Morando fora

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27. Out. 2012

Guia Intercâmbio

Ei :)

Pessoal, adorei a quantidade de questionamentos que recebi na última vez em que estive aqui e resolvi dividir o post de resposta em três partes:

1. Pré Intercâmbio

2. Durante o Intercâmbio

3. Pós Intercâmbio

Portanto, hoje vamos lá com o passo-a-passo de um Pré-Intercâmbio:

1. Como convencer meus pais?

Pergunta MUITO frequente para quem decide fazer um intercâmbio!

No meu caso, meu pai queria que eu fizesse intercâmbio desde quando eu tinha 10 anos. Minha mãe, apesar de saber que ficaria com saudade, me apoiou, e assim eu não precisei convencer ninguém. Mas eu sei que nem todos os pais são assim, por isso separei algumas dicas:

Primeiro, tente explicar que um intercâmbio é uma chance única de aprendizado. Além de ser uma coisa muito boa pra sua carreira profissional, é uma experiência de vida. Lá você aprende a ser uma pessoa mais responsável e decidida.

Sem poder contar com a ajuda dos pais, você decide por si, aprendendo as consequências de seus atos.

Segundo,  intercâmbio é uma experiencia cultural que irá enriquecer a sua vida. Lidar com pessoas de outros países, culturas… é tudo diferente. Abre seu caminho para coisas novas, e ajuda a ter uma opinião diversificada sobre muitos assuntos.

Terceiro, imagina se fosse um intercâmbio há 15 anos: sem internet, apenas utilizando telefone (Caaaaaaaro!) e cartas (Demoooooora!)? Se naquele tempo muitas pessoas foram e conseguiram matar a saudade, por que você, com a internet, não conseguiria? ;)

Lidar com os pais é questão de paciência. É puxar um pouquinho ali, outra coisa lá e você consegue :P

2. Qual programa escolher?

Há vários progamas para estudar fora. Alguns deles são:

  • Curso de Idioma: Aquele básico de três a quatro semanas. Você  pode escolher se prefere ficar em casa de família ou nos dormitórios da escola.

Esse programa se divide em subcategorias como curso pra adolescentes, curso para idosos, curso preparatórios, entre outros. Vai de acordo com o que você busca :)

(Meus pais fizeram um desse em Toronto – se quiserem que eu conte a história ou aprofunde um pouquinho mais, é só pedir :) ).

  • High School: Você passa de seis a um ano no país – podendo estender. O detalhe desse é que é preciso ter até 18 anos para participar! Como tem uma duração maior, permite que você se aprofunde em uma nova cultura. Você vai se tornar um estudante local e dependendo da cidade em que escolher, vai fazer muitas amizades com estrangeiros.
  • Curso técnico: Esse é bom para quando você domina bem a língua, mas quer estudar no exterior fazendo um curso extra na área em que estuda/trabalha. Tem uma série bem maior de requisitos.
  • Graduação/Pós-Graduação: Neste você tem a oportunidade de estudar numa universidade local. Assim, além da experiência e do aprendizado da língua, você ganha uma grande valorização no trabalho de mercado. Muitas universidades pedem o TOEFL (um teste para ver se você é fluente no idioma).

Se quiserem uma explicação detalhada dos cursos, pode comentar e eu faço!

3. Qual agência escolher?

Bom, eu fiz uma pesquisa entre as agências mais conhecidas aqui na minha cidade (São Paulo) e logo depois visitei uma por uma. Como não queria gastar muito, acabei optando pela agência CI – Central do Intercâmbio.

Na hora de fechar com uma agência, pesquise! Preços, recomendações, comentários, críticas. Corra atrás!

Também é uma boa ideia fazer uma lista do que você procura em uma agência :)

4. Escolhi a empresa. Como funciona todo o processo?

Vou contar o que eu passei, ok?

Geralmente, as empresas pedem um teste de inglês para avaliar se você tem ou não condições de se virar fora. O meu caso não foi diferente, marquei um teste na CI que (juro) não me lembro quantas questões tinha. Passei com uma pontuação boa, o que me surpreendeu…

Antes de decidir na CI, eu fiz outro teste numa outra agência. Pelas duas, é necessário um nível do básico pro intermediário. :)

Caso não dê certo, não desanime! Estude pra chegar lá :)

5. Precisa fazer um curso de inglês antes?

Eu posso dizer que é “obrigatório”: conheci gente que aprendeu um pouco de inglês sozinha e, sem ajuda de uma escola, passou no teste e se virou bem fora ;) Mas caso queiram saber, eu fiz um ano de Cultura Inglesa, só.

