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ME CHAME PELO SEU NOME (ANDRÉ ACIMAN)

Me chame pelo seu nome (André Anciman) é o outro livro do mês de março do Infinistante. (o primeiro – Com amor, Simon – foi resenhado ontem aqui no blog). Resolvemos colocar dois livros dessa vez porque ambos abordavam relacionamento lgbtq+, tinham sido adaptados para o cinema e em breve estariam nas telas brasileiras e, principalmente, porque tanto a Maki quanto a Lominha ainda não tinham lido romances protagonizados por homens gays/bissexuais. Como a ideia do nosso clube é justamente nos ajudar a sair da nossa zona de conforto e, é claro, ler mais, nos pareceu uma boa ideia.

O livro é protagonizado por Elio, um garoto muito culto, filho de um professor universitário muito importante que, há alguns anos, durante o verão recebe em sua casa jovens acadêmicos que o ajudam em suas pesquisas em troca de moradia e alimentação. Nessa época Elio cede o seu quarto para o hóspede e aproveita o verão lendo, passeando pela cidade, na piscina etc.

A história se passa em um verão na década de 80 em que o hóspede é um americano de 24 anos chamado Oliver. Já nas primeiras páginas conseguimos ver o quanto a presença dele afeta Elio, que passa a ficar um tanto quanto obsecado por ele. Inclusive o livro é todo narrado sob o seu ponto de vista, o que faz com que a gente consiga sentir ainda mais suas emoções.

Me chame pelo seu nome é, sem dúvida, um dos livros mais intensos que li até hoje. Ver a forma com que o romance entre Elio e Oliver acontece foi uma experiência única e com certeza algumas cenas – e frases – não serão esquecidas por quem ler o livro. O André Anciman consegue escrever e descrever  o desejo de uma forma tão intensa e tão detalhada que conseguimos até mesmo sentir essa “obsessão” do Elio pelo Oliver. É, sem dúvida, uma leitura diferente.

Todas as resenhas que vi no Goodreads de pessoas que acompanho eram extremamente positivas (se não me engano todos deram nota máxima) e acho que isso acabou me deixando um pouco frustrada. Foi um livro que comecei a ler com muitas expectativas por conta de tantos elogios e, como demorei um pouco pra engatar na história (acho que levei mais ou menos 100 páginas pra realmente conseguir fazer com que a leitura fluísse), acabei me questionando, algumas vezes, se o problema era comigo porque não estava conseguindo ver nem sentir toda essa empolgação como todas as outras pessoas pareciam sentir. Acho que essa foi uma das primeiras vezes que isso aconteceu comigo então, obviamente, foi uma sensação nova pra mim.

Apesar de ter demorado para me envolver com a história e ter me sentido um pouco incomodada – na verdade não sei se essa é a melhor palavra para descrever como me senti – com uma cena (acho que quem leu deve imaginar qual é hehe), achei que foi uma leitura muito interessante e fiquei muito feliz por ter concluído. Só queria ter me empolgado mais como as pessoas se empolgaram. Quem sabe em uma próxima vez que pegar ele para ler isso não acontece, né? :)

Apesar de já ter lido alguns livros com personagens lgbtq+, não lembro de nenhum deles ter sido tão explícito quanto esse – na verdade, não tenho o costume de ler livros com cenas muito explícitas – então, no final das contas, essa leitura também me fez sair da minha zona de conforto que, como disse lá em cima, era um dos nossos objetivos quando decidimos criar o Infinistante.

Agora quero assistir ao filme, mas ainda não sei quando farei isso. Provavelmente ainda esse ano (espero hehe) :)

E aí, quem já leu Me chame pelo seu nome? O que achou?

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

Quer nos acompanhar no nosso clube do livro? É só clicar aqui para se inscrever no Infinistante e clicar aqui para nos seguir no @infinistante.  Ah, o livro que vamos ler em abril é Em algum lugar nas estrelas ♥

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