escritor é uma profissão como outra qualquer, requer técnica e prática. Sempre me lembro daquele poema do bilac “invejo um ourives quando escrevo…”
    Continue com as dicas, com as resenhas mais sérias ainda que eu não concorde com os “aperitivos” rsrs Beijos e braços!

    • Gui says:

      Fico extremamente feliz por você ter lido um livro que recomendei, Adri!
      Confesso que não me recordo das outras figuras “reais” que são citadas em A Mecânica do Coração… Talvez Jack, O Estripador, e algum político importante…

      Assino embaixo a respeito da possibilidade de se aprender a escrever! Muita gente desanima, pensa que alguém “nasce sabendo” a escrever, a jogar futebol, a desenhar… no fim das contas, se você gosta de algo a ponto de se divertir enquanto pratica, pode acabar se tornando tão habilidoso quanto alguém que tem “dom” para aquilo!

      Não entendi muito bem o “não concordo com os aperitivos” :P

      p.s.: em breve teremos mais resenhas ;)

  7. Selma Marina says:

    Gostei bastante do primeiro texto e fiquei feliz de você ter dado continuação (: Foi breve e interessante.
    Obrigada Guilherme!

  8. Lari says:

    Ahh, super bacana o post, Guilherme. Essa primeira dica percebi muito no livro de crônicas do Vinícius de Moraes e nos contos de Drummond: eles falavam de assuntos triviais e simples, mas que fabulosamente se covertiam em histórias emocionantes.
    E gostei super dessa sugestão do realismo. Muito bacana, e faz todo o sentido :)
    Favoritei o post; ficou ótimo!
    Beijos <3

  9. Adorei as dicas! O incrível é que elas estão todas presentes em bons livros e acabam passando despercebidas. Gary Provost era a prova viva de que a primeira dica é verdade.

  10. Juli Jolie says:

    Ótimas dicas, Gui! Vou lembrar delas sempre que for escrever alguma coisa ^^
    xoxo

  11. Que post ótimo, gostei demais das dicas! A primeira e a segunda, principalmente, vão me ajudar muito a escrever melhor para o meu blog.

    Beijos!

  12. Luana Hayashi says:

    Muito boa suas dicas adorei!

  13. Flaviele says:

    Gui, adoro seus posts! Estou aguardando a parte 3. Vai ter, né? :D

  14. Marijleite says:

    Gostei muitíssimo das dicas; também sempre acreditei que qualquer assunto pode ser legal, tudo depende da forma como ele é abordado.

  15. Joana Vitoriano says:

    Adorei as dicas Gui… Quando eu estiver começando DE NOVO o meu blog, com toda a certeza vou pôr em prática as suas dicas…

    Parabéns por esse espaço que você tem aqui no blog da sua irmã! Quem sabe, quando o meu blog estiver pronto, o meu Gui (meu Irmão) não se junta a mim também? Hihi!

    Parabéns de novo

  16. Adorei as dicas.. Vou estar esperando a parte 3, 4, 5 ;D

  17. Edna “MOUDE” servindo de referência até hoje :)
    E ainda pronuncio o nome fazendo a voz dela.

  18. Que dicas ótimas, Gui! Vou adorar se fizer mais posts assim, tô precisando… Esse ano foi muito corrido pra mim, amo escrever, mas tive que parar praticamente pra poder dar conta de vestibulares e tal. Tenho saudade de passar um tempão escrevendo, espero poder voltar à ativa loguinho, tô treinando!

  19. Adorei as dicas. Com certeza vou colocá-las em prática! Parabéns pelo post :)

    Te convido a participar do meu blog também ;)

  20. Neyara says:

    Adorei as dicas, principalmente a primeira. Algumas pessoas tem a arte de fazer exatamente o contrario, pegar boas ideias e transformar em péssimos textos, haha.
    Beijo

  21. Ana says:

    Amei “maleável como algodão egípcio” também não esqueço da Edna nessa cena (Incríveis é muito amor). A minha maior dificuldade em escrever… é parar de escrever. Meus professores sempre diziam que eu acabava escrevendo além da conta, mas enfim, trabalhando para mudar isso.
    Usando o gancho “Bons escritores conseguem tornar qualquer assunto interessante(…)”
    Acho você um bom escritor ;)
    O jeito que você está postando as ideias do Gary me lembra um pouco as minhas aulas de linguagem e comunicação (que eram as minhas favoritas no período passado) exemplificando tudo fica mais simples né!?

  22. Vanessa says:

    Parabens! Gostei mto dos pois posts e tambem que serão mais 3 sequencias. Vou usar caa dica nos meus textos. Não sou escritora, mas gosto de escrever e acredito que podemos aprender a sermos escritores sim. Obg.

  23. Maria Beatriz says:

    Sério mesmo, você vai fazer uma série desses posts né? Eles são suuper d+ Gui! Adorei! Estou esperando o terceiro, o querto, o quinto…

  24. Lívia C. says:

    Será que mesmo com um dia de atraso abre um espacinho pra mais um comentário? o.O, rs. Amei as dicas, são simples, mas necessárias e bem interessantes na hora de expressar a sensação desejada, muito legal você as ter compartilhado no blog ^.^. Já está tudo anotado e já quero mais dicas viu? Sem pressão. ;D

  25. Agatha Silva says:

    Adoro seus posts, Gui. Eles sempre me ajudam em algo ou me fazem ter aquela vontade de algo novo.
    Chego até sentir saudades deles quando não tem um post novo seu por aqui <33

  26. Lala says:

    Amei as dicas!
    Estão me ajudando bastante :D
    E sim, eu super concordo que qualquer assunto pode ser legal! Eu mesma já li vários textos que “deveriam” ser super entediantes e simplesmente amei, haha! Igualmente com livros como O poeta que fingia, eu achava que seria um tédio por ser uma espécie de biografia de Fernando Pessoa (não sou fã de biografias, sim eu acho entediante dependendo de quem for, no caso Fernando Pessoa não era alguém que me interessaVA) mas acabei AMANDO o livro!
    Continua :D
    Beijão, Lala.


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