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29. Jul. 2014

Roube como um Artista – 10 dicas sobre Criatividade (Austin Kleon)

Arquivado em: Livros são amor

Quando vi esse livro pela primeira vez (e tenho certeza de que aconteceu o mesmo com muita gente), tomei um susto com o título. Sabia que não podia ser um “manual de assalto” ou coisa do tipo, mas também não fazia ideia da proposta do livro. O subtítulo (e uma boa folheada pelas páginas) deixou tudo mais claro.

O autor, Austin Kleon, divide com a gente 10 dicas preciosas que ele encontrou ao longo dos anos de trabalho com criatividade e do convívio com pessoas mais talentosas que ele mesmo (por sinal, estar perto de gente assim é um de seus conselhos).

“Roubar”, no caso, é algo como “se inspirar” ou “pegar emprestado” para criar algo novo (porque, se fosse apenas imitar o trabalho de outra pessoa, como se fosse seu, seria um mero plágio), e fazer isso “como um artista” envolve descobrir como esse material de referência pode ser usado para alimentar sua própria criatividade.

Cada uma das dez dicas tem vários desdobramentos, e, embora seja um livro relativamente curto, Roube como um Artista é extremamente rico. Eu procurei ler uma dica por dia, e sempre com intervalos, pra conseguir “absorver” bem o que Austin tinha a dizer.

Claro que a gente não precisa concordar com tudo o que é dito (o próprio autor nos aconselha a “aproveitar o que quisermos”), mas digo, sem exagero, que esse foi um dos livros mais inspiradores que já li.

Como alguém que trabalha com texto e ilustração, tem dias em que simplesmente fico preso diante de uma barreira criativa, e quebrá-la pra seguir adiante acaba tomando um tempo precioso. Agora tenho mais instrumentos pra derrubar essas barreiras, e me sinto mais seguro do que antes.

Excelentes ideias, texto fluido e um belo projeto gráfico fazem de Roube como um Artista um livro obrigatório pra quem trabalha com Comunicação, Artes Visuais… bom, na verdade, com qualquer coisa – afinal, todo trabalho exige uma certa dose de criatividade!

Quero agradecer à querida amiga Sharon Smith, que me deu esse exemplar (com dedicatória e tudo, vejam que chique) e me ajudou a expandir minha visão de mundo!

ISBN 9788532528421 Editora Rocco Nota 5/5 Páginas 160

Aperitivos

“Uma das minhas teorias é a de que quando as pessoas dão conselhos, estão de fato apenas conversando com elas mesmas no passado.

Esse livro sou eu conversando com uma versão anterior de mim mesmo.

Essas são dicas que aprendi durante quase uma década tentando descobrir como fazer arte, mas uma coisa engraçada aconteceu quando comecei a compartilhá-las – percebi que não servem apenas para artistas. Servem para todo mundo.

Essas ideias servem para qualquer um que esteja tentando injetar criatividade em sua vida e trabalho. (Isso deve valer para todos nós.)

Em outras palavras: Esse livro é para você.
Quem quer que você seja, o que quer que você faça.”

(p. 9)

“Se tivesse esperado para saber quem eu era ou o que eu queria fazer antes de começar a ‘ser criativo’, bem, eu ainda estaria sentado tentando me entender ao invés de estar fazendo o que quer que seja. Pela minha experiência, é no ato de criar e de fazer nosso trabalho que descobrimos quem somos.

Você está pronto. Comece a fazer.”

(p. 35)

“Fazemos arte porque gostamos de arte. Somos atraídos por certos tipos de trabalhos porque as pessoas que fazem esses trabalhos nos inspiram. Toda ficção, na verdade, é fan fiction.

O melhor conselho que tenho a dar não é que você escreva sobre o que você conhece, é que escreva o que gosta. Escreva o tipo de história de que você mais gosta – escreva a história que você quer ler. O mesmo princípio se aplica à sua vida e carreira: Sempre que estiver perdido sobre o que fazer em seguida, pergunte-se: ‘O que faria disso uma história melhor?’”

