INSPIRAÇÃO

Autismo (parte 1)

melinasouza

No dia mundial da conscientização do autismo eu fiz um post onde pedi para vocês compartilharem experiências com pessoas autistas e também suas dúvidas sobre o assunto. Anotei todas as perguntas, mas ao invés de fazer um post só respondendo tudo de uma vez, optei por dividir em três ou mais posts para não ficar muito longo e cansativo. Para começar, escolhi uma pergunta bem básica e muito importante: O que é o autismo?

Por mais simples que essa pergunta possa parecer, responde-la não é nada fácil, pois ainda não há uma definição consensual. Se você pesquisar em várias fontes (livros, sites etc.), irá encontrar diferentes termos na sua definição como “desordem”, “distúrbio”, “transtorno”, “disfunção” e “síndrome” o que dificulta ainda mais na hora de escolher/formular uma resposta.

O autismo é considerado um distúrbio do comportamento e caracterizado por déficits na interação e comunicação social, restrita gama de interesses e por padrões de comportamentos repetitivos, estereotipados e maneirismos. Calma que eu já vou traduzir isso! O autismo é uma alteração provocada por diversos fatores (biológicos, genéticos etc.) que reflete nos comportamentos de socialização (interação e comunicação com outras pessoas). Além dessa dificuldade em interagir socialmente, os autistas demonstram interesse por poucas coisas/assuntos, por exemplo, colecionar cordões, pedras, bonecos etc. e tem comportamentos repetitivos como fazer o mesmo movimento várias vezes por horas ou assistir várias vezes o mesmo dvd.

Os sintomas como respostas anormais a estímulos auditivos/visuais, problemas graves na compreensão da linguagem oral e o atraso na fala podem ser vistos antes dos três anos de idade. Já os problemas relacionados a socialização como a incapacidade de contato olho-a-olho, participar de jogos em grupos ou manter contato físico podem ser observados antes dos cinco anos de idade. Quando antes os pais perceberem e levar para profissionais avaliarem o caso, melhor.

Bom, essas são as características gerais, mas há diferentes tipos/níveis de autismo, só que isso é assunto pra outro post :)

Agora que vocês já sabem a definição técnica vou falar um pouquinho da minha experiência:

Quando me perguntam o que é autismo gosto de dizer que é uma forma especial de viver no mundo. Eu fiz um trabalho voluntário durante um ano em uma escola de educação especial aqui de Curitiba chamada Alternativa. Lá tive a oportunidade de conviver com crianças e adolescentes com diferentes diagnósticos e aprender muito (muito mesmo) com cada um deles e também com os profissionais da escola.

Cada pessoa é única, certo? Isso também vale para aquelas com o diagnóstico de autismo: cada uma é única. Embora eu tenha tido contato com várias crianças e adolescentes, vou contar um caso em especial. Já no meu primeiro dia na escola, um adolescente de 15/16 anos diagnosticado como autista chamou a minha atenção. Aos poucos fui tentando me aproximar dele na sala de aula e também na hora do intervalo. Eu queria muito entender como ele via o mundo e descobrir uma forma de ajudá-lo. Depois de algumas semanas frequentando a escola (eu ia duas/três vezes por semana) ele encostou a ponta do dedo no meu braço (cutucou) e eu olhei pra ele e sorri.  A cada dia que eu ia para a escola ele ia se aproximando mais de mim e se acostumando com a minha presença. Foi algo gradual, não forcei a minha presença, apenas demonstrava pra ele (e para os outros alunos, claro!) que eu estava lá também. Um dia me atrasei e cheguei na hora do intervalo e fui direto para o pátio. Quando olhei para frente, vi que o João (nome fictício) estava se aproximando meio rápido e fiquei parada. Quando ele chegou bem perto, me deu um abraço bem rapidinho e parou do meu lado. Nunca esqueci essa cena e tenho certeza de que nunca vou esquecer :)

Falando em cenas especiais, quero compartilhar mais uma com vocês: em um dia lindo e chuvoso tivemos que ficar dentro da sala e o João ficou na janela olhando a chuva. Eu estava meio longe, mas ele me chamou (não com palavras, mas com gestos) até a janela. Entendi que ele queria que eu abrisse e fiz isso. Ele olhou um pouco e colocou bem devagar a mão e sentiu uma gota cair. Encolheu a mão, olhou pra mim e colocou de novo do lado de fora e enquanto os pingos caiam ele sorria. Achei essa cena tão linda e sincera que só de lembrar dela eu fico sorrindo.

Bom, pessoal! Esse foi só o primeiro post sobre esse mundo especial (o próximo será publicado semana que vem). Muitos de vocês já deixaram depoimentos aqui no blog, mas vou ficar muito feliz em ler mais experiências de vocês então quem quiser compartilhar algo, fique à vontade :)

Ah, podem deixar mais dúvidas nos comentários também, tá?

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

ps: em breve vocês verão mais fotos dessa garotinha linda da foto de abertura que eu tive o prazer de fotografar ;)

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79 Comentários + Comentários pelo Facebook
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  • Arine-san

    Concordo com o que você disse: cada pessoa é única. Não consigo considerar um autista como alguém doente, talvez porque passei grande parte da minha vida convivendo com uma pessoa diagnosticada com o “problema”. Eles vêem o mundo da maneira deles e lidam com ele da maneira que podem… E, quando se acostumam com você, são tão fofos (como nas cenas que você contou ><)! Acho que, como todos, eles só precisam de carinho e compreensão.

