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The Doodle Revolution (Sunni Brown)

29.09.2014

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Da mesma forma que Ed Emberley, Sunni Brown defende a ideia de que qualquer pessoa pode aprender a desenhar, mas segue outro caminho: para ela, o desenho pode ser, mais do que uma forma de expressão, uma ferramenta para organizar e gerar ideias – seja em projetos pessoais, seja no trabalho; algo que nos ajuda a pensar.

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Com um estilo de escrita leve e uma abordagem bastante visual (e, naturalmente, um belo projeto gráfico), Sunni convida o leitor a participar da Doodle Revolution (algo como “Revolução do Rabisco“, embora a tradução não seja muito precisa), que combate a ideia de que rabiscar é “coisa de criança” e defende a prática como um instrumento para exercitar a criatividade.

O livro é praticamente um “curso”, que aborda desde a relação do rabisco com o pensamento criativo até aplicações práticas do pensamento visual em empresas.

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Sunni passa muita segurança e confiança quando conduz o leitor pelo tema, o que torna a leitura extremamente rica e prática – ao longo do livro há diversos exercícios que ajudam a assimilar conceitos. Mesmo quem não tem o hábito de desenhar (por insegurança, preguiça ou qualquer outro motivo) vai ficar com vontade de exercitar o “pensamento visual”.

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Quem me acompanha no Instagram já deve ter visto muitas anotações cheias de desenhos – algo que comecei a fazer com mais frequência depois de começar a ler The Doodle Revolution (não esperei a leitura acabar pra colocar as coisas em prática). Sunni promete ao leitor um conjunto de ferramentas fantásticas, e é exatamente o que ela dá.

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Infelizmente esse livro ainda não foi lançado no Brasil, por isso tive que comprar na Amazon – mas não é muito caro, a linguagem é acessível e a Amazon, como vocês sabem, é de confiança.

Fundamental para quem depende muito de criatividade no trabalho ou em atividades pessoais!

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ISBN 9781591845881 Editora Portfolio/Penguin Nota 5/5 Páginas 242

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Aperitivos (tradução livre)

“Ao invés de desviar nossa atenção de um tópico (o que nossa cultura acredita que acontece quando alguém rabisca), rabiscar serve como uma ‘atividade âncora’ – tarefa que pode ocorrer simultaneamente com outra – e como medida preventiva para evitar que a gente perca o foco em um tópico chato”.
(p. 18)

“Com o tanto de informação competindo pelos nossos cérebros hoje em dia, a maioria de nós precisa de toda a ajuda que conseguir”.
(p. 18)

“Tecnologia nos traz muitas oportunidades, mas também tem seus custos. Nossa atenção está constantemente fragmentada, nossa presença diante de outras pessoas, reduzida. Temos um constante senso se urgência que não vem acompanhado pela satisfação de ser produtivo”.
(p. 31)

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Por

Gui

  1. Lala says:

    Amei a resenha!
    O livro parece ser super inspirador e já entrou pra wishlist!
    Tenho muita mania de ficar rabiscando, tanto que uma vez a professora estava explicando e eu rabiscando, até que… Ela me mandou largar o lápis e prestar atenção! Foi aí que eu dormi, hehe :x
    Eu realmente fico mais concentrada quando estou rabiscando (nem que sejam coisas sem sentido) :p
    Beijão, Lala.

  2. Eu adoro rabiscar e tenho um caderno só de Doodles! Acho um habito bem saudavel pra soltar a criatividade mesmo!

    bjs de Filipinas,
    Gabi Barbará
    Barbaridades!
    Me ajude a tornar o Barbaridades ainda melhor!

  3. Anonimo says:

    Adoro seus posts Gui! Me inspira a pessoas como eu, que não sabem desenhar absolutamente nada, a tentar mais e conseguir de um jeito novo! Parabéns.

  4. Andressa says:

    Nossa, que livro bacana.
    Achei muito interessante, adoro desenhos, gostaria de saber desenhar melhor (li agora a sua outra resenha, do livro Make a World, e me senti motivada a treinar minhas técnicas artísticas haha).
    Muito legal o post!! Sou professora e criatividade precisa fazer parte do meu cotidiano.
    Beijos :**

    http://madeinbruske.blogspot.com.br/

  5. Selma Marina says:

    Que lin-do! Sério.
    Estou cursando Design e por causa disso estou mais íntima de metodologias que deixem a criatividade tomar um rumo mais “racional” digamos assim, infelizmente muitos dos livros são cansativos, sabe? Mas realmente adorei o visual ‘despreocupado’ do The Doodle Revolution, fora que é fofo e da vontade de ler sem nem mesmo saber do que se trata. Parece um ótimo livro.
    Valeu por mais uma dica Guilherme!

  6. Karine M. says:

    Sempre via essa série como sugestão na Amazon, mas jurava que eram de atividades como os da Keri Smith e esse novo “Uma Página de Cada Vez”. Não consigo me dar bem com esses livros por ter que riscá-los, hahaaa. Gostei desse por ser mais técnico, com certeza vou tê-lo na minha coleção. Acredito que seja tão bom quanto o Steal Like an Artist e Show Your Work do Austin Kleon. Ótima dica!

  7. Que bacana a ideia do livro, eu tenho um hábito semelhante de esquematizar meus estudos com canetas coloridas e outros recursos visuais, tipo setinhas e coisas do tipo, e costuma me ajudar mesmo no raciocínio e até mesmo fixação!

    Beijo,

    Clá | blog Uma Garota Carioca


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