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24. Mar. 2014

Eu (também) vivo!

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Sempre gostei de ter o meu próprio “cantinho” na internet e nunca imaginei que um dia ele mudaria a minha vida para sempre. Muitas coisas boas aconteceram por conta disso, mas outras não tão boas também e é sobre uma delas que resolvi escrever hoje.

Expor uma parte da sua vida para quem quiser ver é bom, pois você compartilha experiências, inspira, ajuda, tem contato com pessoas que talvez você nunca fosse ter e ainda tem um monte de lembranças da sua vida registradas. O problema é que algumas vezes as pessoas criam uma imagem de você, acreditam que a sua vida se resume ao que você compartilha na internet e definem como você deve ser e se comportar.

O que eu mostro na internet é uma parte do que sou, mas a verdade é que eu sou muito mais do que mostro aqui. É engraçado, porque muitas pessoas que tiveram a oportunidade de me conhecer pessoalmente já falaram “nossa, você é igualzinha ao que mostra no blog” e as pessoas que tiveram a oportunidade de me “conhecer melhor”, ou seja, que acabaram virando pessoas próximas, falaram “nossa, você é muito mais do que mostra no blog”.

Quando criei o A Series of Serendipity, tinha 22 anos (quase 23) e desde então muitas coisas mudaram na minha vida. Eu mudei muito. A Mel de 15 anos, a de 18, a de 22… a de 26 não são a mesma Mel, mas todas têm algo em comum: a essência. Sim, a essência das pessoas não muda, pois é algo que faz ainda mais parte delas do que o próprio corpo. Por exemplo, se a pessoa por algum motivo perde alguma parte do corpo, ou coloca algo nele (silicone, tatuagem, piercing…) a sua essência não vai mudar embora o seu corpo tenha mudado.

Todos os dias vivemos experiências novas e é assim que crescemos. Se ficarmos estagnados, sempre falando sobre as mesmas coisas, vivendo uma rotina, não buscarmos algo novo e nunca mudarmos, a vida perde a graça.

Fico chateada sempre que alguém comenta que eu não sou mais “a mesma”, que mudei e que quer a “Mel de antes” de volta. Gente, se eu ficasse sempre igual, postando sempre os mesmo tipos de fotos, usasse sempre as mesmas edições, falasse só sobre os mesmo assuntos, usasse as mesmas roupas etc. muitos iriam reclamar e falar coisas do tipo “nossa, você não muda nunca!”. Agora, se eu resolvo falar sobre outros assuntos e compartilhar novas experiências e novos gostos que têm a ver com o atual momento da minha vida, volta e meia aparece alguém pra falar “você mudou. Prefiro a Mel de antes. Volta a ser como você era!”. Sentir saudade é normal (e natural). Eu mesma sinto saudade de fases anteriores da minha vida, mas tentar revivê-las ou me forçar a ser como eu era em outro momento é errado, pois assim eu deixaria de viver novas experiências e ficaria “presa”.

É claro que eu mudei. Eu vivo, eu tenho experiências novas todos os dias, eu cresço. E sabe o que é o melhor disso? É que você, sim, você que reclama que eu mudei, você também mudou. Você não é a mesma pessoa do dia em que começou a me acompanhar e isso é ótimo e saudável. É assim que é a vida :)

Acho que a melhor forma de mostrar essas mudanças e mostrar todas essas Mels que já escreveram no A Series of Serendipity é mostrando algumas fotos desses quase 4 anos de blog. Alguns me acompanham desde o flickr, outros do meu primeiro blog (no começo dos anos 2000), outros desde o começo do A Series of Serendipity

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Sim, a Mel de agora gosta de usar maquiagem (mas do seu jeito – depois vou fazer um post sobre isso), aprendeu a falar quando não gosta de algo (chega de gastrite!), não tem mais quarto azul nem laranja, é viciada em chá (principalmente da Twinings), gosta da luz do Sol no final da tarde, mas, como todas as outras Mels, continua apaixonada por fotografia (e sempre será), ama dias frios, nublados e chuvosos, é louca por livros, sonha em morar em Londres, é caseira, ama música, coleciona adesivos, ama compartilhar uma parte da vida no blog e nas redes sociais, serendipity continua sendo a sua palavra favorita…