    Amei o post!
    Abraço [:

  • Mariana Souza

    Que lindas essas histórias com o ‘João’! Minha mãe tb é Psicóloga, formou-se no começo do ano (nunca é tarde, né?). Eu acho lindo o trabalho desse profissional. Até faço terapia com um. Mas não gosto da Psicologia haha Vai entender né? Vc pretende seguir carreira? Se bem que vc daria uma ótima fotógrafa (profissionalmente falando). Bjs

    • Melina

      Não pretendo seguir carreira clínica, mas tenho interesse em continuar estudando :)
      Obrigada, chuchu <3

  • Cristiene Freitas

    Oiies Mel! Primeiramente, gostaria de parabenizá-la pela iniciativa, várias pessoas não conseguem mesmo explicar direito! Segundo: mesmo não comentando ultimamente, eu ainda acompanho o blog sempre que possível, porque (graças a Deus!) tenho faculdade e em breve trabalhos!haahah O blog está incrível e cada vez melhor! Beijos!

  • elisamello

    Adorei o post Mel, autismo é uma coisa que eu sempre tive curiosidade de entender o que é.
    Achei linda aquela cena em que o menino vem andando rapidinho e lhe dá um abraço haha, coisinha fofa!

  • Zezinha Souza

    A Belinha é linda demais….e o post tá maravilhoso, como sempre…aguardo com ansiedade os próximos e o ensaio perfeito com essa fofurinha! ♥

    Acho bem legal você fazer posts assim, com certeza é uma forma de transmitir o seu conhecimento sobre assuntos que interessam a todos e que nem sempre são expostos com clareza necessária para que todos possam entender mais facilmente!

    Beijinhos no coração

  • Marie

    Sempre tive muita curiosidade em saber sobre autismo. Esse post me deixou mais interessada ainda, hehe.

  • Marie

    Ah, e o post está lindo/maravilhoso, você é muito fofa ♥

  • Lala

    Adorei a foto *-*
    Que história linda, Mel! Parece cena de filme… me apaixonei <3
    Quando eu estava na segunda série tinha um garoto autista na minha sala, eu não sabia o que era autismo e o achava normal e brincava com ele, aliás eu era a única :/ (lembrei dele pois o nome dele é João haha)
    Sua história me emocionou e agora me bateu uma vontade de conhecer mais pessoas autistas… eu acho incrível!
    Adorei o post!
    Beijão, Lala.

  • Graziele

    Que garotinha linda Mel!

    Ótimo assunto, ótimo post! Aguardando os próximos :)

    http://blogdagrazi.com.br/

  • LITAH

    Que lindo! Eu adoro trabalhos voluntários em lugares que cuidam de pessoas especiais porque, com certeza, terão momento lindos como esse.
    Já fiz trabalho voluntário na APAE (um lugar onde cuida de crianças/adolescentes especiais, localizado na minha cidade, Viamão/RS) e é incrível ver como eles ficam feliz com qualquer gesto. Nós fizemos teatro, apresentações musicais, brincadeiras de roda, pinturas na pele e eles simplesmente acharam incrível! Isso é tão bom…

    Adorei esse post, gosto quando tu fala sobre assuntos desse tipo. :)

    Mel (e leitores!), com esse post, me lembrei desse projeto fotográfico: http://www.hypeness.com.br/2013/05/pai-capta-universo-particular-do-filho-autista-em-uma-serie-de-fotos-cheia-de-sensibilidade/ – o pai fotografa o filho autista em seu mundo paralelo. É lindo demais. Já vi as fotos inúmeras vezes e é sempre o mesmo encanto. ^^

    Beijinhos!

    • Melina

      Eu amei esse projeto e ele será um post futuro aqui no blog :P
      :*

  • Helô

    Mel, você podia falar sobre transtorno bipolar? Sei que você é formada em psicologia e ia gostar de ver você falar sobre esse assunto :)

    • Melina

      Pretendo falar sobre isso futuramente :)

      • Helô

        E esqueci de te parabenizar por tratar esse assunto. Como portadora de doença mental – sou bipolar – ainda sei do preconceito e das coisas envolvidas. Dos pensamentos das pessoas. De ouvir coisas como ‘isso foi falta de pisa/palmada’, ‘frescura’, ser taxado de louco. É muito importante que blogs falem sobre isso de maneira a todo mundo entender e NÃO JULGAR.

        Parabéns, Mel!

        • Melina

          Muito obrigada, chuchu! Transtorno Bipolar será um dos futuros posts aqui do blog :)
          :*

  • Débora

    Eu sempre leio o seu blog e não perco um post, mas não costumo comentar. Mas depois de ler este aqui, não consegui me controlar. Eu pretendo cursar psicologia (se Deus quiser, começo no ano que vem :D), assim como você, e sou realmente fascinada por esse mundo fantástico dos autistas. Seu post aumentou ainda mais meu interesse pelo assunto (se é que isso é possível hehe). Você fala sobre isso com uma sensibilidade incrível, além de realmente saber o que fala. To super ansiosa pelos próximos posts.
    Lendo sobre estes dois momentos que você teve a chance de vivenciar eu sorri e chorei ao mesmo tempo. Foi realmente lindo! Você é abençoada por poder viver momentos assim, espero ter a mesma sorte que você e vivenciar algo assim futuramente. Além disso, eu queria te parabenizar por falar sobre esse assunto por aqui, para que as pessoas entendam um pouco melhor o que se passa nas cabecinhas dessas criaturinhas tão especiais. Gostaria de aproveitar pra te contar sobre um filme maravilhoso que eu assisti há um tempo atrás sobre autismo. O filme se chama “Missão Especial/Uma Viagem Inesperada”, com o Zac Efron no papel de um menino autista que supera todos os seus limites. É incrível. Obviamente eu chorei muito! :’) Se você ainda não assistiu, recomendo muito!

