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18. Out. 2012

Paris: Geografia e um pouco de história sobre o centro da cidade (Deuxième partie)

Arquivado em: Dicas, Morando fora

Ouaaaai je sais, ça fait longtemps! Demorei pra fazer a segunda parte do post, me desculpem! Agora que o meu (último! Galera, é meu último!) semestre vai começar e agora que trabalhos de tradução  apareceram (todos -.-’) de uma vez pra fazer… bem, já sabem, né?

Bom, vamos lá, pra uma pequena recapitulação. No último post, eu expliquei sobre as duas ilhas encontradas no centro de Paris, no meio do Rio Sena. Expliquei também  a diferença entre as duas Rives, o que são os Arrondissements e os Quartiers, e sobre algumas pontes, além de coisinhas gostosas :9

No post de hoje, nós vamos sair dessas ilhas e vamos descer em direção Oeste, até chegarmos em…*estipulando o passeio de hoje* até chegarmos beeem próximo da famosa avenida Champs Élysées (tah rah tah rah rah!♪), parando ali, pertinho do Museu do Louvre, naquele jardim lindo, o Tuilleries. Que tal? O caminho não é tão longo, mas nós iremos passar pelos principais pontos de Paris, encontrados em ambas as margens do Rio Sena… e olhar tudo, mesmo que em poucos detalhes, leva muito tempo! Como faremos? Bem, pra não fazer mais um daqueles posts imensos, convido vocês a andarem comigo hoje pelo lado da Rive Gauche. Tudo bem? Então, para aqueles que estão comigo, on-y va !

Nós iremos sair da Ilha de Saint Denis pela Pont de la Tournelle, dando de cara com o famoso Quartier Latin, encontrado no 5º arrondissement, pegando um pouquinho da parte norte e leste do 6º arrondissement. Latin, latin… mas por que esse nome pra um Quartier? Tudo muito simples: ali é o coração da tão aclamada Universidade Sorbonne, uma das mais antigas da Europa. Sua história começa em plena Idade Média, tendo seu primeiro prédio construído em (OMG!) 1253. Bom, então imaginemos, o que uma escola medieval ensinaria? Ah, mas é claro, latim! Não existe um «campus» da Sorbonne; ela é composta por prédios espalhados, em sua maioria, por esse quarteirão, e cada unidade é especializada em alguma área/departamento de estudos.

Université Paris I – Sorbonne-Panthéon

Nesse caso, o quartier Latin é um quarteirão de estudantes? Bom, ele hoje em dia anda mais para um lugar turístico que para um lugar estudantil, porém continua como um lugar bem frequentado, graças à sua variedade de bares, restaurantes e cafés. Ali você encontra comida francesa, italiana, grega, árabe, indiana,chinesa…

Um exemplo das ruas do Quartier Latin. No fundo temos restaurantes italianos, ao lado um grego, do outro lado, um vegetariano/libanês…

Comida de estudante: Um « grec » custa apenas €4,50. A traditional carne com salada e fritas em um pão sírio (parecido com um Kebab) , o melhor e um dos mais famosos é o « Maison de Gyros » na Rue de la Huchette, no Quartier Latin.

Crêpe au Nutella, alguém ?

Além da Sorbonne, o Quartier Latin também possui outras várias e grandes escolas, instituições e monumentos, como o Collège de France, Mines ParisTech, École Normale Superieure, Lycée Henri IV, Bibliothéque Sainte-Geneviève, Panthéon, Palais/Musée/Jardin de Luxembourg, Musée national du Moyen Âge (Hôtel de Cluny)... Pra quem tiver muita curiosidade sobre os lugares, deixo *aqui* um link com todas as coisinhas que podem ser vistas no quartier.

Rue Descartes. Rua do Lycée Henri IV e ao fundo, o Panthéon.

