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14. Jun. 2014

A Escolha e Contos da Seleção (Kiera Cass)

Arquivado em: Livros são amor

Alguns dias (ou semanas? já me perdi no tempo!) depois de devorar Contos da Seleção e A Escolha estou aqui para contar o que achei dos livros (sem spoilers, prometo!).

Se você não conhece a trilogia, leia antes as resenhas: A Seleção | A Elite.

Antes de me aventurar pelas páginas de A Escolha, decidi ler Contos da Seleção. Esse livro tem dois contos chamados O Príncipe e O Guarda que nos mostram a visão/versão de Maxon e Aspen, respectivamente, de situações que lemos em A Seleção e A Elite pela visão de America, já que a trilogia é toda na visão dela.

Achei muito legal ler os mesmos acontecimentos em três visões diferentes. Isso fez com que eu entendesse melhor os outros personagens envolvidos no triângulo amoroso.

Super recomendo a leitura dos dois contos antes de A Escolha (aliás, no livro Contos da Seleção tem os primeiros capítulos do último livro).

Em A Escolha, o último livro da trilogia A Seleção, sabemos finalmente com quem America fica. Bom, quero aproveitar pra já desabafar com vocês uma coisa: me irrita um pouco a questão ser “com quem America fica” e não “quem o Príncipe Maxon escolhe”  porque a America é uma das protagonistas mais irritantes que eu “conheço”.

Nesse livro temos muito romance e pouca distopia. Kiera Cass consegue dar um desfecho interessante, mas meio previsível (pelo menos pra mim), para o triângulo amoroso. Finalmente sabemos quem é o escolhido (ou a escolhida?), mas muitas questões que poderiam ter sido desenvolvidas com mais profundidade ficaram soltas.

Embora muitas coisas tenham me irritado durante o livro (principalmente a America hehe), como disse já no começo do post, devorei cada página e não consegui fechar antes de saber o final. É uma leitura envolvente, como os outros 3 livros (incluindo o de contos).

A Seleção continua sendo o meu livro favorito da trilogia e continuo apaixonada por todas as capas (principalmente pela primeira e pela última). Embora a protagonista seja irritante (ok, acho que já fui bem clara em relação a isso) recomendo a leitura pra quem está procurando um romance de leitura rápida e envolvente.

O trabalho de diagramação da Editora Seguinte é excelente em todos os livros. Desde a capa, até as páginas amareladas, a margem, o espaçamento, tamanho da fonte…tudo muito bom.

E aí, quem já leu? O que achou? Conta nos comentários, mas avisa no começo se vai ter spoiler ou não pra ninguém ficar irritado ou perder a surpresa, tá?

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

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21. Mai. 2013

A Queda dos Reinos (Morgan Rhodes)

Arquivado em: Livros são amor

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Quando eu a Mel recebemos um livreto com trechos de livros que seriam lançados em breve pela Companhia das Letras, o que mais me chamou a atenção foi A Queda dos Reinos, da escritora canadense Morgan Rhodes. Uma história de fantasia medieval contada em primeira pessoa por diversos personagens (parecido com o que temos na fantástica série As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin)… Pedi uma cópia do livro e aguardei com ansiedade.

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Para poder dar a devida atenção à obra, interrompi a leitura de O Festim dos Corvos (o quarto livro das Crônicas) e, quando me dei conta, havia lido 100 páginas em dois dias – algo que considero uma boa marca, já que não tenho o privilégio de passar o dia inteiro lendo.

Frágil equilíbrio

A Queda dos Reinos é uma aposta arriscada, considerando o boom do gênero de Fantasia nos últimos anos e as comparações praticamente inevitáveis com os livros de George R. R. Martin, tanto pela proposta (reinos fictícios em conflito) quanto pela estrutura (contar a história do ponto de vista de vários protagonistas). A meu ver, Rhodes conseguiu acertar.

Com estilo ágil e descritivo na medida certa, o livro favorece uma leitura fluida, sem que o leitor tenha dificuldade em acompanhar a história. Além disso, os capítulos são relativamente curtos (20 páginas, em média, que “passam voando”), o que é especialmente bom para quem que não gosta de interromper a leitura no meio de um capítulo (como é o meu caso).

De início, leva um tempo para memorizar quem são os personagens, onde eles vivem e o que fazem. Felizmente, já no começo há um apêndice com essas informações – confesso que tive que consultá-lo algumas vezes até entender que Jonas é filho de um comerciante de vinhos e Cleo é uma princesa.

Apesar de não fugir totalmente de certos estereótipos típicos do gênero, como “a feiticeira” ou “a princesa” ou “o camponês que se torna herói”, Rhodes conseguiu criar personagens cativantes, e logo nos primeiros capítulos você começa a se importar com eles e a entender seus anseios e angústias. O fato de tudo ser narrado sempre em primeira pessoa ajuda nesse processo.

A história, basicamente, é a seguinte: o continente de Mytica é formado por três reinos (Limeros, Paelsia e Auranos), e o frágil equilíbrio entre eles é colocado em risco por causa de intrigas políticas e conspirações. Não vou entrar em detalhes em relação ao roteiro, apenas digo que o achei envolvente – e cada um dos protagonistas, é claro, desempenha um papel fundamental nos conflitos, cada um à sua maneira.