    Meu comentário ficou maior do que eu pretendia, mas como sei que você gosta de ler, resolvi não encurtar. hehe

    Um beijão e um abraço bem apertado. Que você continue transformando o mundo num lugar cada vez melhor, assim como você vem fazendo. <3

    • Melina

      Obrigada pelo comentário e pelo carinho, chuchu :) Fiquei feliz por você não ter encurtado ele :P
      Vou assistir esse filme (e sei que vou chorar muito haha)
      :**

  • Anna Luiza

    Quanto amor em um post só Mel! Achei ótimo poder saber um pouquinho mais sobre a forma que essas pessoas têm de enxergar o mundo, até porque nunca convivi (não que eu me lembre) com pessoas assim, e na mídia não se fala muito sobre isso. Muito legal você participar de trabalhos voluntários com essas pessoas, e achei linda a história do João! Vou aguardar pelos próximos posts com carinho!
    P.S.: Que fofinha essa menininha!
    P.S.S.: Mel, no post que você fez anteriormente você disse que a cor azul era a cor que representava os autistas. Isso tem alguma relação com a cor do seu quarto? (Desculpa se eu estiver sendo intrometida).
    Beijinhos, Anna ;)

    • Melina

      Eu sempre gostei muito de azul, chuchu :) A cor do meu quarto não foi escolhida por ela representar o autismo, mas isso foi uma coincidência <3

  • Mareska

    Tem tanto preconceito por aí envolvendo autismo… se as pessoas se informassem mais sobre o assunto… amei o post!

  • Naytiara

    Ansiosa para o próximo post, tenho uma prima de 19 anos que é autista, ela certamente é a pessoa mais amorosa que já conheci na minha vida. O nome dela é Emily, ela tem algumas características diferentes de outros autistas que conheci, ela adora conversar, principalmente comigo pois tenho ela como minha irmã, mas é como eu conversace com uma criança de no máximo 5 anos, quando saio com ela tenho que tomar conta dela pra ela não sair correndo rindo e conversando sozinha querendo brincar. Ela é muito emotiva, falar em tom alto com ela já faz ela chorar e ela te pergunta mil vezes ”você me odeia?” até você pedir desculpas várias vezes ela fica ali te fazendo perguntas. Minha tia, mãe dela, não tem como sair com ela e ela parou de estudar quando terminou o ensino fundamental, então ela fica muito em casa ai trago ela pra minha casa e ela pula de alegria. Nunca vou me esquecer do dia que levei ela no cinema, nos arrumamos juntas makiei ela e ela me perguntava ”estou linda? estou mesmo?”, no carro indo pro cinema ela chorava dizendo que era o melhor dia da vida dela.
    Ela é um exemplo pra mim, uma pessoa rica em sentimentos e principalmente amor, é uma adulta com toda a inocência e atitudes de uma criança! Eu amo ela demais.

  • Gabriela Miranda

    Adorei o post Mel.
    Acho que você conseguiu passar uma outra imagem das pessoas que tem autismo.
    Já assisti um filme que retratava o autismo e eu tinha muito interessante em entender isso e com esse post consegui entender.

    Xoxo,
    Gabi

  • Natalya Vasconcelos

    Mel, ameeei o post! Eu nunca tive a oportunidade de conhecer uma pessoa autista, mas sou bastante curiosa sobre o assunto e fiquei feliz quando li o que você escreveu. E já comecei a sentir saudades dos textos quando você disse que seria por volta de uns três, poderia ser mais, né? Um ano de experiência deve ter muitas histórias lindas pra contar, como essa do João, estou com um sorriso até agora, tão fofo!

  • Kellen

    Ai Mel, vc me fez chorar… Tão lindo isso…

  • Hanna

    Eu fiz Direito por aproximadamente 2 anos, até perceber que realmente aquilo não era pra mim. Hoje, com calma, pesquiso outros cursos pra fazer, e o que me encanta é Psicologia. Adoro quando você faz esses tipos de posts, pois além da explicação, você enriquece com belas fotos e histórias. Amei! Não vejo a hora de ver mais fotos dessa menina linda! Beijos!

  • Ana Luiza

    Querida Mel, visito sempre seu blog, gosto muito. Parabéns pelo post de hoje.

    Gostaria de compartilhar uma coisinha.
    Até a 4a série, estudei em uma escola que colocava as crianças com algum distúrbio ou deficiência na mesma turma das outras crianças. Por esse motivo, durante minha infância tive muitos colegas com síndrome de down, alguns com autismo, etc. Naquela época eu não sabia – mas hoje eu sei – que aquela minha escola seguia a linha da educação inclusiva, que defende que não há motivos para separar as crianças em escolas “especiais”, na medida em que todas as crianças têm suas dificuldades (algumas em matemática, outras em coordenação motora, outras em relacionamentos, e por aí vai). Cada criança vai se desenvolver no seu ritmo, e os professores devem estar abertos para receber todas elas. Hoje tenho o privilégio de conviver e trabalhar com uma das maiores defensoras dessa linha de pensamento. Como ela, concordo que todas as escolas, públicas ou privadas, deveriam aceitar a matrícula de crianças com deficiência normalmente. Se um professor não está “preparado” para recebê-las, não estará para ninguém, porque todos temos dificuldades. Acredito que os professores devem estar abertos (termo que eu gosto mais do que preparado): cada criança, com suas limitações, vai introduzi-los em uma nova forma de ensinar que só os fará crescer mais e mais.