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

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29. Jan. 2014

Sobre crescer e continuar feliz

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Hoje postei uma foto de uma cartela de adesivos que comprei porque, sim, eu coleciono adesivos, e recebi um comentário que achei engraçado e triste ao mesmo tempo. Uma garota perguntou “cara, quantos anos vc tem? serio (sic)”. Não tenho vergonha de dizer a minha idade (tenho 26 anos, já comentei isso aqui outras vezes) e muito menos de gostar de coisas “bobas”, simples que me fazem feliz.

Gostar de desenhos, de ler livros YA (young adult), colecionar adesivos, ter agendas fofas…nada disso faz com que eu deixe de pagar as minhas contas no final do mês e ter responsabilidade “de gente grande”. Infelizmente algumas pessoas acham que virar adulto significa ter que deixar de lado qualquer resquício da infância e da juventude, e esquecem que o que somos quando crescemos está diretamente relacionado com as nossas experiências nas fases anteriores da vida.

É claro que existem coisas que devemos deixar para trás, principalmente defeitos e coisas que REALMENTE não são mais admissíveis quando não se é criança (tipo usar mamadeira e chupeta hehe), mas achar que você está proibido de gostar de tudo que também é voltado para o público infantil (veja bem, eu disse “também” e não “exclusivamente”) é exagero. Mais do que isso, é uma demonstração de que a pessoa realmente envelheceu, mas, talvez, sem amadurecer de fato, pois não se sente segura o suficiente para dizer que gosta de tal coisa, por ter medo do que os outros vão dizer.

Algumas coisas simplesmente perdem a graça com o tempo, mas outras não, e não há nenhum problema em continuar gostando delas depois que “crescemos”.

Gente, tá liberado gostar de desenho e outras coisas legais depois dos 20, tá? Pode até ir pra Disney tirar fotos com os personagens e brincar nos parques ;)

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

ps: pessoal, eu não fiquei mal com o comentário. Só quis aproveitar para escrever essa reflexão :)

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09. Dez. 2013

Quem é perfeito?

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Ontem a minha cunhada me mostrou um vídeo incrível chamado “Because who is perfect?“. O vídeo foi produzido pelo grupo suíço Pro Infirmis com o objetivo de provocar uma reflexão sobre a ideia de perfeição estética (o corpo ~perfeito~), mas de uma forma que vai além daquela que estamos acostumados (a do peso).

Normalmente, quando vamos criticar ou questionar sobre o padrão de beleza que a mídia impõe, batemos na tecla do peso, mas a questão vai muito além disso. Existem milhares de corpos diferentes no nosso mundo, e quem disse que eles não são perfeitos só porque não são iguais àqueles que “consideramos” perfeitos?

“Perfeito” na verdade é um termo muito forte e algo muito subjetivo. O que é perfeito pra mim, não é, necessariamente, perfeito para você. Pra mim, não existe nada nem ninguém sem “defeitos” o que torna a perfeição plena algo impossível, mas, por ser um conceito muito subjetivo e levando em consideração que tudo no mundo tem algum “defeito”, todos podemos ser perfeitos de alguma forma :)

Bom, chega de falar. Eu quero que vocês assistam o vídeo e tirem suas próprias conclusões sobre perfeição:

E aí, o que acharam? Se você gostou, não deixe de curtir a fanpage e seguir o twitter @ProInfirmis para acompanhar os próximos trabalhos do Pro Infirmis.

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

ps: levando em conta a mensagem do vídeo, acredito que todas as pessoas do mundo poderiam segurar essa plaquinha “Nobody is perfect, but I’m pretty close” sem medo :)

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