(p. 55)

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28. Mar. 2014

O diabo dos números (Hans Magnus Enzensberger)

Arquivado em: Livros são amor

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Sempre fui uma negação em matemática, e não tenho vergonha de admitir isso, porque não foi por falta de esforço: eu estudava, fazia todos os exercícios, prestava atenção nas aulas, repetia cálculos várias vezes, e mesmo assim agradecia a Deus porque, um dia, eu faria faculdade de Jornalismo e teria que me preocupar com matemática básica, não com funções de segundo grau, logaritmos, matrizes…

Dito isso, gostei de O diabo dos números antes mesmo de começar a leitura. “Um livro de cabeceira para todos aqueles que têm medo de matemática” seria muito bem-vindo para alguém que, como eu, já tirou zero em uma prova dessa disciplina infernal (em minha defesa, digo que foi o único zero que já tirei em toda a minha vida escolar)…

A história é muito simples: Robert, um jovem estudante que não gosta de matemática (principalmente porque seu professor, o Sr. Brockel, não faz o menor esforço para deixar a matéria mais amigável), começa a receber em sonho visitas de Teplotaxl, um “diabo dos números” – digo “um” e não “o” porque, apesar do título, existem outros “diabos dos números”. Em treze noites, Teplotaxl mostra a Robert vários segredos dos números, aproveitando a flexibilidade do mundo dos sonhos para conjurar calculadoras, cocos, blocos eletrônicos e coelhos, escrever números no ar e na água…

Há diversas ilustrações espalhadas pelo livro, que ajudam a imaginar as cenas e visualizar melhor as lições do diabo dos números.

O ar de “fábula” ajuda a leitura a fluir, e o fato de ser uma espécie de “aula” (muito interessante, vale dizer), em que o protagonista aprende, faz você se sentir parte da história, como se estivesse vendo os malabarismos de Teplotaxl – que começa meio hostil, mas que pouco a pouco se torna amigo de Robert (e do leitor). Lúdico sem ser “infantil”.

Aparentemente, a diagramação original (o livro foi lançado em 1997) foi mantida, com desenhos de diversos tamanhos nos cantos ou no meio das páginas. Fica um pouco estranho, mas não chega a atrapalhar. Ah, e os desenhos são bem legais! Gostei da simplicidade deles.

Não me tornei um amante da matemática, nem decorei fórmulas ou macetes, mas com certeza ganhei familiaridade com os números. E se você, ao contrário de mim, ama/adora/gosta de matemática, também vai curtir o livro!

Obrigado pela atenção, e até o próximo post!

ISBN 9788517647183 Editora Companhia das Letras Nota 5/5 Páginas 268

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11. Mar. 2014

For the love of books (Françoize Boucher)

Arquivado em: Livros são amor

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Resolvi começar essa resenha com essa foto porque no domingo postei essa página no meu instagram (@melinwonderland) e muitas pessoas ficaram curiosas para saber de qual livro era.

For the love of books – a book lover’s'guide for those who don’t much like to read é um livro para se ler em uma hora (ou menos), relaxar e dar risada. Vocês vão ver pelas fotos abaixo que ele tem uma cara de livro de criança, mas não se desanime porque já na capa tem a observação “for children and adults” (para crianças e adultos), ou seja, mesmo não sendo mais criança você com certeza dará boas risadas.

Ao abrir o livro, conhecemos o famoso Mark Page que eu não tive coragem de descolar para usar como marcador, claro hehe eu tenho mania de querer deixar as coisas “certinhas” como elas vieram (aí está a minha dificuldade com o Wreck this Journal).

(um livro pode te ajudar se alguém entrar no seu quarto quando você estiver completamente nu)

As páginas são preenchidas com frases engraçadas escritas em letras grandes e pequenas (como na foto acima) e ilustrações com um toque bem infantil. Ah, só tem quatro cores no livro: branco (das páginas), preto, laranja e azul.

(lembrei do BMO hehe)

(graças aos livros você sempre poderá sonhar)

A ideia desse livro é mostrar ao leitor de uma forma divertida (e até mesmo fantasiosa) as vantagens de ler e amar livros (como as que aparecem nas fotos acima).

O livro é originalmente francês (Le livre qui fait aimer les livres même à ceux qui n’aiment pas lire!) e o inglês dele é de nível fácil então é ótimo para quem está começando a se aventurar com os livros nesse idioma.

Guardo dentro do livro o cartão da livraria onde comprei ele :)

ISBN: 9783791371542 Editora: Prestel Páginas: 112 Nota: 4/5 Nível de inglês: fácil

E aí, alguém já leu? O que achou?

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

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