Bem, vamos voltar à beira do rio Sena e seguir… Agora passaremos pelo Boulevard Saint Michel (fronteira entre o 5º e o 6ºarrondissements) e o Boulevard Saint-Germain. Acho que a Mel iria pedir pra ficar por aqui durante o dia, já que a concentração de livrarias e lojas de ocasiões (livros e CDs/DVDs de segunda mão) é i-men-sa! :P E caso decidamos subir o Boulevard Saint-Michel, iremos parar no grande Jardin de Luxembourg, criado em 1612 por ordens de ninguém mais, ninguém menos, que Marie de Médicis, pra acompanhar o ritmo arquitetônico dos palácios da época. Hoje o Palais de Luxembourg é a sede do Senado Francês, que é o dono do Jardin (na verdade, um jardim privado aberto ao público). Para aqueles que gostam de exposições temporárias, o Musée de Luxembourg e l’Orangerie são uma boa pedida. O Jardin à l’Anglaise é um dos pontos favoritos da galera pra dar aquele chill out depois/no intervalo entre as aulas, além de joggers, e pais e mães que levam os seus filhos pra colocar barquinhos pra velejar no lago.

Galerinha fazendo seus alongamentos durante uma manhã de verão.

 

O dia não estava muito bonito pra colocar barquinhos para as crianças :( Le Sénat ao fundo.

Caso a Mel deixe a gente voltar pras margens do Sena (:P) vamos continuar nosso rumo, pelo Quai de Conti. Provavelmente muitas belas arquiteturas vão chamar a atenção de vocês, mas acredito que o que vai mais saltar aos olhos vai ser o grande prédio com uma cúpula e altos pilares gregos em frente à Pont des Arts. Aquilo ali é, nada mais, nada menos (galera das letras, belas artes, sociais, política e ciências, piremos agora) que l’Institut de France, ou seja, o Instituto Acadêmico Francês, fundado em 1795. Ele abriga, ao todo, 5 grandes academias, que são l’Académie française, l’Académie des inscriptions et belles-lettres, l’Académie des sciences, l’Académie des beaux-arts e l’Académie des sciences morales et politiques. Pois é, imaginem o tanto de grandes mentes que já passaram por ali.

Oi, essa sou eu, na Pont des Arts, com L’Institut de France ^_^

Andando mais um pouquinho, passaremos por um dos museus obrigatórios da cidade : o Musée d’Orsay. Ele é um dos meus favoritos, e eu acho ele mais interessante que o próprio Louvre, por causa da sua quantidade de obras impressionistas e pós-impressionistas, simbolistas e realistas. Pois é, se você gosta de Monet, Degas, Van Gogh, Cézanne, Mondrian, Manet, Pissaro, Coubert, trate de acordar cedo e passar boa parte do dia babando nas obras e falando “OMG, é real ! Eu tô a um palmo do original ! OMG” (ok, acho que só eu faço isso…)

O legal desse museu é que, antigamente, ele era uma estação de trem, a antiga Gare d’Orsay, que foi transformada em museu há não muito tempo, em 1986: portanto, andar no museu é, realmente, como pegar um trem e voltar no tempo.

“Roubei” essa foto do site oficial do Museu. Sabe, não podemos tirar foto lá dentro :(

Bom, cansados? Então vamos atravessar a Pont Royal, e tomar um bom ar no Jardin de Tuilleries… O museu ao lado, bom, o Louvre, a gente deixa pra próxima.

Momento reencontro no Tuilleries: Fiquei dois anos sem ver essas crianças. Como eles cresceram :,)

As pessoas tentam tomar um solzinho mesmo durante o inverno no Tuilleries.

Bom, acho que por hoje é tudo. Vai aí uma ultima foto, bem clichê pra acabar :)

16. Ago. 2012

Paris: Geografia e um pouco de história sobre o centro da cidade (Première partie)

Arquivado em: Morando fora

Oh-là-là, mais c’est trop bizarre! O tempo anda meio estranho neste mundo, inclusive aqui em Paris: em pleno Verão, no início de julho, os termômetros chegaram a marcar 11 ºC na capital francesa, fato inédito dos últimos 30 anos! Que bom que eu gosto de frio, não é?

Enfim, a capital francesa… Sei que muitos de vocês (inclusive a dona fofíssima deste blog) sonham em vir aqui. Infelizmente, ainda, não sei como, não inventaram um teletransporte, então vou continuar sonhando em estar com todos vocês fazendo um piquenique na Pont des Arts, acompanhado de um bon vin rouge, baguette, Gruyère, jambon, sablés maison, gâteau... Nada, nada é impossível! Eu sei que isso tem chances de acontecer – digo, de vocês virem para cá, o piquenique, hm, por que não? Enfim, caso vocês venham e eu não esteja disponível pra dar uma de guia, eu vou fazer alguns posts dando dicas da Ville Lumière pra vocês terem anotadinhos aí, em algum cantinho.

