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13. Mai. 2013

detalhes

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Se por motivo qualquer algum dia o brilho fugir de seus olhos, observe com mais calma, pois o detalhe é a parte escondida do infinito.

Poucas coisas me cabem nas mãos, não muito pude alcançar de minha altura e a vista de baixo nunca fora tão contemplada, pelo menos aos olhos de quem apenas vê e não observa. Estar perto do chão, por exemplo, me possibilita notar as mãos: inquietas, rabiscadas, dadas. No final, tomamos para si aquilo o que temos a sutileza de encontrar.

Certa vez encontrei alívio em um pedaço de sorriso: não inteiro, nem aberto, apenas sorriso. De um papel amassado com letras miúdas, sem ao menos uma ponta de capricho, encontrei saudade. Em meio a um punhado de cabelo, um pequeno grampo dourado. E todos os dias me encontro, e todos os dias me acho, e todos os dias me faço. Se pudesse faria também de todos um apanhado de detalhes. Tudo o que agrada, tudo o que compõe: pedacinhos de chocolate, por do sol visto do alto, carinhos inesperados, cabelos ao vento e um punhado de vontade.

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As palavras para mim são a ponte entre o sentimento e seu significado, modo de mostrar por quais caminhos andam minha verdade.

Se não souber explicar, não saiba, mas sinta. Sentimento é o detalhe que desencontra a matéria, complica o brevemente entendido e valoriza o que pelo pouco se foi criado. Se eu soubesse lhe diria de que detalhe surgira o amor, mas se sentimento é detalhe, amor então é tudo o que queira: por que então não ser o detalhe que os outros transformam em amor?!

Um beijo, Dan ❤

04. Mai. 2013

escrever, fotografar, amar

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Danile Pedrozo – Dan, Catavento Catarina, 21 anos, Curitiba, Publicidade e Propaganda, fotografia, escrever: pronto, essa sou eu.

Ok, não é tão fácil assim, mas também não tão difícil… apesar de eu não gostar muito do que é medíocre. Pode parecer grosso de minha parte, mas calma, é no literal da palavra: mediano, apenas. E pensando assim, talvez eu sempre fui muito – muito pequena, muito falante, muito paciente, muito imaginativa – muito do pouco, muito do muito. Detalhes me cativam e talvez por isso eu goste tanto do que eu faço: fotografar e escrever! E é esse pedaço importante de mim que irão conhecer aqui como colaboradora: textos e fotografias irão enfeitar – mais – o cantinho da Mel.

Bem, costumo brincar dizendo que eu não caibo em mim… uma vez que de tão pequena, toda essa história de expor minhas ideias, sentimentos e vontades através das artes, são apenas maneira de ser o que sou além do meu tamanho.

A partir de agora vocês podem reservar um minutinho do tempo de leitura de vocês para os textos que publicarei aqui, pode ser?! Assuntos que vocês podem me ajudar a escolher, comentando sobre o que gostam, feitos de uma maneira gostosa e leve de se ler! Quero compartilhar com vocês minhas ideias e opiniões e espero que troquem figurinhas comigo também! Apesar de eu estar de um lado escrevendo e vocês de outro lendo, quero que esse seja um momento de troca. {:

Um beijo, Dan ❤

18. Jan. 2013

ao redor dessa esfera

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Olá a todos! Como vão? Hoje compartilho com vocês um poema meu, novo em folha. Espero que gostem. Se não gostarem, digam que gostaram também pra eu ficar feliz. Hahaha. Boa semana para vocês! Beijos e abraços! :)

- ao redor dessa esfera

ao redor dessa esfera
todos são culpados
culpados pelo carinho
pelo maltrato
pelo gozo
pelo soluço
pela leve pena que cai no chão do Japão
e que talvez consiga brutalmente mover
um duro coração aqui.

ao redor dessa esfera
todos são culpados
inequivocamente
pelo levar de mãos dadas
pelo rompimento de laços
que molha rostos, blusas
e entope narizes
milhões deles
a cada milisegundo nessa bola tonta e torta.

ao redor dessa esfera
todos são culpados
todos mentem, desdizem, maldizem, bendizem
sem meio saber o porquê ou por quem
ou aonde isso tudo vai levar
ou quem vão levar
quando o diabo apertar.

ao redor dessa esfera
meio que perdidos
corpos bamboleiam, em cadência trôpega
de cá pra lá, de lá pra cá
entre salas, quartos, obrigações, deveres, consultas médicas
salas de espera, filas de banco, festas
e mais festas, e mais algumas meias de presente.

ao redor dessa esfera
de braços de um para braços de outro e outro
anseiam no íntimo que cada colo, desta vez. desta vez.
será seu colo.
à espera de uma pessoa ou de um mistério
uma caixa com um laço, um pássaro, um toque na costela
um mísero cântico gregoriano de manhã dominical
que faça apaziguar
certas ressacas íntimas,
e que incertezas transformem-se em edredom
em noite fria,
e que o sono possa ser o mais quieto de todos
nadando nas profundezas de Morfeu
tão próximo da morte
que acordar e respirar será uma dádiva
em dia ensolarado
de vento infantil
e mar de brigadeiro.