    Enfim, é possível que você já conheça tudo isso, mas achei que seria legal compartilhar um pouco minha experiência.

    Aqui é uma reportagem sobre a pessoa de quem falei: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/03/1-professora-com-down-do-pais-defende-inclusao-em-escola-regular.html

    Legal, né?

    Um super beijo.
    Com amor,
    Ana Luiza Cerqueira

    • Melina

      Muito lindo o que você falou, chuchu! Já trabalhei com inclusão também e sinto que as escolas precisam se abrir e se preparar mais para poder receber crianças de todos os tipos em suas salas de aula :)
      Obrigada pelo link <3
      :*

  • Tamiris

    Oi mel td bem? Eu tenho um primo que é autista , (por erro da mãe dele) , e sempre fiquei muito impressionada com as reações dele , que sempre que via um formiga ou algum bichinho ficava fazendo movimento por horas , hoje ele tem 18 anos ama demais ler livros , porém ele sempre tem um retrocesso no aprendizado , e ele quer muito se formar , fazer uma faculdade , o que vai ser muito difícil por conta da doença , espero que algum dia exista um tratamento eficaz para poder ajudar eles!!!

  • Bony

    A Belinha, menina da foto, é a minha filha caçula. Ela tem apenas 2 anos e 7 meses… e seu grau de autismo é moderado para o profundo. Ainda pode ser que este nível seja diferente (mais suave) pois ela ainda é bem novinha.

    Muito caminho há ainda para ser trilhado, estamos no começo de tudo – apenas 4 meses de diagnóstico preciso. Eu ainda estou muito triste com a notícia de seu espectro autista, não me sinto capaz de cuidar dela… mas, a coisa está sendo bem mais tranquila do que eu esperava. Na verdade, tudo tem sido normal demais… como se nada tivesse acontecido.

    A Belinha ainda não fala e dificilmente olha nos olhos. Mas, é uma menina linda e muito sorridente. É o meu amorzinho.

    É isso… (com lágrimas nos olhos).

    • Melina

      Bony, tenho certeza de que você é sua esposa são muito capazes de cuidar da Belinha :)
      E também tenho certeza de que assim como vocês vão ensinar muito a ela, a Belinha também vai ensinar muitas coisas pra vocês e a todos que tiverem o privilégio de conviver com ela :)

  • Ana Luísa

    Ei Mel! Na PUC a gente tem que fazer projeto comunitário, e eu fiz o meu aí nessa escola.. Fiquei 1 mês indo lá toda terça e quinta, e caraca, foi incrível mesmo. Descobri outro mundo e recebi abraços tão sinceros de cada uma dessas crianças que chega a ser emocionante.. Só de entrar na página do face agora e ver as fotos fui lembrando delas, dos nomes, do carinho..

    • Melina

      Que lega, chuchu! Eu conheci vários estagiários da PUC enquanto estive por lá :)

  • J.

    Nossa, esse post (e o do dia do autismo) me deram uma vontade danada de estudar Psicologia! haha Eu pretendo cursar Design Gráfico, mas penso que Psicologia também seria uma ótima carreira, sabe? Eu sempre gostei de analisar e tentar entender as pessoas, me colocar no lugar delas e tal. Por algum motivo isso me fascina muito, sempre quis conhecer alguém com autismo ou Asperger (tem um garoto na minha turma do cursinho que é meio “estranho” [não consegui achar uma palavra melhor .-.], ele é bem reservado e quieto, mas parece ser inteligente. Ele puxou assunto comigo algumas vezes [sobre o livro que eu estava lendo] e eu percebi que ele não se comunica como as outras pessoas, e às vezes age de forma peculiar: num momento é simpático e sorridente, no outro parece esnobe e antipático. Eu fico tentando entendê-lo, mas não sei como agir…). Anyway, amei o post, Mel! Vou ficar de olho nas próximas partes ;)

  • Nicoli

    Eu sorri enquanto lia sobre sua experiência!Ah,que post lindo! *-*

  • Suelen Suu

    No segundo ano, nosso projeto de filosofia na escola era dar aulas de 2 horas de filosofia para crianças da quarta-série. Na turma que eu e minha equipe pegamos, tinha um garotinho muito quieto chamado Felizardo. Eu observei que ele não participava de nada da aula como o restante da turma e nem olhava diretamente pra ninguém quando era chamado a atenção. Na época eu não sabia o que era, até que a coordenadora da escola me explicou que ele era autista. Sofria bullying frequentemente dos colegas mas parecia nem ligar. Apresentava muito do comportamento que você mencionou no post.
    Eu como a cavala que era consegui dar um jeito na parte do bullying, e dava atenção especial pra ele durante as atividades. Na terceira semana ele já olhava pra mim e na época eu nem sabia que isso era grande coisa, mas hoje em dia acho que era.
    Nunca vou esquecer aquele garotinho. Pessoas podem ser muito especiais as suas próprias maneiras diferentes e ainda mal compreendidas pela maioria das pessoas.

    Adorei o post. Suas experiências com o João parecem emocionantes só de imaginar, e eu posso imaginar BEM o que você deve ter sentido fazendo uma diferença tão grande pra alguém que tenha um mundo só pra ele. :)

    Beijos!

