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09. Jul. 2014

(Não queira) apagar o passado

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Nós somos feitos de sonhos, experiências e relacionamentos. Desde que nascemos nos relacionamos com outras pessoas e, com o passar dos anos, os tipos de relacionamentos vão mudando, ou melhor, variando. Tudo começa com os familiares, aí começamos a ter amiguinhos e amiguinhas e, quanto mais velho vamos ficando, os relacionamentos de amizade e amorosos vão ficando ainda mais presentes e fortes.

Todas as pessoas que passam por nossa vida deixam uma marca. Algumas são menores, outras são médias e outras são muito profundas. Mas a verdade é que, quem nós fomos ontem, quem nós somos hoje e quem nós seremos amanhã tem muito a ver com os nossos relacionamentos ao longo da vida.

Com uma amiga aprendi que estudar é bom e que tirar notas boas nem é tão difícil assim, com a minha mãe aprendi a ver o lado bom das coisas (por piores que elas possam parecer), com o meu primeiro namorado eu aprendi a fazer surpresas para demonstrar o quando é bom ter alguém por perto, com um professor da faculdade aprendi que nós só aprendemos de verdade quando ensinamos outra pessoa (e que sempre que sentamos na cadeira depois de apresentar um trabalho vamos lembrar de muitas coisas que deveríamos ter dito durante a apresentação), com meu pai aprendi a ser resiliente, com a Sharon aprendi a acreditar que sou capaz de muito mais, com algumas pessoas aprendi o que não quero pra mim, o que não fazer…Enfim! Muitas coisas que fazem parte de mim hoje estão em mim por causa de pessoas que, em algum momento, fizeram parte da minha vida.

Tentar apagar de nossas vidas pessoas que de alguma forma foram importantes para nós é como apagar uma parte de quem somos hoje. Sejam elas boas ou ruins, foram importantes para o nosso crescimento e por isso têm o seu valor.

Os relacionamentos serão melhores no dia em que as pessoas aprenderem que, se gostamos de alguém, indiretamente gostamos das marcas deixadas por outras pessoas e que pedir para que ela apague ou esqueça quem fez parte do seu passado é um ato muito triste e egoísta.

Podemos apagar fotos, rasgar cartas, jogar presentes fora…eliminar qualquer vestígio físico (virtual ou não) para tentar fingir que aquela pessoa não existiu em nossa vida, mas nada vai tirar as marcas que ela deixou de verdade (ainda bem!) :)

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

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08. Jun. 2014

Uma parte de mim

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Uma coisa que nunca imaginei que um dia iria fazer era compartilhar uma parte da minha vida com milhares de pessoas pelo mundo.  Isso é, ao mesmo tempo, maravilhoso e assustador. Saber que, por causa do meu blog, muitas pessoas se apaixonaram por mundos incríveis como o da fotografia e o da literatura me deixa absurdamente feliz. Estar em Recife, um lugar tão distante de onde escrevo a maioria dos posts publicados, e ser reconhecida na rua (ou no shopping) e ganhar abraços de pessoas que me acompanham há muito ou há pouco tempo é maravilhoso.

Trabalhar com a internet me mostrou o quanto o mundo pode ser um lugar pequeno. Me mostrou que posso trabalhar com o que gosto e de alguma forma fazer a diferença na vida das pessoas. Nesses quase 4 anos de blog, muita coisa mudou por aqui. Desde o layout até o conteúdo. E muitas dessas mudanças têm a ver com os momentos que passei e que estou passando na minha vida.

O que vocês vêm aqui, é uma parte de mim. Uma parte do que estou vivendo. Uma parte que quero e consigo compartilhar com vocês. Mas, como disse nas três sentenças anteriores, é só uma parte de mim.

A vantagem de compartilhar apenas uma parte de mim é que posso guardar a outra só pra mim e escolher com quem dividir. Sempre tive dificuldade para me abrir com as pessoas. Sempre guardei muitas coisas pra mim não por egoísmo, mas por medo e insegurança e por isso consigo contar em uma mão as pessoas que conhecem os meus medos, as minhas angústias, meus sonhos…

A desvantagem de compartilhar apenas uma parte de mim é que muitos pensam que a minha vida é um conto-de-fadas, que não tenho problemas e que tudo é muito fácil pra mim, afinal eu trabalho em casa e com o que gosto. Alguns acham isso inspirador e outros  acham que isso é um bom motivo para direcionar a sua infelicidade e ódio para mim. Uma vez recebi um comentário que dizia algo mais ou menos assim “eu não gosto de entrar aqui porque você tem uma vida perfeita e isso irrita”.

A verdade é que não tenho uma vida perfeita. Não tenho a vida dos meus sonhos, mas sigo tentando me manter o mais firme possível para realizar o que sonho para mim. Sou apenas uma pessoa normal que por acaso criou um blog que hoje é a minha fonte de renda (algo que realmente nunca pensei que pudesse acontecer). A minha vida nunca foi e nunca será perfeita. Isso não existe, pelo menos não no sentido literal da palavra. Acontece que escolhi não compartilhar meus problemas, meus medos e minhas angústias na internet. Parece bobo falar isso, mas eu também fico triste, choro, fico desmotivada, tenho vontade de desistir…minha saúde não é perfeita (mas sei que ela poderia ser pior), sinto medo, tenho dúvidas…enfim, sou um ser humano como qualquer um de vocês que está lendo esse post.

