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08. Abr. 2015

O Hobbit (J. R. R. Tolkien)

Arquivado em: Livros são amor

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No final de 2014, fui ao cinema com amigos pra ver o último filme da trilogia O Hobbit. Durante a sessão, deixei de lado o incômodo por terem feito três filmes a partir de um livro tão curto (e acrescentando elementos que, pra mim, enfraqueceram a história) e curti cada minuto.

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Poucos dias depois, peguei emprestada com a Mel essa edição histórica de O Hobbit que vocês estão vendo nas fotos. Mal me lembrava da história original (que li há mais de dez anos), e a trilogia de filmes só aumentou meu interesse em revisitar a saga do Bilbo.

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Um dos elementos que mais se destacam em O Hobbit é o estilo de fábula: enquanto lê, você sente como se o autor estivesse na sua frente, contando uma história para divertir, fazer pensar, sentir medo e alívio… cada coisa no momento certo.

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A maneira como os personagens, cenários e situações são descritos ajudam a envolver o leitor, e os pequenos “vacilos” da narração (há trechos em que o narrador confessa que não se lembra de certos detalhes da história) dão ao livro um sabor ainda mais especial.

Pra quem ficou curioso, o enredo é simples: é a história de Bilbo Bolseiro, um hobbit (coloquei nos Aperitivos o trecho que explica o que é um hobbit) que ajuda um grupo de anões a recuperar um tesouro que foi roubado há muito tempo. Na jornada, eles passam por todo tipo de aperto, como fome, sede, aprisionamento e brigas com orcs, aranhas gigantes e elfos da floresta.

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De todas as edições de O Hobbit (muitas lançadas nos últimos anos por causa dos filmes), essa foi a que achei mais bonita. Capa dura, papel de qualidade, belas ilustrações (feitas pelo próprio Tolkien) e ótima diagramação fazem justiça à original, publicada há mais de 75 anos. Tiveram um cuidado especial com a tradução, chamando especialistas para garantir que tudo ficasse nos trinques.

O Hobbit conseguiu me prender do começo ao fim – apesar de alguns trechos cansativos, e de uma ou outra música bobinha –, e acho que tem potencial pra agradar leitores de praticamente todas as idades. O tom meio infantil talvez deixe algumas pessoas incomodadas, mas não aparece o tempo todo, então é fácil passar por ele sem se incomodar demais.

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Em tempo: nesse ano, pretendo rever os três filmes, e escrever resenhas/gravar vídeos sobre eles, além de compará-los com o livro. Aguardem!

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ISBN 9788578276300 Editora WFM Martins Fontes Nota 5/5 Páginas 299

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Aperitivos

“A mãe desse nosso hobbit – o que é um hobbit? Imagino que os hobbits requeiram alguma descrição hoje em dia, uma vez que se tornaram raros e esquivos diante das Pessoas Grandes, como eles nos chamam. Eles são (ou eram) um povo pequeno, com cerca de metade da nossa altura, e menores que os anões barbados. Os hobbits não têm barba. Não possuem nenhum ou quase nenhum poder mágico, com exceção daquele tipo corriqueiro de mágica que os ajuda a desaparecer silenciosa e rapidamente quando pessoas grandes e estúpidas como vocês e eu se aproximam de modo desajeitado, fazendo barulho como um bando de elefantes, que eles podem ouvir a mais de uma milha de distância. Eles têm a tendência a serem gordos no abdome; vestem-se com cores vivas (principalmente verde e amarelo), não usam sapatos porque seus pés já têm uma sola natural semelhante a couro, e também pelos espessos e castanhos parecidos com os cabelos da cabeça (que são encaracolados); têm dedos morenos, longos e ágeis, rostos amigáveis, e dão gargalhadas profundas e deliciosas (especialmente depois de jantarem, o que fazem duas vezes por dia, quando podem). Agora vocês sabem o suficiente para continuarmos.”

(p. 2)

“Um pouco antes da hora do chá, um tremendo toque soou na campainha da porta da frente, e então ele se lembrou! Apressou-se e colocou a chaleira no fogo, pôs na mesa outra xícara e outro pires, um ou dois pedaços de bolo a mais, e correu para a porta.
– Desculpe por fazê-lo esperar! – ia dizer, quando viu que não era realmente Gandalf. Era um anão com uma barba azul enfiada num cinto de ouro, e olhos muito brilhantes sob seu capuz verde escuro. Assim que Bilbo abriu, ele se enfiou porta adentro, como se fosse esperado.”

(p. 7)

“E foi isto o que viu:

Três pessoas muito altas sentadas em volta de uma fogueira muito grande de troncos e faia. Estavam assando pedaços de carneiro em longos espetos de madeira e lambendo o caldo dos dedos. Havia um cheiro agradável, de comida saborosa. Também havia um barril de boa bebida por perto, e eles estavam bebendo em canecas. Mas eram trolls. Obviamente eram trolls. Até Bilbo, apesar de sua vida pacata, podia perceber isso: pelas grandes caras pesadas, pelo tamanho pelo formato de suas pernas, para não falar no linguajar, que estava longe de ser adequado em uma sala de visitas, muito longe:
– Carneiro ontem, carneiro hoje e raios me partam se não vai ser carneiro amanhã de novo – disse um dos trolls.”