Enquanto lia A Queda dos Reinos, apenas uma coisa chegou a me incomodar bastante: os diálogos, às vezes, são muito “certinhos”, sem naturalidade. Eu sei que não dá pra escrever exatamente como se fala (seria chato também), mas impressão que passa é que todos são meio “aristocráticos” e estão seguindo um script à risca (algo que me incomoda especialmente em novelas brasileiras, em que todo mundo parece que está lendo suas falas). Frases como “Eu vou matar você antes de permitir que saia deste quarto com ela” ou “Nós a educaremos e apoiaremos, e quando chegar a hora de seguir seu destino, caminharemos ao lado dela o tempo todo” ou “Como ousa insultá-lo dessa forma?” dificultam o exercício de imaginar os personagens falando – isso piora quando o personagem em questão deveria ser “gente como a gente”, não um nobre ou algo do tipo. Tirando os constantes excessos de “norma culta”, o livro é excelente.

Quanto à parte gráfica, não tenho do que reclamar: a capa é muito bonita (quando vi, aliás, fiquei curioso pra descobrir quem é o personagem que aparece nela). A diagramação do texto é boa, com uma fonte confortável de ler e margens de bom tamanho. Como a edição que tenho é uma prova de leitura, o acabamento é mais simples, e por isso não tenho como avaliar mais a fundo – mas tenho certeza de que a versão lançada ficou ainda melhor.

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Em tempo: a autora está trabalhando nos próximos livros da série, que deverão ser lançados no Brasil pela Companhia das Letras.

Aperitivos

“Cleo olhou para a esquerda. Os dois rapazes que haviam se aproximado da banca tinham cabelos escuros, quase pretos. Sobrancelhas inclinadas sobre olhos cor de cobre. Eram altos, tinham ombros largos e eram muito bronzeados. Tomas, o mais velho dos dois, com vinte e poucos anos, observava o pai e a irmã.
— Aconteceu alguma coisa errada?
– Errada? – perguntou Silas por entre os dentes cerrados. – É claro que não. Estou fazendo uma transação. Só isso.
– O senhor está mentindo. Está aflito, dá pra ver.
– Não estou.
O outro rapaz lançou um olhar obscuro sobre Aron e depois sobre Cleo e Mira.
– Essas pessoas estão tentando enganar o senhor, pai?
– Jonas – Silas disse, cansado –, isso não é da sua conta.
– É da minha conta, pai. Quanto esse homem… – Jonas passou os olhos por Aron com uma antipatia nada disfarçada – concordou em lhe pagar?
– Catorze a caixa – Aron respondeu com indiferença. – Um preço justo que seu pai estava mais do que feliz em aceitar.” (p. 29)

“Alguém fez uma pergunta a Magnus, mas ele não estava prestando atenção. Depois de um tempo, todos em um banquete como aquele começavam a parecer um enxame de abelhas barulhentas. Irritantes, mas impossíveis de esmagar de forma rápida e fácil.

Ele fixou no rosto o que esperava ser uma expressão agradável e se virou para a esquerda para enfrentar o mais ruidoso dos insetos. Mordeu mais um pedaço de kaana e engoliu-o sem mastigar, na tentativa de disfarçar seu sabor. Mal olhou para a carne salgada que estava em seu prato. Estava perdendo o apetite.” (p. 39)

07. Mai. 2013

nada é para sempre (ali cronin)

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Nada é para sempre é o primeiro livro da série Garota <3 Garoto que está sendo publicada no Brasil pelo selo Seguinte da Companhia das letras.

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A série Garota <3 Garoto conta a história de um grupo de quatro amigas (Sarah, Donna, Ashley e Cass) de personalidades bem diferentes que moram em Brighton e estão no ensino médio. Cada livro é protagonizado por uma das meninas e, no primeiro, a protagonista é a Sarah, uma garota certinha e meio careta que nunca namorou. Sua vida muda quando estava de férias com sua família na Espanha e conheceu Joe, um garoto que faz faculdade em Londres.

A história foca no relacionamento de Sarah com Joe e como isso afeta a sua vida, principalmente a sua amizade com as meninas (e com os meninos do seu grupo).

O que me incomodou na história foi a forma da Sarah encarar o seu relacionamento com o Joe. Tinha horas que eu ficava com vontade de poder entrar no livro pra reclamar com ela, sério! Sabe quando a pessoa (no caso a menina) não se valoriza? Então! mas tirando isso gostei do livro, tanto é que a leitura fluiu e terminei em algumas horas. Quero muito ler o segundo livro: Dizem por aí!

Ah, a autora não usa eufemismo/metáforas para falar sobre sexo! Ela é bem direta quanto a isso :P (atenção leitores novinhos)

Gostei muito do trabalho gráfico e da diagramação do livro. A capa é tem uma textura muito gostosa (lembra um pouco uma borracha), a cor é bem bonita (o segundo livro é azul *-*) e adorei as fontes usadas (no título e no texto).

Amei esse detalhe do coração no começo de cada capítulo :)

As páginas são amareladas e tanto o espaçamento quanto as margens são ótimos!

ISBN: 9788565765053 Editora: Seguinte Páginas: 272

E aí, alguém já leu? O que achou?

Obrigada por tudo, pessoal!

Quem quiser me acompanhar: Skoob e Goodreads!

xoxo