  • Yasmine

    Melina, Síndrome de Asperger é a mesma coisa que autismo?
    Vc poderia falar sobre nesse outro post?

    • Melina

      É um tipo de autismo :)
      Farei um post sobre essa síndrome, chuchu <3

  • Gabi (The Sweet House)

    Mel, parabéns pelo post, está lindo, perfeito, que foto linda dessa menininha ali em cima, ela é muito fofa :3
    Bom, mas eu queria perguntar uma coisa aqui nesse post (nossa, faz tempo que eu não venho comentar aqui) e pra variar a pergunta não tem nada a ver com o post (desculpe por isso) :/
    Então, eu queria saber quando que você vai postar as fotos do click do leitor com bichinhos de pelúcia, pois eu já mandei as minhas no mesmo dia que você fez o post explicando sobre o click do leitor.
    Merci :)
    Gabi ♥

    • Melina

      Estou terminando de selecionar as fotos, chuchu :)

      • The Sweet House

        Ah ta bem Mel, só mais uma coisinha:
        Sei que são muitas fotos que mandam pra você e que vai ser até dificil de você lembrar de mim pelo e-mail (fico triste por isso :/)
        Mas eu queria perguntar (se você lembrar) se tem alguma foto das que eu mandei que ficou legal, porque eu não tenho câmera profissional mas tentei fazer o máximo para que as fotos ficassem legais, e que ficasse em harmonia com o seu blog.
        Espero que você lebre de mim (fiz um textinho antes das fotos no e-mail)
        Obrigada por tudo Mel.
        Beijinhos :*
        :)

  • Ana Caroline

    Que linda essa história Mel! Você fez faculdade de psicologia né? Tenho um sonho, que é seguir a carreira de psicólogo, gostaria de fazer a pergunta de como é o curso, e o que mais lhe agradou nele?

  • Lívia

    Ah, Mel, meu olhos encheram de lágrimas com seu depoimento sobre o “João”… :’)

  • Raquel

    Olá Mel, gostei muito do seu post! Tenho umas amiguinhas que mudaram para SP elas são gêmeas e tinham um irmão que é autista. Um pouco antes deles mudarem para São Paulo a mãe delas ficou grávida de novo, isso já faz um tempo… mas só depois de uns anos que descobri que o outro filho dela também tem autismo, os dois são muito lindos e fofos, o mais velhos gosta de desenhar é muito lindinho os desenhos dele e o mais novo gosta de se fantasiar (: .
    Enfim, a mãe deles criou um ministério na igreja de onde eles são para pais de crianças autistas o que eu achei muito legal. Uma coisa que eu queria muito saber é, pq a cor azul representa o autismo?
    Bjs

    • Melina

      Vou responder sua pergunta em outro post :)

  • Daniela Farias

    Nossa Mel, que post mais lindo!
    Fui imaginando as cenas e quando vi estava com lágrimas nos olhos! rsrs
    Muito bom mesmo. Escreva mais post contando suas experiências na época que você estudava psicologia. Eu acho esses assuntos tão interessantes e adoraria saber pois escreve uma maneira bem mais compreensiva se eu for pesquisar sobre o assunto!
    Beijinhos!

  • Tátila Florentino

    Mel, que legal sua iniciativa.
    A empresa onde eu trabalho fez parceria com essa ONG e eu fui voluntária pra dar aulas na escola pública que eu havia estudado do pré até a oitava série. Fiquei muito feliz por voltar la e ver como as coisas mudaram. O programa durava a manhã toda e no final os alunos precisavam fazer uma redação para um amigo que pensava largar a escola. Todos fizeram a redação, menos uma aluna autista. Ao invés de escrever, ela desenhou um sol, e disse que ele seria um presente pra mim. Fiquei emocionada… Ela não conseguia muito bem escrever uma redação, mas ela não se negou a participar da atividade, ela preferiu participar de um jeito diferente, do seu melhor jeito.

    Um beijo.
    Parabéns pelo blog.

    http://www.alemdemim.com

  • Mariana

    Melina, gostaria que me respondesse. Tenho 12 anos, acha que sou muito nova para ler Ocúlos, aparelho e rock n’ roll? Leio livros no estilo de Fazendo meu Filme (amo). Obrigada.

    • Melina

      É um livro pra sua idade mesmo, chuchu :)

  • jejehessel

    Nossa achei lindoooo Mel! Até me arripiei lendo do “João”! Até eu sorri quando li dele colocando a mão na chuva e sorrindo <3 E parabéns pelo trabalho que você fez lá Mel, é muito lindo ver pessoas como vocês que podem mudar a vida de alguém!

  • Beatriz

    Oi, Mel!
    sempre acompanho o seu blog, apesar de só comentar algumas vezes. Mas essa eu não poderia deixar passar em branco. Acho muito bacana da sua parte falar do autismo quando muitos acham algo ainda “estranho” de se tratar. Amei o texto, principalmente pelo fato de descobrir sua sensibilidade. Sabe, sempre achei que as pessoas que se interessam por pessoas autistas têm um quê de sensibilidade nos olhos, e você, além de ser uma fofa, mostrou ser muito sensível. Quisera eu conhecer o João também, ele parece ser alguém tão especial. No dia da conscientização do autismo deixei uma espécie de depoimento meu sobre isso. vou deixar o link aqui. Parabéns por ser essa pessoa tão linda.

