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COM AMOR, SIMON: O LIVRO E O FILME QUE ME ENCANTARAM

Desde a primeira vez que li Com amor, Simon (na época era Simon Vs The Homo Sapiens Agenda), esse livro ganhou um espaço especial no meu coração. Indiquei ele algumas vezes lá no canal Serendipity, mas percebi que nunca fiz resenha dele aqui no blog. Aliás, também não fiz um vídeo resenha dele por lá. O que é muito esquisito já que é um livro que gosto de indicar sempre.

Estou muito feliz de termos escolhido ele como uma das leituras do Infinistante de março (o outro é o livro Me chame pelo seu nome que vai ser resenhado em breve por aqui também) porque além de ter tido a oportunidade de reler a história, estou tendo mais uma chance de falar sobre ele por aqui.

Simon é um garoto gay que está no ensino médio e que nunca “saiu do armário” para sua família nem para seus amigos. Ele nunca conversou com alguém sobre o assunto, até que ele vê uma publicação anônima em um site de fofoca da sua escola de um garoto dizendo que é gay e como se sentia em relação a isso. Na mesma hora Simon cria uma conta fake e manda um e-mail para Blue (o garoto da publicação anônima) e é assim que eles começam a conversar e, com o tempo, a gostar um do outro mesmo sem saber quem eles de fato são (eles só sabem que são da mesma escola e que ambos são gays).

A vida de Simon continua seguindo praticamente igual – a única diferença é que agora ele tem com quem conversar sobre isso – até que ele usa o computador da escola para responder uma das mensagens de Blue e acaba esquecendo de deslogar da sua conta. Quando Martin, um de seus colegas, usa o computador logo depois dele, acaba lendo a troca de e-mails, tira print e pede um favor a Simon: que ele o ajude a ficar com Abby (amiga de Simon) e em troca ele não contaria pra todo mundo que Simon é gay. Preocupado que isso possa fazer com que Blue se sinta exposto e pare de falar com ele, Simon acaba aceitando a proposta de Martin.

Esse livro é tanta coisa que nem sei bem o que falar dele aqui. É um livro cheio de representatividade. Um livro envolvente. Um livro necessário. Um livro para ler e reler e indicar para que mais e mais pessoas leiam.

A Becky Albertalli (uma das minhas autoras favoritas desde que li Com amor, Simon) é psicóloga, então ela usa muito do seu conhecimento – principalmente da sua experiência atendendo jovens – na construção de seus personagens e desenvolvimento da história. Se não me engano ela inclusive menciona seus pacientes nos agradecimentos.

A edição que li – e reli – é a capa dura em inglês. Nas fotos acima vocês podem conferir alguns detalhes dela como a diagramação, a capa da jacket e a capa sem a jacket (acho tão fofa essa combinação de branco com azul). Com o lançamento do filme, eles devem lançar a edição capa dura com a capa do filme também, mas não sei se vão alterar o título para Love, Simon como fizeram aqui no Brasil.

COM AMOR, SIMON

A edição brasileira – publicada pela Intrínseca – já ganhou a capa do filme e o novo título. Agora Simon Vs. a Agenda Homo Sapiens se chama Com amor, Simon e, apesar de saber que algumas pessoas se incomodaram com essa mudança, confesso que gostei bastante. Eu gosto do título original (acho divertido), mas acho que o título novo pode atrair a atenção de mais pessoas (não só quem já tem o costume de ler) e isso significa que mais pessoas vão conhecer a história e parar pra pensar nas reflexões que o livro provoca. Além disso, acredito que muitas pessoas vão se interessar por causa do filme e se eles tivessem mantido o título anterior pode ser que nem todo mundo ligasse o filme ao livro (e vice-versa). Ah, sem contar que Com amor, Simon combina perfeitamente com a história, né?

COM AMOR, SIMON: O FILME

O filme ainda não está nos cinemas aqui do Brasil – inclusive adiaram para o começo de Abril -, mas felizmente tive a oportunidade de assistir no dia 15 de março em uma sessão especial (obrigada pelo convite, Intrínseca e Herick) aqui em Curitiba. Foi uma experiência muito legal porque o Beni e mainha foram comigo e ambos não tinham lido o livro, ou seja, a história era completamente nova pra eles.

Como é uma adaptação de um livro para filme, é óbvio que tiveram mudanças. Aliás, tiveram até mais mudanças do que achei que teriam, mas eu amei muito. A mensagem da história, a sensação que ela passa – tanto no livro quanto no filme – é a mesma e pra mim é isso que importa. O filme ficou bem com aquela cara de filme de “high school sessão da tarde”, mas com um diferencial muito importante: ele está cheio de representatividade. Pela primeira vez assisti um filme para adolescente com essa pegada mais leve e que o protagonista é um garoto gay. Eu fiquei emocionada. Fiquei pensando em como ter mais filmes assim poderia ter tornado a vida de muitas pessoas lgbtq+ muito mais leves. Mais pessoas entenderiam que toda história de amor é uma história de amor independente da orientação sexual da identificação de gênero…amor é amor. Simples assim!

Uma coisa que me deixou um pouquinho em conflito foi que ao mesmo tempo que acredito que esse filme seria uma ótima oportunidade de colocar um ator gay como protagonista (Simon), não consigo imaginar ninguém melhor que o Nick Robinson para interpretar esse papel. Sério, ele praticamente é o Simon do livro! Esses dias eu estava pesquisando mais sobre o elenco e sobre a produção do filme e parece que um dos irmãos do Nick acabou contando para a família que é gay durante as gravações e também parece que um dos atores também aproveitou para dizer no Twitter que é bissexual. Não tenho certeza, mas acho que quando ele fez isso foi na época das gravações de Com amor, Simon.

Eu poderia falar muito mais nesse post, mas acho que vou parar por aqui. Quem aí já leu – ou se animou para ler – Com amor, Simon? E o filme, quem se animou pra assistir? Assim que ele chegar nos cinemas do Brasil, com certeza estarei lá :D

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

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