07. Mai. 2013

a probabilidade estatística do amor à primeira vista (resultado)

Arquivado em: Concursos

melinasouza

Chegou a hora de saber quem foi a pessoa sortuda que ganhou um exemplar de A probabilidade estatística do amor à primeira vista (Jennifer E. Smith). Quero agradecer a todos os 4.753 inscritos que participaram do sorteio feito em parceria com a Editora Record.

resultado

Parabéns, Zé Zorzan! Vou mandar um e-mail solicitando seu endereço e você tem até 48 horas para entrar em contato comigo. Caso contrário o exemplar será sorteado novamente entre os participantes :)

Antes de terminar o post, quero dar um recado muito importante: eu eliminei os formulários que foram preenchidos mais de uma vez pela mesma pessoa. Isso estava nas regras e fico muito triste e chateada quando vejo que alguém tenta burlar.

Não desanimem que logo, logo terão mais promoções bem legais aqui no blog! ;)

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

07. Mai. 2013

nada é para sempre (ali cronin)

Arquivado em: Livros são amor

Nada é para sempre é o primeiro livro da série Garota <3 Garoto que está sendo publicada no Brasil pelo selo Seguinte da Companhia das letras.

melinasouza

A série Garota <3 Garoto conta a história de um grupo de quatro amigas (Sarah, Donna, Ashley e Cass) de personalidades bem diferentes que moram em Brighton e estão no ensino médio. Cada livro é protagonizado por uma das meninas e, no primeiro, a protagonista é a Sarah, uma garota certinha e meio careta que nunca namorou. Sua vida muda quando estava de férias com sua família na Espanha e conheceu Joe, um garoto que faz faculdade em Londres.

A história foca no relacionamento de Sarah com Joe e como isso afeta a sua vida, principalmente a sua amizade com as meninas (e com os meninos do seu grupo).

O que me incomodou na história foi a forma da Sarah encarar o seu relacionamento com o Joe. Tinha horas que eu ficava com vontade de poder entrar no livro pra reclamar com ela, sério! Sabe quando a pessoa (no caso a menina) não se valoriza? Então! mas tirando isso gostei do livro, tanto é que a leitura fluiu e terminei em algumas horas. Quero muito ler o segundo livro: Dizem por aí!

Ah, a autora não usa eufemismo/metáforas para falar sobre sexo! Ela é bem direta quanto a isso :P (atenção leitores novinhos)

Gostei muito do trabalho gráfico e da diagramação do livro. A capa é tem uma textura muito gostosa (lembra um pouco uma borracha), a cor é bem bonita (o segundo livro é azul *-*) e adorei as fontes usadas (no título e no texto).

Amei esse detalhe do coração no começo de cada capítulo :)

As páginas são amareladas e tanto o espaçamento quanto as margens são ótimos!

ISBN: 9788565765053 Editora: Seguinte Páginas: 272

E aí, alguém já leu? O que achou?

Obrigada por tudo, pessoal!

Quem quiser me acompanhar: Skoob e Goodreads!

xoxo

07. Mai. 2013

Preto e Branco (Parte 2)

Arquivado em: Fotografia

lucas1

Hey! Como vocês estão?

Começaram a testar as novidades com o preto e branco? Tiraram um tempo para rever suas fotos? Acharam algum objeto antigo para dar um contexto mais interessante sem as cores? Como prometi no post passado, esse será o fechamento do primeiro! Como considero importante aquelas situações nas quais o P&B servem como uma saída mais criativa, continuarei com os exemplos de casos comuns/úteis.

  • Menos distrações:

Podemos ver esse ponto como um complemento ao anterior. As cores trazem consigo muitas informações. Nós nos deparamos com muitas situações nas quais não temos controle sobre o assunto que estamos fotografando (fotos não planejadas) e por isso é comum alguns elementos entrarem nos nossos quadros mesmo sem nosso consentimento. Se mesmo com a composição aprimorada, um pouco de tempo e alguns testes ainda assim não chegarmos ao visual que imaginamos, podemos usar o preto e branco para nos ajudar também! Querem um exemplo?

Uma foto minha foi avaliada numa revista nacional relacionada à fotografia chamada Fotografe Melhor (que alias recomendo a leitura). O fotógrafo, na sessão que justamente serve para avaliar e criticar as fotos, disse: “…Você poderia ter segurado a câmera bem na horizontal, em vez de apontá-la para baixo, o que teria evitado que as linhas verticais convergissem e parecessem inclinadas. O segundo ponto [a ser melhorado] é a mancha amarela que desvia a atenção no canto inferior direito.”

Notam como um detalhe que passa despercebido na hora do click, é decisivo para diferenciar a foto comum de uma foto digna de ser publicada numa revista?