    Beijos, Bia.

    http://fridaysmile.blogspot.com.br/2013/04/eu-num-dia-azul.html

  • Laís

    Amei o post, Mel. Estava esperando muito por ele, na minha escola tem uma garota que foi diagnosticada com autismo e as pessoas só sabem tirar sarro dela, o que é horrível, desumano e cruel. Mas enfim, obrigada por compartilhar essas histórias com a gente e nos ajudar a compreender melhor o mundinho deles! Aahh Mel, queria te desejar um feliz dia da toalha kkkk
    beijos!

  • Daniele

    Olá Melina, sou pedagoga, então, também tive o prazer de conviver com crianças autistas.
    A criança com a qual eu convivi, tinha esses hábitos de fazer sempre os mesmos movimentos com os brinquedos, ou qualquer objeto que tivesse em mãos. Gostava sempre de assistir ao mesmo desenho, era o único ao qual ele realmente assistia, a criança tinha apenas dois anos, porém, os pais não aceitam essa maneira de ser dele, o que acaba sendo algo muito triste, pois vai acabar “atrapalhando” o seu desenvolvimento escolar, no caso de ele não estar sendo “trabalhado” como deveria, e também socialmente em sua vida cotidiana fora da escola. Não tenho mais contato com a criança, mais sempre me lembro dele com carinho, porque vez ou outra, me abraçava, e através do abraço de uma criança, conseguimos sentir sensações mais que especiais. :)

    Um beijo.

  • Maysa Lemos

    Oi Mel! Amei esse post, um dos meus favoritos! Eu tenho um primo que tem autismo,e é sempre motivo de alegria ver pessoas fazendo matérias como essas,mostrando que entedem e respeitam essa diferença! :) BJUSSS

  • Dayane

    QUe coisa linda!
    Já marquei nos favoritos pra voltar e acompanhar os próximos posts!
    Mto tocante, parabéns pelo trabalho e por compartilhar informações e histórias tão bonitas.

  • Patricia

    Mel, vc já assistiu Parenthood? É uma série americana, na qual tem uma criança (Max) que possui síndrome de Asperger. A série mostra desde o início – quando os pais descobriram a síndrome – até a convivência e aprendizado da criança. É uma série bem bacana (tem até a Lorelai de Gilmore Girls fazendo a tia dele). Adorei o post Mel! Parabéns! Também gostaria de ler aqui sobre TOC (eu tenho), se possível.

    Um grande abraço!

  • Thaís

    Lindo post, adorei saber das suas experiências :)

  • Marina Begnini

    Que post lindo Mel! <3

  • Camila Gerarde

    Que post lindo Mel, e a menina da foto é linda também, muito fofa :)
    Adoro seus posts sobre esses assuntos psicológicos, você explica de uma forma de fácil compreensão, espero ansiosamente os próximos posts, me emocionei com a história do joão, não conheço nenhuma pessoa autista, mas pelo que li e vi em filmes por exemplo, também acho que eles vivem num mundo deles, são pessoas maravilhosas, parabéns por sua sensibilidade :)

    Beijos

  • Amanda

    Que lindo, mel! Sua definição foi fantástica!!! Fiz o curso de Psicologia na faculdade por uns semestres e cheguei a visitar o AMA daqui e resumiria toda a experiência com a sua frase:
    “Cada pessoa é única, certo? Isso também vale para aquelas com o diagnóstico de autismo: cada uma é única”.

    É bom ver esse conhecimento propagado, ainda mais através do João, que parece ser um amor de pessoa! E são pessoas muito interessantes, cada uma a seu modo. As histórias pessoais de cada um também são muito intensas.. Nas visitas que fiz vi relatos familiares bem fortes… Nunca esqueço. :)

  • Vanessa

    A quem possa interessar, há um filme chamado Taare Zameen Par (Como estrelas na Terra -Toda criança é especial) que conta a história de um menino (Ishaan) que sofre por não conseguir aprender nada na escola e por conseguinte se dá super mal em todas as matérias. Seus pais, por ignorância, o acusam de preguiça e rebeldia e o mandam para um colégio interno, no qual Ishaan vê tal atitude como castigo. De repente um professor de Artes aparece e, por trabalhar com crianças especiais, percebe que Ishaan possui dificuldades, daí, esse professor….é melhor não contar o resto (para não perder a graça)….

    Só posso dizer que o filme é emocionante e em si trata de dislexia; e creio que o personagem principal não seja necessariamente um autista. Ou estou enganada?!? Se você, Melina, puder assistir, me tire essa dúvida. Pois dá a entender que a dislexia não faz uma pessoa ser autista -ou estou enganada de novo?!?

    Amei o post e espero que haja mais desse tipo.

  • Gisele Karine

    Gosto da maneira como você nos conta suas experiências (:
    Infelizmente não tenho nenhuma situação semelhante para te contar, mas vou esperar ansiosa pelo próximo post pois esse é um assunto que dificilmente as pessoas abordam e te agradeço por dividi-lo conosco.
    Beijos.

  • Vitt

    Que coisa maravilhosa… Poder ter contato com crianças assim… Acho que acabo de descobrir um caso de autismo…
    Será?
    A criança não fala, deve ter uns 5 ano, eu tentei chamar atenção dele, mas ele não me olhou…
    Eu não sei muito dos costumes dele e nem conheço muito da família, eles tem um comercio e eu costumo ver ele por lá, quietinho, quietinho…
    Pelo que sei os médicos não sabem o motivo dele não falar… O que posso fazer para ajudar?

