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26. Ago. 2015

O oceano no fim do caminho (Neil Gaiman)

Arquivado em: Livros são amor

O Oceano No Fim Do Caminho

Podem se preparar porque vai nevar no Brasil inteiro: finalmente estou resenhando O oceano no fim do caminho, o primeiro livro que li no meu Kobo e um dos últimos livros que li em 2014 (sim, ano passado). Eu deveria ter vergonha de falar isso, mas a verdade é que estou muito feliz porque com esse post estou riscando mais um item da minha lista de pendências hehe

O Oceano no Fim do Caminho

Como disse ali em cima, esse foi o primeiro livro que li no Kobo, mas vou falar sobre a minha experiência com o e-reader na semana que vem (sim, estou querendo riscar esse item da lista de pendências também) então hoje irei focar apenas na história.

O oceano no fim do caminho

A história se passa em Sussex, na minha ~amada~ Inglaterra, com o protagonista já de meia-idade indo a um funeral na casa onde passou parte da sua infância. Por algum motivo, ele decide seguir por uma estrada que conheceu bem quando criança e que levava para a fazenda das mulheres Hempstock, onde, há muitos anos, morava sua amiga Lettie Hempstock. Ao chegar lá, é recebido pela mãe de Lettie e pergunta se pode ver o lago que fica no fundo da fazenda e que, décadas atrás, sua amiga o apresentou como seu Oceano. Fazia muito tempo que ele não pensava nessa época de sua vida, mas foi só sentar à beira do lago/oceano, que as memórias que estavam esquecidas voltam de repente.

Livro O oceano no fim do caminho

Somos transportados para um mundo mágico, com seres extraordinários, assustadores e interessantes ao mesmo tempo: a infância do protagonista (e não só a dele, porque se pararmos pra pensar, conseguimos encontrar todos esses elementos nas nossas próprias infâncias). Quem conhece o Neil Gaiman sabe que ele é ótimo em criar uma atmosfera sombria e envolvente. Ao mesmo tempo em que eu ficava com medo, não conseguia nem pensar em fechar o livro até saber o que iria acontecer (foi o mesmo com Coraline).

O Oceano No Fim Do Caminho

Suas lembranças voltam para algo que aconteceu há 40 anos, quando ele tinha 7: um minerador de opala que tinha alugado um quarto na casa de seus pais, cometeu suicídio dentro do carro de seus pais no fim da estrada. Essa morte desencadeou uma série de fenômenos inimagináveis e fez com que ele buscasse refúgio na fazenda Hempstock, onde morava Lettie, que prometeu protegê-lo não importava o que pudesse acontecer.

Não vou falar muito mais para não estragar a surpresa, mas coisas mágicas, assustadoras e curiosas acontecem no melhor estilo Neil Gaiman possível.

Kobo com o livro O oceano no fim do caminho

O livro me prendeu de uma forma que eu dormia com o Kobo nas minhas mãos, acordava assustada no meio da noite ao perceber e voltava a ler até meus olhos não aguentarem mais. Fiquei fascinada com todo o universo criado por ele. Recomendo para quem quiser conhecer o trabalho dele e, óbvio, para quem já conhece.

O oceano no fim do caminho

Além da história incrível, algo que me fez gostar ainda mais do livro é que a foto da contracapa é do próprio Neil Gaiman. Achei essa foto incrível e senti que ela combinou muito com a atmosfera da história. Queria ler mais informações sobre essa foto pra falar mais pra vocês, mas não consegui encontrar mais detalhes sobre ela.

O oceano no fim do caminho

Ganhei a versão física de presente da Vick e achei ela muito bonita. A Editora Intrínseca usou a mesma capa que uma das edições gringas (acho que a primeira lançada), as páginas são amareladas e a diagramação está ótima. Só aumentaria um pouquinho o tamanho da fonte, mas a história é tão envolvente que acho que isso nem atrapalha a leitura nesse caso.

O oceano no fim do caminho

Gostei muito da versão dele em e-book e, pelo que me lembro, não tenho nada para reclamar hehe Aliás, fico muito feliz de ter escolhido O oceano no fim do caminho para começar a me aventurar pelo mundo dos e-readers/e-books.

