Falando de…

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01. Set. 2014

Como lidei com a ansiedade

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“Viva o momento presente” é uma das melhores coisas que você pode fazer, mas infelizmente nem sempre é fácil manter o foco: a gente fica pensando em problemas que vai ter que resolver no futuro, ou em situações que talvez nem aconteçam.

Aí, quando nos damos conta, gastamos um bom tempo nos preocupando sem chegar a lugar algum…

Acho que todo mundo passa por isso de vez em quando. É normal. Mas no caso de algumas pessoas (eu, inclusive), o problema é um pouco mais comum e intenso.

Com o tempo, comecei a ter mais facilidade pra manter a ansiedade sob controle e preservar a paz de espírito com menos esforço. Nisso, o livro “Como parar de se preocupar e começar a viver”, do Dale Carnegie, fez uma diferença gigantesca.

O título pode afastar alguns leitores, que pensam que se trata de autoajuda barata, mas o conteúdo é valioso.

Falei sobre ele (e sobre ansiedade de modo geral) em um vídeo no meu canal do YouTube, e gostaria que vocês dessem uma olhada, porque pode ser útil para aqueles que, como eu, são ansiosos, mas não querem deixar a ansiedade ficar no comando das suas vidas!


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26. Ago. 2014

Londres e a Pátria amada

Arquivado em: Falando de..., Londres

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Há um tempo comecei a receber alguns comentário no blog e no instagram questionando o meu amor e patriotismo pelo Brasil e por isso resolvi fazer esse post. Quem acompanha o meu trabalho deve ter percebido que falo muito sobre Londres e que há várias referências à Inglaterra nas minhas fotos, na decoração do meu quarto etc. e como os posts sobre esse assunto vão aumentar (já que vou viajar para lá em breve) hoje vou fazer um pequeno desabafo sobre isso.

Sabe como é se sentir em casa? De sentir que você pertence a determinado lugar? Então, eu nunca senti isso aqui no Brasil. Minha família é uma “mistura” bem brasileira: meus pais e meu irmão mais velho nasceram em Salvador, eu nasci no Rio de Janeiro e meu irmão mais novo em Campinas. Apesar de ser “teoricamente” carioca e ser “filha de baianos”, nunca gostei muito de ir a praia, nunca gostei de calor e nunca me animei para pular carnaval. Tá, eu sei que o Brasil não se resume a praia, carnaval e calor, mas são três coisas que as pessoas normalmente estranham quando digo que não gosto.

Desde criança meus pais sempre apresentaram para mim e meus irmãos, várias bandas, vários filmes e vários livros e, por algum motivo misterioso, os que mais me marcaram vieram da Inglaterra antes mesmo de saber o que era a Inglaterra. Ainda na minha infância me apaixonei por The Beatles, Elton John, Queen e Spice Girls. O desenho que mais chamou a minha atenção – me assustava e me fascinava ao mesmo tempo – foi Alice no País das Maravilhas (só depois descobri que o desenho era inspirado em um livro), um filme que amava assistir e desejava poder entrar era Mary Poppins (depois também descobri a existência dos livros), era encantada pelo adorável Petter Rabbit e queria muito saber falar inglês tão bem quanto português (e, naquela época, na minha cabeça quem falava inglês era americano).

Lembro que na estante dos meus pais tinha um almanaque e na contra-capa dele tinha várias bandeiras. Eu amava ficar olhando elas e sempre que via a bandeira do Reino Unido pensava “essa é a minha favorita”. Confesso que só depois de muitos anos, percebi que tantas coisas que gosto (música, livros, filmes, série…) vieram do mesmo lugar: da Inglaterra.

Quando encontrei esse “lugar em comum” comecei a pensar “como será que minha vida seria se eu tivesse nascido na Inglaterra?” e a partir daí comecei a sonhar e inventar histórias antes de dormir da minha vida por lá. Durante muito tempo, achava que as minhas chances de conhecer a Inglaterra eram mínimas, mas isso não fez com que meu “encanto” por lá diminuísse e a cultura britânica mais o sonho de passear por lá continuaram me inspirando (e muito).

Ano passado, quando cheguei em Londres, senti como se estivesse dentro de um sonho. Quando comecei a observar a cidade pela janela do carro me senti tão bem que não sei nem explicar. Eu estava praticamente sozinha há milhares de quilômetros da minha casa e não senti medo. Eu me senti em casa. Eu senti como se lá fosse o meu lugar. Esse sentimento foi tão forte que só de escrever essas duas frases anteriores meus olhos se encheram de lágrima. Quando finalmente realizei o sonho de estar em Londres tive uma certeza: eu nasci na família certa, mas no país errado.