  • Amanda Gomes

    Fiquei com os olhos marejados ao ler esse post, Mel! Acho muito bonito quando alguém se torna voluntário. Sou voluntária em um projeto aqui na minha cidade, desde muito nova tinha vontade de ajudar o próximo, sabe? Levar amor, carinho ou um simples sorriso. É recompensador quando você sente que o carinho e o sorriso que você dá é recíproco.
    Muito lindo o post, mesmo. Acho que não só tira a dúvida do que é autismo, mas de uma certa forma, incentiva aos leitores a participarem de algum trabalho voluntário :)

  • Ingrid

    Se eu disser que fiquei com lágrimas nos olhos só de ler esse post? Muito fofo seu amigo João :) Aguardando os outros posts!

  • Isabela

    ah um tempo atrás quando eu levava meu irmão na natação um dos alunos era autista as outras crianças tinham medo dele e mães tbm, enquanto a mãe dele arrumava ele eu ficava olhando falando com ele até que um dia ele veio em cima de mim a mãe dele segurou ele mas ele veio e cheirou meu cabelo e quase sempre ele ficava me olhando enquanto cheirava meu cabelo eu ficava super feliz.

  • DEBORA

    Ou mãe de dois lindos meninos de 3 anos diagnosticados como Autismo Infantil. Obrigada por divulgar o Autismo, lutamos para que essas informações cheguem a todos os cantinhos e todas as crianças possam ser tratadas o quanto antes para que tenham uma vida adulta com maior qualidade e independência. Disponibilizo meu blog para maiores informações. http://diariomaedeumautista.blogspot.com.br/

    Bjim

  • Bárbara

    Que lindo mel!
    eu acho interessante esse mundo do autismo, e concordo que cada pessoa é especial. Ainda quero um dia fazer algum trabalho voluntário que envolva isso (: Acredito que sua experiência nessa escola deve ter sido emocionante <3

  • Luiza

    Mel,
    Fiquei emocionada com o post, fiquei cheia de lágrimas nos olhos, tenho um irmão autista e sei bem como é lindo quando eles mostram o mundo deles pra gente. Tem dias que são mais difíceis, tem dias que são mais fáceis… São pessoas tão especiais essas. Pra mim o autismo é uma outra forma de ver o mundo e quando eles nos mostram um pouquinho que seja do mundo deles é sempre uma experiencia pra guardar pra sempre. Fiquei muito feliz com a sua iniciativa de fazer o post trazendo informação sobre o autismo para os leitores porque muita gente não conhece direito o autismo e não compreende muito bem o que é ser uma pessoa autisma o que gera preconceitos e olhares estranhos. Quero agradecer a você por isso. Parabéns pelo blog lindíssimo!

  • Amanda Cristina

    Oi, Mel, tudo bem? Só tive a oportunidade de ler teu post agora, estou meio atrasada, eu sei, haha. Achei lindo! Confesso que até chorei (ok que estou de tpm, mas né). Meu irmão mais novo é autista e foi diagnosticado quando tinha cinco anos. Quando eu era pequena, não entendia muito o que isso significava, eu só sabia que tinha que cuidar ele. Nós sempre estudamos na mesma escola e, no recreio, ele ficava comigo. Muitos colegas meus não entendiam porquê eu passava o intervalo com um “pirralho”, ou porquê ele ficava andando de um lado para o outro sorrindo. Então eu comecei a estudar sobre isso. O que é difícil, já que todas as literaturas que falam sobre o assunto tem palavreado complicando ou são em inglês. Talvez esse seja o principal motivo de eu ter escolhido o jornalismo como minha profissão: contar para as pessoas o que elas não sabem, de uma maneira que elas compreendam. Principalmente assuntos como o autismo, que são tão pouco discutidos. Quero poder contar para as pessoas que autismo não é doença, é só uma maneira diferente de ver a vida. O meu irmão vê a vida como se ela fosse uma história em quadrinhos que ele mesmo desenha. Aliás, seu principal dom é desenhar!
    Enfim, adorei o teu texto e tenho certeza que muitas pessoas se identificaram com ele, assim como eu. Parabéns!