O oceano no fim do caminho

Quem aí já leu? O que achou? Quem ficou com vontade de reler? (eu fiquei!)

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

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07. Mar. 2014

A estrela que nunca vai se apagar (Esther, Lori e Wayne Earl)

Arquivado em: Livros são amor

Se Esther e eu tivéssemos nos conhecido, tenho quase certeza de que seríamos bons amigos: ela adorava ler, escrever e desenhar, era fã de Harry Potter e viveu a ideia de que, no fim das contas, tudo na nossa vida tem um lado bom – mesmo que seja um simples “poderia ser pior”.

O maior mérito de A estrela que nunca vai se apagar é fazer com que o leitor crie uma espécie de vínculo com Esther, mesmo sem jamais ter conversado com ela: cartas, desenhos, trechos de diários, depoimentos de familiares, amigos e profissionais de saúde que tiveram contato com ela ajudam a criar um retrato extremamente rico, sem cair naquela armadilha de transformar a pessoa em uma espécie de entidade sem defeitos, inumana.

Ela era bem humorada, mas também passava por momentos de angústia, se estressava. Tinha energia, mas às vezes ficava abatida por conta do desgaste causado pela doença e pelos tratamentos. Amava sua família e seus amigos, mas nem por isso estava livre de conflitos. Adorava companhia, mas às vezes queria ficar a sós com seu diário e com Deus. Era, acima de tudo, humana.

A menina que inspirou A Culpa é das Estrelas, de John Green (que se tornou seu amigo apesar do pouco convívio), era cativante, e resumi-la a “uma menina com câncer” seria um insulto, pois mesmo uma doença tão impactante, que tirou sua vida, não apagou nem suas qualidades, nem seus defeitos.

Os materiais que compõem o livro são extremamente variados, e isso deixa A estrela que nunca vai se apagar muito rico. Os estilos variam, mas a forma como organizaram os textos e imagem evita que o leitor se confunda.

A diagramação é muito “feliz” (alguns leitores talvez achem exagerada), e ajuda a afastar um pouco o lado triste da história – o fato de que, de certa forma, o câncer venceu a “luta”. Minha única ressalva é em relação à foto da capa, que é bonita, mas tem uma resolução muito baixa.

Não acho que a vitória da doença foi total, porque acredito que uma pessoa só morre quando é esquecida, e, se depender dos leitores e fãs que conheceram sua história, isso não vai acontecer tão cedo com a Esther.

Leitura obrigatória para os fãs de A Culpa é das Estrelas – e muito recomendado até para quem ainda não leu essa obra do John Green.

ISBN 9788580574661 Editora Intrínseca Nota 4/5 Páginas 448

Aperitivos

“Sabe o que é meio estranho?

Quase todas as noites, quando estou indo para cama, falo meio que sozinha e meio que com Deus (minha forma de oração). E, enquanto estou falando com Deus, sem dúvida falo das minhas dores e também do câncer. Essa não é a parte estranha. A parte estranha é que no final costumo ter lágrimas escorrendo pelo rosto, mas não sei por que, já que não fico (muito) triste por causa do câncer todos os dias. Talvez isso libere algumas das minhas emoções que as pessoas normais controlam em situações sociais diárias… Não faço ideia.”

(p. 112)

“Um grupo de crianças com as quais eu trabalhava em 2002 me incentivou a ler Harry Potter. Eu estava relutante – pensava que fosse apenas uma moda passageira –, mas, assim que comecei o primeiro capítulo, não consegui mais largar. Fechei o livro, virei-me para a pessoa sentada ao meu lado, e disse:
– Este livro acaba de mudar minha vida.
Hogwarts abriu um mundo de liberdade para mim, um mundo de maravilhas

(…)

Por ter passado a infância devorando Harry Potter com a irmã Evangeline, Esther encontrou consolo nas experiências de Harry. Da mesma forma que tantos outros e eu, para Esther, os triunfos de Harry eram os triunfos dela. As perdas dele, as perdas dela.”

(p. 281; 283)

Obrigado pela atenção, e até a próxima!

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