(p. 33)

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31. Mar. 2015

Say what you will | Amy & Matthew (Cammie McGovern)

Arquivado em: Livros são amor

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Antes de resenhar o livro, quero contar pra vocês algo engraçado que aconteceu comigo (pelo menos eu achei haha). Ano passado vi em algum lugar a capa do livro Say what you will e me apaixonei (nem vi sobre o que se tratava, mas queria ler de qualquer forma). Decidi que quando fosse para Londres iria comprá-lo por lá. Procurei em várias livrarias e, depois de confirmar que nenhuma delas tinha, resolvi comprar pelo Book Depository e fiquei esperando…

Em Fevereiro, recebi um exemplar de Amy & Matthew da Editora Record e, claro, me apaixonei pela capa e já comecei a ler. Um tempo depois o carteiro trouxe um pacote do Book Depository e nem acreditei quando vi que finalmente tinha meu exemplar de Say what you will. Fiquei tão empolgada que pensei “vou parar um pouco a leitura de Amy & Matthew e depois que terminar esse livro volto pra ele”. Quando li a primeira página comecei a rir porque logo percebi que Say what you will e Amy & Matthew eram o mesmo livro!

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Say what you will (Amy & Matthew) é um livro que trata, antes de tudo, sobre amizade e superar dificuldades. Amy nasceu com paralisia cerebral. Não consegue falar sem ajuda de um aparelho, andar sem ajuda de um andador nem controlar suas expressões faciais. Mas nada disso a impediu de ser uma excelente aluna, pois ela era muito inteligente. Durante anos ela foi auxiliada por adultos profissionais, que a acompanhavam na sala de aula, carregavam seus materiais e a ajudavam no que a sua condição física a impedia de fazer.

Um pouco antes de entrar para a faculdade, Amy pediu para sua mãe que fizesse diferente: não queria adultos ao seu lado no colégio e sim colegas que aceitassem o emprego de acompanhá-las durante algumas aulas. Ela queria aprender a ter amigos e entender melhor o comportamento das pessoas da sua idade. Queria se preparar melhor para a faculdade para poder fazer amigos por lá. Entre os seus novos auxiliares está Matthew, um garoto muito fofo e que sofre de algo que muitos não compreendem e que pode prejudicar MUITO a vida de alguém: TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo).

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A forma com que o relacionamento deles vai evoluindo e com que eles vão tentando se ajudar a superar seus problemas é muito bonita e envolvente. O livro traz outras questões importantes, como a superproteção da mãe de Amy, preconceito e algumas que são tratadas só mais pro final então não vou falar para não dar spoiler.

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É um livro que me prendeu do começo ao fim e que me fez refletir sobre várias questões, principalmente sobre o TOC. Não sei se já comentei aqui, mas tenho algumas pautas de TOC que me atrapalham e angustiam muito, principalmente em momentos mais estressantes da minha vida. Ler um livro em que um dos personagens principais tem o mesmo problema que eu, fez com que me identificasse ainda mais com a leitura.

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Agora vou falar um pouquinho sobre as edições. A edição que americana foi publicada pela Harper Teen, o selo jovem da Harper Collins. Ela é hardcover, tem 347 páginas amareladas (amo!) com uma ótima diagramação. Nem preciso falar da capa, né? Aliás, a jacket inteira está linda e ela tem uma textura diferente dos meus outros livros com jacket (é meio áspera) e tem verniz localizado.

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Sem a jacket, ele é vermelho e tem o contorno dos balões da jacket *-* (achei isso mágico!)

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A edição brasileira também tem uma capa linda (bem clean, estilo Eleanor & Park). Ela foi publicada pela Galera Record (selo jovem do Grupo Editorial Record) e também foi muito bem cuidada. É paperback (como a maioria das edições brasileira), tem 336 páginas amareladas (já disse que amo?) bem diagramadas. Não tem verniz localizado (o que eu acho que deixaria a capa ainda mais fofinha), mas tudo bem :P

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Super recomendo esse livro para quem está procurando uma história leve, que trate de assuntos importantes e que queira sentir o coração aquecido (ah, eu não chorei como disse que provavelmente faria nesse vídeo). Quem quiser ler em inglês, o nível dele é bem tranquilo.

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Quem tiver interesse em comprar pelo Book Depository, pode me ajudar comprando pelos meus links (ganho uma pequena comissão por cada venda que me ajuda a comprar mais livros): Hardcover (edição igual a minha) | Paperback (pré-venda). Recomendo sempre pesquisar em outros sites como Amazon ou até mesmo em livrarias grandes aqui do Brasil (ainda mais com o dólar do jeito que está).

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Quem aí já leu? O que achou? Quem se animou pra ler?

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

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