6. Documentação?

Dependendo de onde você for, você vai precisar do passaporte e de um visto de estudante de múltiplas ou única entrada. Além disso, precisa da autorização dos pais para morar e viajar pra fora; da cópia da carteirinha de vacinação; certidão de nascimento e RG. Mas cada agência segue uma conduta, portanto ela te passará direitinho tudo o que precisa levar.

No meu caso, como eu fiz High School, precisei do meu histórico escolar dos últimos três anos. No caso, não pode ter repetido nesse período e nem ter tirado notas muito ruins ;).

Por hoje é isso, pessoal! Ainda tenho coisas para falar, mas esse post já está ENORME. Na próxima semana explicarei o Pré-Embarque e os primeiros dias fora. :)

Antes de ir, eu preciso postar o que eu recebi da minha Host Mom :)! É de emocionar, sinto saudades de lá todos os dias :( ♥ :

“CAROL!!!!! I’m the worst host mom EVER ! I forgot it was your birthday on Friday. Happy Belated Birthday!!! I hope you had a great day. Today Ethan and I had cut out pictures of things he’s thankful for (it was his homework for school) he cut the picture of you and the boys on Canada day. He said “I’m thankful for my brothers and sister”. Then he hugged the picture and said. “Oh Carol!” He misses you. It was so cute.” Meu Deus, me leva de volta?

18. Out. 2012

Paris: Geografia e um pouco de história sobre o centro da cidade (Deuxième partie)

Arquivado em: Dicas, Morando fora

Ouaaaai je sais, ça fait longtemps! Demorei pra fazer a segunda parte do post, me desculpem! Agora que o meu (último! Galera, é meu último!) semestre vai começar e agora que trabalhos de tradução  apareceram (todos -.-’) de uma vez pra fazer… bem, já sabem, né?

Bom, vamos lá, pra uma pequena recapitulação. No último post, eu expliquei sobre as duas ilhas encontradas no centro de Paris, no meio do Rio Sena. Expliquei também  a diferença entre as duas Rives, o que são os Arrondissements e os Quartiers, e sobre algumas pontes, além de coisinhas gostosas :9

No post de hoje, nós vamos sair dessas ilhas e vamos descer em direção Oeste, até chegarmos em…*estipulando o passeio de hoje* até chegarmos beeem próximo da famosa avenida Champs Élysées (tah rah tah rah rah!♪), parando ali, pertinho do Museu do Louvre, naquele jardim lindo, o Tuilleries. Que tal? O caminho não é tão longo, mas nós iremos passar pelos principais pontos de Paris, encontrados em ambas as margens do Rio Sena… e olhar tudo, mesmo que em poucos detalhes, leva muito tempo! Como faremos? Bem, pra não fazer mais um daqueles posts imensos, convido vocês a andarem comigo hoje pelo lado da Rive Gauche. Tudo bem? Então, para aqueles que estão comigo, on-y va !

Nós iremos sair da Ilha de Saint Denis pela Pont de la Tournelle, dando de cara com o famoso Quartier Latin, encontrado no 5º arrondissement, pegando um pouquinho da parte norte e leste do 6º arrondissement. Latin, latin… mas por que esse nome pra um Quartier? Tudo muito simples: ali é o coração da tão aclamada Universidade Sorbonne, uma das mais antigas da Europa. Sua história começa em plena Idade Média, tendo seu primeiro prédio construído em (OMG!) 1253. Bom, então imaginemos, o que uma escola medieval ensinaria? Ah, mas é claro, latim! Não existe um «campus» da Sorbonne; ela é composta por prédios espalhados, em sua maioria, por esse quarteirão, e cada unidade é especializada em alguma área/departamento de estudos.

Université Paris I – Sorbonne-Panthéon

Nesse caso, o quartier Latin é um quarteirão de estudantes? Bom, ele hoje em dia anda mais para um lugar turístico que para um lugar estudantil, porém continua como um lugar bem frequentado, graças à sua variedade de bares, restaurantes e cafés. Ali você encontra comida francesa, italiana, grega, árabe, indiana,chinesa…

Um exemplo das ruas do Quartier Latin. No fundo temos restaurantes italianos, ao lado um grego, do outro lado, um vegetariano/libanês…

Comida de estudante: Um « grec » custa apenas €4,50. A traditional carne com salada e fritas em um pão sírio (parecido com um Kebab) , o melhor e um dos mais famosos é o « Maison de Gyros » na Rue de la Huchette, no Quartier Latin.

Crêpe au Nutella, alguém ?