Já não sei mais qual é o propósito desse post e nem lembro qual era o meu objetivo quando comecei a escrevê-lo, mas sei que, de alguma forma, colocar esses pensamentos em palavras nessa aba de posts fez com que me sentisse melhor.

Agora só preciso decidir se vou clicar no botão “publicar” ou não e compartilhar mais essa parte de mim com vocês.

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24. Mar. 2014

Eu (também) vivo!

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Sempre gostei de ter o meu próprio “cantinho” na internet e nunca imaginei que um dia ele mudaria a minha vida para sempre. Muitas coisas boas aconteceram por conta disso, mas outras não tão boas também e é sobre uma delas que resolvi escrever hoje.

Expor uma parte da sua vida para quem quiser ver é bom, pois você compartilha experiências, inspira, ajuda, tem contato com pessoas que talvez você nunca fosse ter e ainda tem um monte de lembranças da sua vida registradas. O problema é que algumas vezes as pessoas criam uma imagem de você, acreditam que a sua vida se resume ao que você compartilha na internet e definem como você deve ser e se comportar.

O que eu mostro na internet é uma parte do que sou, mas a verdade é que eu sou muito mais do que mostro aqui. É engraçado, porque muitas pessoas que tiveram a oportunidade de me conhecer pessoalmente já falaram “nossa, você é igualzinha ao que mostra no blog” e as pessoas que tiveram a oportunidade de me “conhecer melhor”, ou seja, que acabaram virando pessoas próximas, falaram “nossa, você é muito mais do que mostra no blog”.

Quando criei o A Series of Serendipity, tinha 22 anos (quase 23) e desde então muitas coisas mudaram na minha vida. Eu mudei muito. A Mel de 15 anos, a de 18, a de 22… a de 26 não são a mesma Mel, mas todas têm algo em comum: a essência. Sim, a essência das pessoas não muda, pois é algo que faz ainda mais parte delas do que o próprio corpo. Por exemplo, se a pessoa por algum motivo perde alguma parte do corpo, ou coloca algo nele (silicone, tatuagem, piercing…) a sua essência não vai mudar embora o seu corpo tenha mudado.

Todos os dias vivemos experiências novas e é assim que crescemos. Se ficarmos estagnados, sempre falando sobre as mesmas coisas, vivendo uma rotina, não buscarmos algo novo e nunca mudarmos, a vida perde a graça.

Fico chateada sempre que alguém comenta que eu não sou mais “a mesma”, que mudei e que quer a “Mel de antes” de volta. Gente, se eu ficasse sempre igual, postando sempre os mesmo tipos de fotos, usasse sempre as mesmas edições, falasse só sobre os mesmo assuntos, usasse as mesmas roupas etc. muitos iriam reclamar e falar coisas do tipo “nossa, você não muda nunca!”. Agora, se eu resolvo falar sobre outros assuntos e compartilhar novas experiências e novos gostos que têm a ver com o atual momento da minha vida, volta e meia aparece alguém pra falar “você mudou. Prefiro a Mel de antes. Volta a ser como você era!”. Sentir saudade é normal (e natural). Eu mesma sinto saudade de fases anteriores da minha vida, mas tentar revivê-las ou me forçar a ser como eu era em outro momento é errado, pois assim eu deixaria de viver novas experiências e ficaria “presa”.

É claro que eu mudei. Eu vivo, eu tenho experiências novas todos os dias, eu cresço. E sabe o que é o melhor disso? É que você, sim, você que reclama que eu mudei, você também mudou. Você não é a mesma pessoa do dia em que começou a me acompanhar e isso é ótimo e saudável. É assim que é a vida :)

Acho que a melhor forma de mostrar essas mudanças e mostrar todas essas Mels que já escreveram no A Series of Serendipity é mostrando algumas fotos desses quase 4 anos de blog. Alguns me acompanham desde o flickr, outros do meu primeiro blog (no começo dos anos 2000), outros desde o começo do A Series of Serendipity

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Sim, a Mel de agora gosta de usar maquiagem (mas do seu jeito – depois vou fazer um post sobre isso), aprendeu a falar quando não gosta de algo (chega de gastrite!), não tem mais quarto azul nem laranja, é viciada em chá (principalmente da Twinings), gosta da luz do Sol no final da tarde, mas, como todas as outras Mels, continua apaixonada por fotografia (e sempre será), ama dias frios, nublados e chuvosos, é louca por livros, sonha em morar em Londres, é caseira, ama música, coleciona adesivos, ama compartilhar uma parte da vida no blog e nas redes sociais, serendipity continua sendo a sua palavra favorita…

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

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