Bom, hoje eu vou explicar pra vocês um pouco da geografia e da história de Paris – “buuuh Clara, poxa, você vai mesmo dar aula de geografia e história neste blog?! A gente deixa isso pra escola, né?…” – Calma, galera, vou mostrar como a geografia dessa cidade costuma ser um pouco mais importante do que se pensa por aí; e a sua história é muito importante, mas às vezes nem sabemos o porquê, né?

Ville de Paris – Capital e cidade mais populosa da França, é a principal da qual chamamos de La Region Île de France. Cortando a cidade, encontra-se La Seine, ou melhor, o Rio Sena, seu personagem principal.

Rio Sena sendo cortado pela île de la Cité e Pont Neuf cruzando a ilha

Nele, existem duas ilhas naturais – sim, duas – chamadas Île de la Cité (a ilha grande), e Île de Saint-Louis (a ilha pequena). L’Île de la Cité é o berço da antiga cidade de Lutèce, hoje conhecida como Paris. Foi ali que tudo começou, e onde hoje se encontram grandes marcos da cidade, como:

La Cathédrale de Notre-Dame de Paris: sim, aquela catedral gótica do Quasimodo:

Eu, voando na frente de Notre-Dame : Estava atrasada para a aula

 

De cima para baixo: Calum, Andy, Yoshio e Jonathan, meus amigos escoceses que vieram me visitar no meu aniversário *_* Digo, três deles são escoceses. Adivinhem qual não é :P

La Sante-Chapelle: capela do século XIII, que São Luís [Luís IX da França] mandou construir para abrigar a coroa de espinhos de Cristo e um pedaço da Sagrada Cruz, além de outras pequenas relíquias sagradas, hoje conservadas e bem guardadas em Notre-Dame;

Notre Dame por dentro. Não acho as fotos antigas que eu tinha da Sante-Chapelle :( Enfim, grandinha né? E ela só é a menor igreja gótica francesa, haha

Le Palais de la Justice: O principal centro de justiça da França (e ele é imenso: ocupa 1/3 da ilha!);
La Conciergerie: Entre o século X e XIV, era usado como residência e sede do trono de poderosos reis franceses, e durante 1370, parte do palácio foi convertida em prisão de estado;

O Sena, La Conciergerie/ Le Palais de la Justice. Le Palais na verdade “roubou” uma parte do prédio da Conciergerie

La Préfecture de Police: é ali onde os imigrantes e estudantes estrangeiros perdem um dia de suas vidas encarando a fila para conseguir um Visto;

Le Mémorial des Martyrs de la Déportation: memorial dedicado aos 200 mil deportados da França para os campos de concentração nazistas, entre 1941 e 1944;

e L’hôtel-Dieu de Paris: Hospital de Deus, conhecido também como Hospital da Caridade, já que foi construído para atender a população mais pobre durante a Idade Média. Hoje é o hospital mais antigo de Paris.

Pont d’Arcole e um pedaço do Hotel-Dieu, ao fundo.

Para ter acesso à ilha, podemos ir por cinco pontes, e estas, talvez, sejam as cinco mais importantes que cortam o Sena (existem 37 delas ao todo, e cada uma possui uma história… seriam essas histórias interessantes pra vocês, para um próximo post? XD haha). A Pont Neuf – traduzindo, “Ponte Nova”–, por exemplo: apesar do nome, é a ponte mais antiga de Paris. Datada do século XVI, foi a primeira ponte não feita de madeira – algo revolucionário na época – e foi também a primeira a atravessar o Sena inteiramente. É a única ponte que atravessa tanto a rive droite e a rive gauche. (calma calma! já já vou explicar o que isso significa :D)

Pont Neuf.

Além dessa, existem ainda le pont au Change, le pont Notre-Dame e le pont d’Arcole, que atravessam le Grand bras (o Grande braço), na rive droite,

Pont Notre-Dame, e um Bateau-Mouche (“Barco-Mosca”, vulgo barquinho-para-turistas)

Le pont Saint-Michel, le Petit-Pont, le pont au Double, e le pont de l’Archevêché são as pontes resposáveis para atravessar o le Petit bras (o “braço pequeno”) na rive gauche.