Além da Sorbonne, o Quartier Latin também possui outras várias e grandes escolas, instituições e monumentos, como o Collège de France, Mines ParisTech, École Normale Superieure, Lycée Henri IV, Bibliothéque Sainte-Geneviève, Panthéon, Palais/Musée/Jardin de Luxembourg, Musée national du Moyen Âge (Hôtel de Cluny)... Pra quem tiver muita curiosidade sobre os lugares, deixo *aqui* um link com todas as coisinhas que podem ser vistas no quartier.

Rue Descartes. Rua do Lycée Henri IV e ao fundo, o Panthéon.

Bem, vamos voltar à beira do rio Sena e seguir… Agora passaremos pelo Boulevard Saint Michel (fronteira entre o 5º e o 6ºarrondissements) e o Boulevard Saint-Germain. Acho que a Mel iria pedir pra ficar por aqui durante o dia, já que a concentração de livrarias e lojas de ocasiões (livros e CDs/DVDs de segunda mão) é i-men-sa! :P E caso decidamos subir o Boulevard Saint-Michel, iremos parar no grande Jardin de Luxembourg, criado em 1612 por ordens de ninguém mais, ninguém menos, que Marie de Médicis, pra acompanhar o ritmo arquitetônico dos palácios da época. Hoje o Palais de Luxembourg é a sede do Senado Francês, que é o dono do Jardin (na verdade, um jardim privado aberto ao público). Para aqueles que gostam de exposições temporárias, o Musée de Luxembourg e l’Orangerie são uma boa pedida. O Jardin à l’Anglaise é um dos pontos favoritos da galera pra dar aquele chill out depois/no intervalo entre as aulas, além de joggers, e pais e mães que levam os seus filhos pra colocar barquinhos pra velejar no lago.

Galerinha fazendo seus alongamentos durante uma manhã de verão.

 

O dia não estava muito bonito pra colocar barquinhos para as crianças :( Le Sénat ao fundo.

Caso a Mel deixe a gente voltar pras margens do Sena (:P) vamos continuar nosso rumo, pelo Quai de Conti. Provavelmente muitas belas arquiteturas vão chamar a atenção de vocês, mas acredito que o que vai mais saltar aos olhos vai ser o grande prédio com uma cúpula e altos pilares gregos em frente à Pont des Arts. Aquilo ali é, nada mais, nada menos (galera das letras, belas artes, sociais, política e ciências, piremos agora) que l’Institut de France, ou seja, o Instituto Acadêmico Francês, fundado em 1795. Ele abriga, ao todo, 5 grandes academias, que são l’Académie française, l’Académie des inscriptions et belles-lettres, l’Académie des sciences, l’Académie des beaux-arts e l’Académie des sciences morales et politiques. Pois é, imaginem o tanto de grandes mentes que já passaram por ali.

Oi, essa sou eu, na Pont des Arts, com L’Institut de France ^_^

Andando mais um pouquinho, passaremos por um dos museus obrigatórios da cidade : o Musée d’Orsay. Ele é um dos meus favoritos, e eu acho ele mais interessante que o próprio Louvre, por causa da sua quantidade de obras impressionistas e pós-impressionistas, simbolistas e realistas. Pois é, se você gosta de Monet, Degas, Van Gogh, Cézanne, Mondrian, Manet, Pissaro, Coubert, trate de acordar cedo e passar boa parte do dia babando nas obras e falando “OMG, é real ! Eu tô a um palmo do original ! OMG” (ok, acho que só eu faço isso…)

O legal desse museu é que, antigamente, ele era uma estação de trem, a antiga Gare d’Orsay, que foi transformada em museu há não muito tempo, em 1986: portanto, andar no museu é, realmente, como pegar um trem e voltar no tempo.

“Roubei” essa foto do site oficial do Museu. Sabe, não podemos tirar foto lá dentro :(

Bom, cansados? Então vamos atravessar a Pont Royal, e tomar um bom ar no Jardin de Tuilleries… O museu ao lado, bom, o Louvre, a gente deixa pra próxima.

Momento reencontro no Tuilleries: Fiquei dois anos sem ver essas crianças. Como eles cresceram :,)

As pessoas tentam tomar um solzinho mesmo durante o inverno no Tuilleries.

Bom, acho que por hoje é tudo. Vai aí uma ultima foto, bem clichê pra acabar :)

08. Out. 2012

Viajando: Lago di Garda (Itália)

Hello everyone!

Hoje o post tem viagem!

Voltei da Itália, fui filmar um festival de música em Lago di Garda, o Mandstock, e aproveito para contar um pouquinho da Itália para vocês.