Você pode pensar “ah, do jeito que ela é, provavelmente sentiria isso em qualquer país que não seja o Brasil”, mas posso dizer que isso não é verdade. Em 2012 tive a oportunidade de fazer a minha primeira viagem internacional. Passei duas semanas em Orlando e New York e, embora sempre tenha tido vontade de conhecer esses lugares, posso afirmar: me senti bem, mas não me senti em casa lá (a mesma coisa com Paris que também tive a oportunidade de visitar no ano passado).

Não estou dizendo que a Inglaterra é melhor que o Brasil nem nada desse tipo (cada país tem suas qualidades e seus defeitos). Quero deixar bem claro que, apesar de me identificar muito com a cultura britânica e falar tanto sobre ela no blog e nas redes sociais, eu não desprezo o Brasil nem a sua cultura (sei do seu valor). Apenas não me identifico nem me sinto inspirada da mesma forma. E não gosto da ideia nem da sensação de me sentir obrigada a declarar meu amor e homenagear o Brasil só porque nasci aqui (e porque já falo muito da Inglaterra).

Eu respeito o Brasil, sempre serei brasileira, minha língua mãe é o português, as pessoas que mais amo no mundo são do Brasil, mas não é por isso que não posso me identificar mais com outra cultura e país.

Espero que com esse post vocês consigam entender melhor porque falo tanto da Inglaterra e porque estou tão feliz por voltar pra uma cidade que já tive a oportunidade de conhecer sendo que poderia ter escolhido ir para outro país :)

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Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

ps: sei que algumas pessoas me pedem para homenagear o Brasil porque têm curiosidade de saber como eu faria isso e não por estarem me criticando, tá? ❤

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09. Jul. 2014

(Não queira) apagar o passado

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Nós somos feitos de sonhos, experiências e relacionamentos. Desde que nascemos nos relacionamos com outras pessoas e, com o passar dos anos, os tipos de relacionamentos vão mudando, ou melhor, variando. Tudo começa com os familiares, aí começamos a ter amiguinhos e amiguinhas e, quanto mais velho vamos ficando, os relacionamentos de amizade e amorosos vão ficando ainda mais presentes e fortes.

Todas as pessoas que passam por nossa vida deixam uma marca. Algumas são menores, outras são médias e outras são muito profundas. Mas a verdade é que, quem nós fomos ontem, quem nós somos hoje e quem nós seremos amanhã tem muito a ver com os nossos relacionamentos ao longo da vida.

Com uma amiga aprendi que estudar é bom e que tirar notas boas nem é tão difícil assim, com a minha mãe aprendi a ver o lado bom das coisas (por piores que elas possam parecer), com o meu primeiro namorado eu aprendi a fazer surpresas para demonstrar o quando é bom ter alguém por perto, com um professor da faculdade aprendi que nós só aprendemos de verdade quando ensinamos outra pessoa (e que sempre que sentamos na cadeira depois de apresentar um trabalho vamos lembrar de muitas coisas que deveríamos ter dito durante a apresentação), com meu pai aprendi a ser resiliente, com a Sharon aprendi a acreditar que sou capaz de muito mais, com algumas pessoas aprendi o que não quero pra mim, o que não fazer…Enfim! Muitas coisas que fazem parte de mim hoje estão em mim por causa de pessoas que, em algum momento, fizeram parte da minha vida.

Tentar apagar de nossas vidas pessoas que de alguma forma foram importantes para nós é como apagar uma parte de quem somos hoje. Sejam elas boas ou ruins, foram importantes para o nosso crescimento e por isso têm o seu valor.

Os relacionamentos serão melhores no dia em que as pessoas aprenderem que, se gostamos de alguém, indiretamente gostamos das marcas deixadas por outras pessoas e que pedir para que ela apague ou esqueça quem fez parte do seu passado é um ato muito triste e egoísta.

Podemos apagar fotos, rasgar cartas, jogar presentes fora…eliminar qualquer vestígio físico (virtual ou não) para tentar fingir que aquela pessoa não existiu em nossa vida, mas nada vai tirar as marcas que ela deixou de verdade (ainda bem!) :)

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

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