Petit Pont. E um pequeno pedaço do prédio da Préfecture de Police

Foto tirada da Pont Saint-Michel. Ok, quem a tirou foi o mon amour, mas usando uma das minhas câmeras. Logo, a foto é minha, não?XD

Enfim, le pont Saint-Louis é a única que providencia acesso entre l’Île de la Cité e – adivinhem só – l’Île de Saint-Louis.

Pont Saint-Louis, em direção da ilha de mesmo nome.

Essa ponte é famosa por sua população estranha… digo, os seus artistas de rua “únicos”. É um ponto um tanto quanto disputado por essa população durante o dia e a noite, principalmente durante o verão. Portanto, se quiserem ver alguns artistas de rua criativos e diferentes, comparados aos outros espalhados pela cidade, esse é um dos pontos :)

O que tem de tão importante na ilha menorzinha, afinal? Bem, não muito mais além de grandes e históricos hotéis particulares (como o famoso Hôtel Lambert), além de outras pequenas igrejas e capelas – e, ah!, tem o café que eu mais frequento, le Flore en l’ile , com uma Tarte Tatin (torta de maçã) e um chocolat-chaud à l’ancienne (chocolate ao leite derretido, em que misturamos com mais leite, formando um belo chocolate quente) muito gostosos, e os Profiteroles favoritos do mon amour :). O sorvete artesanal dali também é o mais famoso da cidade, e forma até fila do lado de fora, todos os dias.

Os tais dos Profiteroles, e os braços “dele”, cruzados, porque já não estava mais aguentando esperar eu tirar a foto. Faz parte.

Minha amiga Bel Kwon, outra fotógrafa que conheci via Flickr, estava em Londres estudando e decidiu passar o feriado do 14 Juillet (Dia da Queda da Bastilha, lembram disso?) conosco :) É claro que não podíamos deixar de dividir as coisas mais gostosas com ela! ^_^

Amiga de infância e artista, a xuxu da Gabi Schembeck também foi “arrastada” pra tomar o tal do chocolate chaud à l’ancienne, durante sua primeira visita à capital francesa, no último inverno.

Podemos chegar na pequena ilha também por muitas outras pontes:  le pont de la Tournelle (rive gauche), le pont Louis-Philippe e le pont Marie (ambas pela rive droite) e ainda le pont Sully (ambos acessos pela rive droite e rive gauche)

Além de abrigar ilhas tão históricas, o Sena tem uma outra função muito importante: ele divide Paris em duas rives (ahá! Eu disse que ia explicar isso!) ou seja, margens: La rive droite, a região norte, que é duas vezes maior do que la rive gauche, ao sul.  Essas rives são tão importantes que estão até listadas como patrimônio mundial pela UNESCO!

Então, são elas diferentes? O que se encontram nessas rives?

Acredite ou não, essas rives se distinguem muito uma da outra. Elas são tão importantes que acabam definindo até mesmo o estilo de vida e opinião política de muitos da população: A rive droite é caracterizada por ser o lado chic e conservador, enquanto a rive gauche é o lado mais artístico e liberal.

As duas rives. Conseguem diferenciar/adivinhar qual que é a gauche, qual que é a droite? :P

Além disso, Paris também é dividida em arrondissements: são exatos 20 departamentos administrativos que dividem a cidade em forma de uma espiral desde o século XVIII. Dentro de cada um desses arrondissements, existem quatro dos chamados quartiers. Complicado? Parece, mas nem tanto. Deixa eu dar um exemplo: O primeiro arrondissement começa no coração  do centro histórico da cidade, fica do lado da rive gauche, onde se localizam le Palais de la Justice, Forum des Halles, a Saint-Chapelle, Palais du Louvre, Jardin des Tuileries… e, dentro deste arrondissement, se encontram quatro quartiers: Quartier Saint-Germain-l’Auxerrois (1er quartier de Paris) Quartier des Halles (2e quartier de Paris) Quartier du Palais-Royal (3e quartier de Paris) Quartier de la Place-Vendôme (4e quartier de Paris), dos quais, junto com outros, falarei nos próximos posts ;)

Para terminar, uma foto tirada da Pont de la Tournelle, com a île de la Cité/Notre-Dame ao fundo.

 à la prochaine, tout le monde! ;) 

28. Mai. 2012

Oi, Ciao, こんにちは, Bonjour, 안녕하세요, Hola, Hey!