Bom, aproveitando a deixa: semana que vem estarei indo para o Marrocos por um mês! Vou para lá fazer uma residência artística com músicos e filmmakers e viajar com meus queridos amigos e grandes músicos da banda Samuríndios Patrick Belem e Chico Han! Não sei como será o meu próximo post, mas provavelmente terá fotos da nossa aventura :D

Decidimos ir para a Itália de ônibus! Saímos de Londre às 21h do dia 08/08, pegamos até ferry boat, paramos umas 32 vezes para o ônibus voltar a funcionar e finalmente chegamos à Itália no dia seguinte 09/08 às 22h! Foi uma loucura, 24 horas de ônibus cheio de artistas e músicos enlouquecidos por estarem sentados o dia inteiro dentro de um ônibus, haha. Mas a paisagem valeu a pena, cortamos toooda França por vilazinhas maravilhosas e conhecemos bem de pertinho o Mont Blanc!

(Morrendo de rir no Ferry Boat da Inglaterra para a França)

(A paisagem das nossas paradas enquanto o ônibus esfriava eram maravilhosas)

Lago di Garda (em italiano) é o maior lago da Itália e fica no norte, pertinho de Verona e Trento! É um lugar onde, além de um lago cristalino transparente que brilha como nunca vi, tem ruas pequenininhas típicas da Itália e montanhas altas com muito verde, beleza e bem, vários insetos… mas ok, viva o repelente!

(O famoso e lindo lago)

(Lago Di Garda não é apenas sobre o Lago, a pequena cidade é uma graça!)

(Eu e DeeDee, grande amiga e companheira, half-producer também! hehe)

Mandstock Festival é organizado por uns Italianos malucos que adoram falar, gesticular, misturar tudo junto e ter muita diversão. Esse festival foi bem diferente dos que eu já fui. Muito mais ligado à natureza, além de dois palcos para música, competição de skate (e aula para crianças, ownnn), free climbing, cinema ao ar livre, tinha instalação de artes em conversação com a natureza. Além disso tudo, as barraquinhas de comidas traziam comidas locais vindo de fazendas da Itália, e vinho locaaaal, hmmmm!

Foram 4 dias em conexão a natureza, com muita diversão, muito italiano maluco e caspita, bela comida! E eu achei que sabia o que era pizza – ah meus caros, doce ilusão. Não sabemos o que é uma pizza até ir para a Itália, parar num lugar xexelento onde o povão vai mesmo e pedir uma pizza inteira, escolher o sabor e ver o pizzaiolo preparar tudo na sua frente, a massa, a escolha dos ingredientes. Depois é só felicidade!

Ahhh, mas na verdade também demos muita sorte – nem tudo foi apenas planejado. Um dia lá no topo da montanha, onde foi feito o festival, uma santa alma nos deu uma carona. E não é que essa alma era brasileira? Hahaha, eu digo, brasileiro tem em t-o-d-o lugar! Ele nos levou para o certinho de Lago di Garda, e me deparando com a beleza, a primeira coisa que fiz foi arranjar uma mesa na calçada e pedir a comida italiana de que mais sou fã! Uma bela bruschetta tradicional servida com a cerveja Peroni :)

Essa foi nossa trajetória descendo a montanha até pedirmos carona e acharmos essa boa alma brasileira no meio do caminho :)

Mas vocês acham que a vida é só diversão? Eu também fui trabalhar lá, minha gente! Hehe… Além de fazer toda cobertura do festival, também aproveitei essa cidadezinha maravilhosa para filmar maravilhosos artistas! Abaixo os pontos altos do festival! Aproveite para conhecer novas músicas :)

(Dan Korn, nossa nova paixão de músicas belas sobre o amorrr e os corações partidos, aiai. Escute!)

(Eu e Dan Korn após filmar a minha música preferida, “Lost Love Shanty”)

(Rev 78 em mais uma performance maravilhosa da banda, se você prefere Indie Rock, escute eles aqui!)

(A banda The YuYa que organizaram esse festival lindo e, ainda mesmo de 8 meses, Connie conseguiu fazer uma performance maravilhosa! Ouça eles aqui)

Espero que tenham gostado de saber um pouquinho do Lago di Garda e de conhecer novas músicas :)

Falando em viagem, aproveito para divulgar um novo app do Iphone para viajantes! É o Urbanauts e você pode conhecer sobre essa maravilhosa iniciativa aqui, no último vídeo que fiz aqui em Londres para os queridos do Urbanauts que residem aí em Curitiba :)

Espero que curtam. Vamos baixar esse aplicativo aí, minha gente, é uma beleeeza :)

Urbanauts Visiting Earth from Lara Jacoski on Vimeo.

Ah! Em tempo: fui pro Marrocos com dois amigos e criamos o blog The Vagamundos!

Fico por aqui!

Beijocas e much love!

Lara

PS: Todas as fotos e meu trabalho também foram patrocinados pela Day Job Records :) algumas fotos são da minha querida amiga DeeDee.