  • Ariane de Rosa

    Primeiramente parabéns pelo blog, adorei o conteúdo! :)
    E queria deixar aqui a minha experiencia com o Autismo. Acho que ta um pouco confuso, mas eu tentei contar sobre o meu irmão, de toda a trajetória dele até agora, espero que de para entender um pouco. rs’
    Sou de SP, eu tenho um irmão de 19 anos, ele é autista, não sei bem com que idade acho que com uns 5 anos ele começo a ler sozinho, nunca tinha ido em uma escola normal, depois ele começo a frequentar escola especial, aonde recebia tratamento, ele tinha acompanhamento de uma psicologa e fazia alguma atividades lá com algumas outras criança com autismo tbm, depois de um tempo começo a ser falado que ele tinha que frequentar uma escola normal, não sei se isso é uma lei, nunca me informei, mas tem aquela coisa de inclusão né, começou então a ir em um EMEI, mas não ficou muito tempo, as professoras de lá não sabiam como lidar com ele, e ele tbm não queria ficar em uma sala de aula o tempo todo, ele é bastante agitado, em uma segunda tentativa de estudar em uma escola normal minha mãe acompanhava ele na escola, depois terminando o EMEI ele foi para outra escola de 1º até 8º série, lá ele teria que frequentar uma sala normal aonde não podia ter o acompanhamento da minha mãe, mas ele tbm não tinha condições de ficar em uma sala normal com 30 ou mais alunos (muitas pessoas não intende isso, mas eu acho que vc vai entender que muitas crianças autista não ficam paradas 5 horas dentro de uma sala de aula fazendo lição, mas eu entendo que tem que ter essa inclusão), na mesma escola tinha tbm uma sala especial aonde ele ia algumas vezes durante a semana com outras crianças autistas fazer algumas atividades, até uma coisa que ele gostava muito era de escrever no computador, e ele não pega em lápis ou caneta e papel, isso foi uma coisa que ele nunca gosto e as professoras nunca conseguiram desenvolver isso com ele, bom ele sempre então foi matriculado em sala de aula comum mas nunca frequento depois que saiu do EMEI, já aonde ele recebia tratamento especial com acompanhamento de psicologa e tinha grupos com atividades diferentes, ele foi retirado desses grupos por não se adaptar a nada que era proposto pelas pessoas que cuidava dele, hj em dia ele sai de casa 1 vez por mês para passar com uma psicologa e ela receitar remédios para ele, como todo autista ele tem as suas maninas, e uma delas é mexer com as pessoas na rua, ele tem uma mania de ver o sapatos das pessoas, muitas vezes a pessoa acaba até se assustando pq ele chega do nada e coloca a mão no pé da pessoa, e muitas não intendem isso, e ele tbm quebra em casa tudo que for de vidro, em casa não tem mas nada de vidro ou porcelana, a gente usa copos e pratos de plástico, ele gosta muito de musica, ele tem a rotina dele de escutar musica, de assistir filme e uma mania dele tbm é de ficar lendo os nomes que aparecem no final do filme, se bobear ele foge já aconteceu isso, ele não faz nada sozinho, minha mãe que da comida pra ele almoço e janta e banho tbm, não é agressivo é bem amoroso mas não tem muito contato com as pessoas, fica mas na dele msm no mundinho dele, e sempre aparece manias novas, como agora cada dia ele pede uma fruta diferente mas tem que ter tbm a fruta que ele pediu um dia antes, e assim ele come uma sala de frutas. rsrs’ Eu acho que na época que ele era pequeno não se falava muito sobre o assunto, não era tão conhecido o Autismo, e falto recursos.
    E queria fazer uma pergunta tbm, eu tenho interesse em trabalhar com crianças especiais, mas não sei se eu vou gostar de fazer psicologia, tem outra coisa que eu posso fazer que trabalhe com crianças especiais?

  • Autismo (parte 2): Belinha | A series of serendipity

    […] do post que fiz sobre autismo? Então, a minha ideia é lançar mais uns dois posts sobre o assunto e depois começar a escrever […]

  • Ana Luiza

    Adorei o post. Quando li fiquei muito curiosa pra saber mais e mais sobre o autismo. Daí que no colégio a professora mandou fazer uma redação e dessa vez era tema livre. Lembrei na hora, e fiz sobre o autismo. Foi ótimo porque eu já tinha uma base sobre o assunto por causa do seu post e me ajudou muito. Você até tá na redação, citei você hahaha então tá, só queria dizer que isso foi muito importante pra mim. Adoro seu trabalho Mel, parabéns!
    Beijos enormes

  • Renata

    Oi Mel!
    Estava procurando indicações de livros (sem um tema específico) no YT e acabei achando seu vídeo de livros sobre autismo.
    E ai vim parar aqui no seu blog (que já conhecia) mas não tinha visto esses posts.
    Só queria mesmo agradecer por eles. Tenho um filho de 5 anos diagnosticado com autismo e é sempre bom ver o tema ser tratado assim com tanta leveza e carinho.
    <3
    :*

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  • eu tô 😍 com essa ilustra amorzinho surpresa que a @imalenaflores postou no insta dela 🖤 o trabalho dela é lindo e ela é uma fofa (acompanho há anos) ✨ ela abriu seis vagas extras pra quem me acompanha e quiser encomendar ilustras de avatar nesse estilo com ela 🖤✨ as informações (valores etc.) estão no perfil dela ☺️
  • inspire 🌿🖤 foto do meu cachepô novo (é da @lojasantacomposicao ✨) pra avisar que hoje cedinho liberei um post novo no blog e ontem liberei um vídeo no canal serendipity ☺️ espero que vocês gostem 🖤 quando eu voltar pra Curitiba vou responder os comentários de vocês 🌿 obrigada por tudo, pessoal.
  • acabei de liberar um vídeo novo no canal serendipity 🖤 espero que vocês gostem ☺️ #bookshelf #bookhaul
  • acabei de liberar o vlog da semana no canal mel in wonderland 🖤✨ estou esperando vocês por lá ☺️
  • os garotos do @estudiograma vieram colocar minha cabeceira hoje 🖤 (arrasta pra foto do lado pra conhecer eles!) ✌🏻 desde criança sempre achei lindo camas com cabeceiras, mas essa é a primeira vez que tenho uma. ah, um recado muito importante: eles que fizeram a minha escrivaninha maravilhosa e nesse exato momento estão com uma disponível para pronta-entrega então caso alguém aí tenha interesse é só falar com eles pelo @estudiograma ou pelo site 😉 ah, a preferência é pra quem for de Curitiba ou redondezas. (mais um móvel testado e aprovado pelo @spock_inwonderland 🖖🏻👽)
  • acabei de liberar um post novo no blog compartilhando uma serendipidade que aconteceu comigo hoje e que tem a ver com esse livro da encantadora @doddleoddle 🖤✨ #dodieclark #dodieclarkbook #secretforthemad #secretforthemadbook

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