LIVROS

A GUERRA QUE ME ENSINOU A VIVER (KIMBERLY BRUBALER BRADLEY)

Quando fiquei sabendo da existência do livro A guerra que me ensinou a viver, da Kimberly Brubaler Bradley, senti um mix de alegria e nostalgia. Mais ou menos nessa mesma época do ano tive a oportunidade de ler e falar sobre o livro A guerra que salvou a minha vida, um livro protagonizado por uma garotinha chamada Ada que nasceu com uma deficiência física e que, por conta disso, cresceu presa em um pequeno apartamento em Londres sendo maltratada diariamente por sua mãe. Eu falei mais sobre esse livro aqui no blog então para ler a resenha completa é só clicar aqui.

A história desse livro também se passa na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial, ou seja, a distância entre eles não é muito grande. Já nos primeiros parágrafos do primeiro capítulo, sabemos que Ada está prestes a entrar na sala de cirurgia para corrigir o seu pé torto e isso é algo que, obviamente, terá um grande impacto em sua vida.

Muitos personagens que já conhecemos no primeiro livro vão estar bem presentes em A guerra que me ensinou a viver e eu amei poder ver não só o desenvolvimento desses personagens, mas também a relação deles com a Ada e a influência que um teve na vida (e crescimento) do outro.

Além dos personagens que já conhecemos no primeiro livro, a autora inseriu alguns novos que ajudaram muito no desenvolvimento da história em A guerra que me ensinou a viver. Um deles é uma garota jovem chamada Ruth que é alemã e judia e que, de alguma forma, começa a fazer parte do convívio de Ada e de outras pessoas próximas a ela. Com essa personagem a autora conseguiu trabalhar várias questões importantes, como por exemplo a empatia. É muito interessante ver que, mesmo a Ruth sendo judia e estando sofrendo com toda essa situação da guerra, o peso dela ter nascido na Alemanha é muito maior para as outras pessoas.

Como disse lá no começo do post, A guerra que me ensinou a viver se passa durante a Segunda Guerra Mundial. A forma com que a autora trabalhou o contexto histórico foi muito legal e impactante. Consegui me conectar ainda mais com a história e sentir de uma forma um pouco mais intensa o quão terrível foi o período de guerra. O racionamento de comida, o medo constante de bombardeio, o medo de estar com algum inimigo infiltrado por perto, o medo e a angústia de perder alguém seja porque foi lutar, porque foi atacado, porque está desnutrido ou doente…enfim, várias questões que fazem parte de uma guerra.

Pra variar, a edição da Darkside Books está maravilhosa em cada um dos detalhes. A capa de A guerra que me ensinou a viver está em harmonia com a de A guerra que salvou a minha vida, a diagramação está ótima (páginas amareladas, margem, espaçamento, tamanho da fonte etc.) e o pessoal incluiu algumas fotos de crianças durante a Segunda Guerra. A cada lançamento a Darkside consegue me encantar mais. Sério, eles cuidam de cada detalhe.

RESENHA EM VÍDEO

Ontem liberei no canal a resenha desse livro então, caso você queira assistir é só clicar ali em cima (lembrem-se do like ;)). Ah, nem sempre eu posto aqui no blog o conteúdo que publico em meus canais Serendipity e Mel in Wonderland então, se vocês gostarem dos conteúdos em vídeo, lembrem-se de clicar em se inscrever.

Espero que vocês tenham gostado do post, das fotos e que tenham se animado para conhecer e se encantar com a história da Ada. Logo logo vou trazer mais resenhas aqui pro blog :)

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

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6 Comentários + Comentários pelo Facebook
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  • Anne Rios

    Oh… My… God… Que coisa mais fofa esse cavalinho!!!

    Eu sempre agradelo imensamente ao Universo por tudo o que eu como. Porque vendo pessoas que são privadas de comida, seja por falta de dinheiro ou pela geografia, eu percebo como tenho sorte de ter comida na mesa todos os dias [minha mummy também passou muita fome no interior da Bahia quando era criança].

    Que livro lindo, essa Darside sempre com um trabalho impecável, hehe. Tão bom quanto o design ds Imaginarium *-*
    Eu não sei se teria coragem para ler esse livro, apesar da história ser beeeem interessante. Mas quem sabe um dia…

    =*******

    • Melina

      Muito fofo, né? Eu tive essa mesma reação quando abri o pacotinho que a Darkside mandou com o livro ♥ eles sempre arrasam!

      Eu também gosto sempre de agradecer ao Universo por tudo ♥ (não sabia que sua família é da Bahia!)

      É um livro lindo, mas muito triste. Se algum dia você resolver ler, vou adorar saber o que você achou :***

  • Helen Rosa do Amaral

    Oi Mel 🖤Adorei a sinopse desse livro, estou curiosa para começar a ler hoje. Queria que meu dia tivesse mais horas para conseguir fazer tudo que preciso. Mas, será que teria problema começar pelo segundo? Porque eu não sei porque sinto que o segundo é mais intenso. Ou , até pensei em ler os dois ao mesmo tempo tamanha ansiedade que estou para saber que aconteceu com a ADA, Hehe. As fotos estão lindas, e o chá parece hibisco? 😋 Beijinhos e ótima semana com muita inspiração para demonstrar mais livros como esse 💟💟💟🖤🖤🖤

    • Melina

      Oi, chuchu ♥
      Muito feliz em saber que se animou pra ler esse livro :)
      Olha, eu acho que é melhor começar pelo primeiro porque assim você conhece a trajetória da Ada e entende melhor como os acontecimentos do segundo livro afetam a vida dela :)
      O chá é de framboesa se não me engano ♥
      Uma semana linda pra você :*

  • emy elizabeth

    EU TENHO MUITO que ler esses livros! Você resenha eles tão bem, com tanta paixão que só me faz querer atropelar toda a lista de leitura que eu tenho e coloca-los em primeirinho, haha! xoxo Mel, keep inspiring!

    • Melina

      Aaaah sua linda ♥ Tão feliz em receber esse feedback! Muito obrigada mesmo ♥ ♥ ♥
      :* e uma semana linda :D

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  • acabei de liberar um post novo no blog com 3 dicas bem legais (link na bio) 🖤 • esse livro chamou minha atenção pela capa e pelo título (amei!), mas depois que vi a sinopse fiquei ainda mais interessada. A narradora é uma mulher “magra, loira, com um apartamento incrível em NY e que parece ter tudo” que tem depressão. Acho muito importante trazer personagens assim na literatura e no cinema porque depressão não é frescura e qualquer pessoa pode sofrer com ela independente da “classe e status social”. Espero que alguma editora goste dessa sinopse e traga o livro pro Brasil. Quem aí se interessou por ele? Ou quem aí também se interessa primeiro pela capa/título? ☺️

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