Vejam como o tratamento (com preto e branco) adequado conserta o problema apontado na avaliação:

Só para deixar bem evidente o quão poderoso pode ser esse recurso, vou mostrar mais um exemplo:

A foto sozinha é atraente, com cores alegres e planos bem separados (meus pais no primeiro e os barcos no segundo). No entanto a intensidade presente no fundo com tons de vermelho, verde, marrom e amarelo disputam a atenção do nosso olho ao lermos a imagem. Vejam como esse “conflito” é solucionado com o preto e branco:

  • Formas:

A fotografia é uma arte visual, portanto a parte gráfica dela é indispensável. O grafismo que imprimimos em nossas imagens deve ser bem pensado e em certas situações friamente calculado. Creio que vocês já passaram pela frustração de encontrar uma flor, ou um objeto (com formato criativo) lindíssimo e que com certeza daria uma excelente imagem, mas ao conferir o resultado na telinha percebe que não alcançou aquilo que tinha projetado na sua cabeça. Podem haver “n” razões para isso acontecer, mas pode ser que o formato precise de um “empurrãozinho” para “chegar lá”. Novamente o preto e branco aparece como uma solução para tais situações!

Os detalhes exaltados, e as cores não trazendo um excesso de informações para o quadro, facilitam a nossa absorção dos elementos importantes para a compreensão da imagem.

  • Padrões e texturas:

Esse é um item que aqueles que gostam de macro podem considerar na hora de planejar as próximas fotos. Detalhes são tão lindos e visualmente impactantes por serem “autossuficientes” em sua própria existência. Eles ganham nossa atenção mesmo sem todo um contexto ao seu redor.

Uma forma de enaltecer ainda mais esses pequenos diferenciais é tentar concentrar sobre eles toda a atenção possível! Para isso o preto e branco também representa um “algo a mais” para aquela imagem de algo que nos acompanha diariamente mas para o qual normalmente não damos muita bola.

  • Sentimentos:

A fotografia é um idioma mundial. Não importa em qual país ou qual a cultura que determinado povo tenha, as fotos são compreensíveis por qualquer pessoa.

Devido a esse poder, nossos registros carregam com eles nossos pontos de vista, nossas ideias e até nossos sentimentos! Por amor, ódio, curiosidade, compaixão, tristeza ou até pela intenção de provocar uma reação/emoção no público que observará nossas criações, nós procuramos escrevê-los dentro desse retângulo mágico. O qual adoramos alinhar com nossos olhos, corações e mentes – pensamento do famosíssimo fotógrafo Cartier Henri-Bresson.

Há particularmente duas “sub-áreas” nas quais o preto e branco se posiciona quanto essa a intenção:

  • High Key: é provável que vocês já tenham visto exemplos dessa técnica (que está se tornando cada vez mais presente em books fotográficos e em coberturas de eventos) mas não sabiam que ela se chamava assim. Ela consiste em superexpor uma imagem, isso significa deixá-la mais clara do que o “ideal”.

         “Mas Lucas, não é errado fazer isso?”
Claro que há questão de gosto neste quesito, mas justamente essas imagens que fogem do comum que movem a fotografia como arte e trazem novos horizontes. Com essas características apresentadas, já podemos partir para as consequências… Já que áreas claras e o branco dominam a cena, logo um ar alegre, diria até angelical acompanha a foto!

  • Low Key: essa técnica não é tão comum no meio comercial, mas nem por isso é menos interessante. Como o próprio nome evidencia, ela vai no sentido oposto daquele apresentado no tópico anterior. Para esse efeito, é preciso subexpor a imagem, isso significa torná-la mais escura do que o “equilibrado”. Tendo menos claridade e com sombras e várias regiões escuras, logo um tom sombrio, triste e tenso recai sobre a imagem.

lucas9

Ufa! Quanta coisa hein?

Exemplos extras:

A música encanta e completa nosso mundo há gerações. O P&B entra nesse contexto para completar a ideia de algo atemporal e refinado. Algo que merece nossa atenção, principalmente nos detalhes (tanto para a foto, quanto para a música) sentido esse reforçado pelo contraste entre desfoque e foco.

Essa linda coroa (carinhosamente cedida pela querida Aninha) é outro exemplo de como as formas são ressaltadas com o uso do P&B.

No post anterior já apresentei as técnicas para conseguir o preto e branco, por isso não vou repetí-las aqui.

         “Lucas, e aqueles efeitos malucos ali? Aqueles que deixam mais claro ou mais escuro…”

Ah, sim! Claro! Começando com o primeiro, high key. Por ser uma escolha artística a máquina por si própria não vai saber que você deseja que a foto tenha essa aparência superexposta. Isso nos força a usar os modos manuais. Uma vez que selecionamos no disco de modos uma dessas configurações, logo vocês vão notar uma barrinha graduada. Ela tem bem no centro o valor 0, e para a direita apresenta números positivos (+1, +2, +3…) e para a esquerda valores negativos (-1, -2, -3…). Essa barrinha mede a exposição da foto, ou seja o quanto de luz ela vai captar. Se mexermos nessa configuração e formos em direção aos números positivos deixaremos mais luz entrar, consequentemente a foto ficará mais clara, assim gerando o efeito de High key. Caso queiram o Low key, basta ir com a barrinha para o lado oposto (aquele dos números inferiores a zero).

Espero que tenham gostado das dicas!

Abração