05. Jul. 2013

Filhos do Fim do Mundo (Fábio M. Barreto)

Arquivado em: Livros são amor

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Fugindo do padrão “narrativas pós-apocalípticas”, Filhos do Fim do Mundo retrata o começo de uma crise global.

Tudo começa quando, por uma razão desconhecida, todas as crianças com menos de um ano de idade morrem repentinamente – e, logo se descobre, a morte alcança não apenas humanos, mas plantas e animais também. A partir daí, cada personagem procura uma maneira de não se deixar vencer por essa estranha tragédia que afeta toda a humanidade – mesmo aqueles cujos filhos sobrevivem (por causa da idade) descobrem que não há como ficar ileso.

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Da mesma forma que aconteceu com O Espadachim de Carvão, eu já acompanhava o autor em outras mídias (no twitter, no Rapaduracast e no Brainstorm9), e isso ajudou a aumentar as expectativas em relação ao livro – e já adianto que Filhos é tão bom quanto eu imaginava.

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Apocalipse pessoal

A narrativa, feita em terceira pessoa, mistura descrição e ação na medida certa, dando ao leitor uma boa ideia de como cada personagem reage à tragédia global. Em um momento, você acompanha a aflição do Repórter, desesperado para encontrar explicações para a morte das crianças e, principalmente, para descobrir se existe salvação para seu Filho, ainda no ventre da Esposa – um diferencial interessante é que os personagens são referidos por sua ocupação (Repórter, Governador, Coronel), vínculo (Pai, Esposa) ou outro tipo de característica (Engravatado), nunca por um nome próprio. Esse recurso (conforme o próprio autor comentou em um podcast) ajuda a tornar a obra mais “universal”, sem se limitar a uma época ou país (sabemos que a história se passa na Terra, mas nenhuma nação específica é mencionada).

Os personagens desempenham papéis extremamente distintos, orientados por sua história e por seu caráter. São complexos, ricos, e não cabem em definições simplistas de “bom” e “mau”.

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Enquanto lia, pude entender, de alguma maneira, como cada um se sentia em relação à tragédia, e acredito que vocês vão entender também. Meus personagens favoritos, aliás, são o Repórter (me identifiquei especialmente por causa da profissão) e o Padre (que admiro por conta da fé e do empenho em ajudar os outros, à sua maneira), mas gostei de praticamente todos – é claro que, como na vida real, sempre tem alguém com quem você não tem muita afinidade.

Filhos do Fim do Mundo traz ação, conflitos psicológicos e relações humanas, e faz você se perguntar sobre como lidaria com uma tragédia ao mesmo tempo global e particular.

O fato de ter sido escrito em português (ou seja, sem o “passo extra” da tradução) aumenta a proximidade entre o autor e seus leitores. Confesso que fiquei um pouco perdido em alguns trechos (quando o desespero começa a tomar conta das pessoas e muitas coisas acontecem ao mesmo tempo) e que encontrei alguns errinhos que acabaram passando pela revisão, mas, fora isso, não tenho do que reclamar. A diagramação é muito boa, o projeto gráfico combina com a obra (a bela capa reflete o caos em que a humanidade mergulha na história) e os capítulos são longos, mas divididos em focos relativamente curtos de ação e tempo (o que é bom para quem tem aflição de interromper a leitura “de repente”).

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Aperitivos

“O resquício da forte tempestade ainda podia ser visto pelas janelas da delegacia quando o telefone tocou. As gotas caíam vagarosamente; a árvore de Natal iluminava o ambiente; quase ninguém de plantão. Ventava muito.

Os olhos da Plantonista de Emergência estavam paralisados. Arregalados. Aterrorizados. Resultado da mescla da preparação na Academia com a resposta aos gritos arrasadores do outro lado da linha. O identificador de chamadas mostrava a origem da ligação: o hospital local. Ela tentava falar, mas não conseguia. Simplesmente ficou muda e imóvel.”

(p. 13)

“– Alguma notícia dele? – perguntou o burocrata, consultando seu relógio de ouro.
– Ainda não. Tenho certeza de que entrará em contato assim que tiver novidades – argumentou o Diretor, considerando as diferenças de fuso horário e também o tempo de viagem. – E ainda faltam algumas horas para ele chegar.
– Já chegou – interveio o Engravatado. – O avião pousou há vinte minutos.
– Já? Mas ele deveria viajar por pelo menos… – dizia o Diretor quando foi interrompido.
– Emprestamos um de nossos transportes para ele. E também enviamos um especialista para ajudá-lo, logo, temos informações constantes sobre o andamento da missão – declarou em tom professoral, fazendo tudo para não parecer impositivo ou controlador, embora o fosse. – Eles chegarão ao primeiro destino em trinta minutos.”

(p. 62 e 63)

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ISBN: 978-85-7734-312-6 Editora: Fantasy Casa da Palavra Páginas: 288 Nota: 4/5

p.s.: finalmente criei um perfil no Skoob! Quem quiser me adicionar/seguir, é só clicar aqui

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Essa é a primeira ~resenha dupla~ do A Series of Serendipity. A partir de agora, alguns livros serão resenhados por mim e pelo Gui, mas para o post não ficar muito cansativo decidimos fazer da seguinte forma: o Gui fará a resenha escrita e ilustrada com fotos e eu farei a resenha em vídeo. Espero que vocês tenham gostado da novidade! Ah, não se preocupem que só algumas resenhas serão assim, tá? As “resenhas padrão” continuarão existindo por aqui ;)

E aí, quem já leu? O que achou?

Quem quiser me acompanhar nas redes sociais literárias: Skoob e Goodreads! (o Gui também criou um perfil no Skoob então quem quiser acompanhar ele clica aqui).

xoxo

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04. Jul. 2013

Look at me: black & blue

Arquivado em: Look at me

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Blusa de renda: Forever 21 | Saia: Loja Emme | Meia calça poá fio 15: Lupo | Sapatilha: Tutu | Bolsa: Forever 21 | Colar floquinho de neve: Godê Design | Esmalte: Deixa beijar (Colorama) | Batom: Girl About Town (M.A.C)

Comprei essa blusa de renda no ano passado e essa foi a primeira vez que usei ela *-* Não sei como fiquei tanto tempo com ela guardada no meu armário!

E aí, gostaram do look? Quem quiser me ajudar a divulgar, é só dar um hype no Lookbook!

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

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04. Jul. 2013

Comprinhas de inverno!

Arquivado em: Aleatoriedades

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Ontem quando fui escolher minhas peças pro próximo Look Emme (vai ao ar semana que vem!) aproveitei pra passar rapidinho na FNAC pra ver quais títulos estavam em promoção e acabei voltando pra casa com um livro em inglês de uma série que eu quero muito ler (infelizmente eu só trouxe o segundo livro da série, mas tudo bem haha) e que tem clima de inverno *-* Também aproveitei para dar uma olhada na Accessorize (tudo com 50%) e voltei pra casa com uma touca nova do jeitinho que eu gosto. Fiquei tão feliz com as novas aquisições que tirei algumas fotos aleatórias (estava com saudade de fazer posts desse tipo no A Series of Serendipity).

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Preparem-se para o momento fofura do post:

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Tipo pintor *-*

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A-ha! Acharam que o momento fofura tinha acabado, né?

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Agora acabou o momento fofura, gente :P

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Mais tarde tem mais posts por aqui ;)

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

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