Companhia das Letras

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11. Nov. 2014

A Arte da Procrastinação (John Perry)

Arquivado em: Livros são amor

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Como alguém que luta há anos com a tendência a deixar as coisas pra depois, fiquei bastante interessado nesse livro… mas percebi que não me identificava tanto com a proposta quando imaginei!

Seja como for, é uma leitura valiosa, e vai ajudar muita gente que sofre com a procrastinação, mas não quer (ou, talvez, não consegue) lidar com ela de forma mais rígida… e ao mesmo tempo não quer que isso atrapalhe sua vida e a dos outros!

Assista à resenha e divirta-se ;) e não se esqueça de deixar um comentário hehehe

ISBN 9788565530675 Editora Companhia das Letras Nota 3/5 Páginas 128

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30. Jun. 2014

Quando você a viu pela última vez? (Lemony Snicket e Seth)

Arquivado em: Livros são amor

Olhem bem para a capa desse livro. Vejam que título… pouco convencional. Como não sentir vontade de ler? Bom, eu li, adorei, recomendo e vou contar a vocês o porquê.

Quando você a viu pela última vez? é o segundo livro da série Só Perguntas Erradas, escrita pelo Lemony Snicket e muito bem ilustrada pelo Seth.

No primeiro livro, o leitor acompanha o próprio Lemony na investigação do roubo da Fera Ressonante. Desta vez, ele e sua tutora, S. Theodora Markson, vão investigar o desaparecimento da srta. Cleo Knight, a química mais brilhante de Manchado pelo Mar.

Seguindo o mesmo estilo do anterior, Quando você a viu pela última vez? tem capítulos curtos, cada um como uma ilustração no início, narrativa ágil e humor sagaz. Os personagens são carismáticos (mesmo os “malas”, como a tutora, os policiais e o filho deles), e o tom levemente infantil deixa a leitura leve, o que é muito bom pra quem está dando um tempo nos livros mais, digamos… dramáticos.

Algumas das minhas últimas leituras tinham morte, violência, sexo etc. e Quando você a viu pela última vez? foi bom para tirar uma folga. É como assistir a uma comédia depois de ver vários suspenses e dramas: você se sente leve.

A diagramação (como já é típico da Companhia das Letras) é muito boa e favorece a leitura; e, como vocês podem ver nas fotos, o projeto gráfico é muito bonito. Por sinal, me inspirei nas ilustrações do Seth para o 110º desenho do meu One Sketch a Day. Não encontrei falhas de texto, e a tradução ficou excelente.

O final não chega a “explodir mentes”, mas tem boas reviravoltas (como o resto da história) e deixa você curioso pra ler o próximo livro da série.

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ISBN 9788565765220 Editora Companhia das Letras Nota 5/5 Páginas 268

Aperitivos

“– Aí está você, Snicket – Theodora me disse. – Estive procurando você por toda parte. É um caso de desaparecimento.
– Não é um caso de desaparecimento – eu disse pacientemente. – Eu disse a você que estaria no lobby.
– Não seja bobo – Theodora disse. – Você sabe que não presto muita atenção no que você diz pela manhã e, por isso, você deveria fazer os ajustes necessários. Se você estará em algum lugar pela manhã, me diga isso à tarde. Mas onde você está não vem ao caso. Pois esta manhã, Snicket, nós somos investigadores de paradeiro.”

(p. 17)

“Nós estávamos em um vilarejo chamado Manchado-pelo-mar, que não ficava mais à beira-mar e praticamente nem era mais um vilarejo. As ruas estavam tranquilas e muitos prédios estavam vazios, mas aqui e ali eu podia ver sinais de vida. Passamos pelo Faminto’s, um restaurante que eu ainda precisava conhecer, e vi pela janela a silhueta de diversas pessoas tomando café da manhã. Passamos pelo Comidas Incompletas, onde comprávamos nossos mantimentos, e vi um ou dois consumidores caminhando entre as prateleiras meio vazias.”

(p. 19/20)

“A torre em forma de caneta tinha uma porta surpreendentemente pequena, com um letreiro grande demais. As letras diziam TINTA S.A., e a campanhia tinha o formato de uma pequena mancha de tinta escura. Era o nome do maior negócio em Manchado-pelo-mar. Theodora estendeu o dedo coberto por uma luva e tocou a campainha seis vezes. Não havia uma campainha no mundo que Theodora não tocasse seis vezes quando visse.
– Por que você faz isso?
Minha tutora ajeitou a postura o mais alta possível e tirou o capacete para que seu cabelo a deixasse ainda mais alta.
– S. Theodora Markson não precisa explicar nada para ninguém – ela disse.
– O que o ‘S’ quer dizer? – perguntei.
– Silêncio – ela sussurou, e a porta se abriu para revelar dois rostos idênticos e um cheiro familiar.”

(p. 24/25)

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28. Mar. 2014

O diabo dos números (Hans Magnus Enzensberger)

Arquivado em: Livros são amor

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Sempre fui uma negação em matemática, e não tenho vergonha de admitir isso, porque não foi por falta de esforço: eu estudava, fazia todos os exercícios, prestava atenção nas aulas, repetia cálculos várias vezes, e mesmo assim agradecia a Deus porque, um dia, eu faria faculdade de Jornalismo e teria que me preocupar com matemática básica, não com funções de segundo grau, logaritmos, matrizes…

Dito isso, gostei de O diabo dos números antes mesmo de começar a leitura. “Um livro de cabeceira para todos aqueles que têm medo de matemática” seria muito bem-vindo para alguém que, como eu, já tirou zero em uma prova dessa disciplina infernal (em minha defesa, digo que foi o único zero que já tirei em toda a minha vida escolar)…

A história é muito simples: Robert, um jovem estudante que não gosta de matemática (principalmente porque seu professor, o Sr. Brockel, não faz o menor esforço para deixar a matéria mais amigável), começa a receber em sonho visitas de Teplotaxl, um “diabo dos números” – digo “um” e não “o” porque, apesar do título, existem outros “diabos dos números”. Em treze noites, Teplotaxl mostra a Robert vários segredos dos números, aproveitando a flexibilidade do mundo dos sonhos para conjurar calculadoras, cocos, blocos eletrônicos e coelhos, escrever números no ar e na água…

Há diversas ilustrações espalhadas pelo livro, que ajudam a imaginar as cenas e visualizar melhor as lições do diabo dos números.

O ar de “fábula” ajuda a leitura a fluir, e o fato de ser uma espécie de “aula” (muito interessante, vale dizer), em que o protagonista aprende, faz você se sentir parte da história, como se estivesse vendo os malabarismos de Teplotaxl – que começa meio hostil, mas que pouco a pouco se torna amigo de Robert (e do leitor). Lúdico sem ser “infantil”.

Aparentemente, a diagramação original (o livro foi lançado em 1997) foi mantida, com desenhos de diversos tamanhos nos cantos ou no meio das páginas. Fica um pouco estranho, mas não chega a atrapalhar. Ah, e os desenhos são bem legais! Gostei da simplicidade deles.

Não me tornei um amante da matemática, nem decorei fórmulas ou macetes, mas com certeza ganhei familiaridade com os números. E se você, ao contrário de mim, ama/adora/gosta de matemática, também vai curtir o livro!

Obrigado pela atenção, e até o próximo post!

ISBN 9788517647183 Editora Companhia das Letras Nota 5/5 Páginas 268

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