Arquivado em: Aleatoriedades

Oi, Ciao, こんにちは, Bonjour, 안녕하세요, Hola, Hey!

“Oba, oba, provas acabaram, vou poder escrever para o blog da Mel com calma, rever os meus amigos, voltar a tirar foto… finalmente!”

A-ha, engano meu. Acabaram as provas, hora de ir ao banco, pagar as contas atrasadas, ir ao mercado, tirar as roupas de inverno do armário e substituir pelas de primavera-verão, lavar tudo antes, passar, arrumar os botões caídos… voltar a fazer exercícios físicos, limpar o quarto, ah! Ainda tem que fazer aqueles trabalhos em grupo! E começar a minha tese! A matrícula de verão, não esquece!!! Pois é, pareço ter uma vida normal, né? Bom, ela é meio que normal… só que do outro lado do mundo!

Pois devo dizer, acompanhada neste momento de nokcha e um macaron à la fraise, minhas singelas saudações diretamente do lado mais oposto “oposistístico” de, creio eu, a maioria de vocês!

안녕하세요 여러분!!! 저는 클라라라고 합니다! 만나서 반갑습니다! ^____^

Muita calma, muiiiiiiiiiiiiiiiita calma! Já vou explicar!

Isso que eu disse é, nada mais, nada menos, que um “Oi a todos! Meu nome é Clara e é um prazer em conhecê-los!”

Ah, é… bem, meu primeiro nome é Giovanna, e o meu segundo é Clara – sou mais conhecida aqui fora pelo segundo, porém muitos me conhecem pelo primeiro. Então vocês podem me chamar de Gi, Giò, Gigi, Clara. Ultimamente eu atendo por qualquer um! Enfim, hora de tentar deixar vocês menos confusos, certo?

Oh well, sempre fui muito interessada por outras culturas, e vou explicar um pouco o porquê: Nasci em Campinas (SP). Filha de italianos que bizarramente decidiram fazer a vida no Brasil no meio de um bairro japonês, onde cresci e me engajei nesta mistura de falar uma lingua em casa, outra na escola, outra na rua, outra nas viagens. Isso fez com que minha curiosidade pelo mundo, por pessoas e culturas diferentes crescesse desde cedo. Completo em 25 junho meus 4 anos de vida Coreana. Eu moro em Seoul, e vim aqui fazer meu curso universitário. Em resumo, tudo começou 4 anos atrás, quando eu estava infeliz no meu cursinho, não sabendo exatamente o que fazer da vida, quando vi pendurado no mural da escola um programa de bolsas para cá. Eu já estava tentando fazer a mesma coisa pro Japão e vendo minhas economias para estudar na Itália. Tentei uma, a outra, fiz provinhas e entrevistas, falhei na do Japão, mas fui aceita na da Coreia, decidi deixar minhas economias acumularem um pouco mais e, tanãããn, decidi vir pra Seoul :)

Eu já estou no meu senior year, e adivinha o que eu estudo? Linguística e estudos literários! Sou estudante oficial do Departamento de Língua e Literatura Francesa na Universidade de Mulheres Ewha (이화여자대학교), onde também curso um ‘minor‘ em Literatura Moderna e Contemporânea Inglesa. De bicos, eu dou aula de línguas e coisas relacionadas a educação (como traduções, intérprete e gravações de audio e vídeo aula) também consigo ganhar uns troquinhos com fotografia às vezes (a-há, adivinhem como a Mel e eu nos conhecemos? Santo Flickr!). Com esses troquinhos que junto durante o semestre, eu gasto em rolos de filmes e com viagens (majoritariamente para a Europa) pra conhecer mais coisas e gente e para estudar coisas relacionadas a minha carreira (eee fotografia!); pra isso, sempre conto com a ajuda – e o sofá! – de amigos que conheci de todos os cantos, de todas as idades!

Eu sei, eu sei…. eu sou “do tipo bem complicada” :P

Como a minha história é graaaaaande, não vou cansar vocês com um post imenso logo de cara. Então, acho que podemos fazer isso pouco a pouco, né? Logo, por favor, deixem em seus comentários as curiosidades que vocês têm, e ideias para posts, será um prazer em responder a todos! ^___^

Enfim, pra acabar, quero dizer que é um prazer em ser uma das correspondentes da Mel pra vocês, e não vejo a hora de pôr coisinhas legais pra vocês aqui!

xoxo;

G. Clara