24. Mai. 2013

Autismo (parte 1)

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melinasouza

No dia mundial da conscientização do autismo eu fiz um post onde pedi para vocês compartilharem experiências com pessoas autistas e também suas dúvidas sobre o assunto. Anotei todas as perguntas, mas ao invés de fazer um post só respondendo tudo de uma vez, optei por dividir em três ou mais posts para não ficar muito longo e cansativo. Para começar, escolhi uma pergunta bem básica e muito importante: O que é o autismo?

Por mais simples que essa pergunta possa parecer, responde-la não é nada fácil, pois ainda não há uma definição consensual. Se você pesquisar em várias fontes (livros, sites etc.), irá encontrar diferentes termos na sua definição como ”desordem”, “distúrbio”, “transtorno”, “disfunção” e “síndrome” o que dificulta ainda mais na hora de escolher/formular uma resposta.

O autismo é considerado um distúrbio do comportamento e caracterizado por déficits na interação e comunicação social, restrita gama de interesses e por padrões de comportamentos repetitivos, estereotipados e maneirismos. Calma que eu já vou traduzir isso! O autismo é uma alteração provocada por diversos fatores (biológicos, genéticos etc.) que reflete nos comportamentos de socialização (interação e comunicação com outras pessoas). Além dessa dificuldade em interagir socialmente, os autistas demonstram interesse por poucas coisas/assuntos, por exemplo, colecionar cordões, pedras, bonecos etc. e tem comportamentos repetitivos como fazer o mesmo movimento várias vezes por horas ou assistir várias vezes o mesmo dvd.

Os sintomas como respostas anormais a estímulos auditivos/visuais, problemas graves na compreensão da linguagem oral e o atraso na fala podem ser vistos antes dos três anos de idade. Já os problemas relacionados a socialização como a incapacidade de contato olho-a-olho, participar de jogos em grupos ou manter contato físico podem ser observados antes dos cinco anos de idade. Quando antes os pais perceberem e levar para profissionais avaliarem o caso, melhor.

Bom, essas são as características gerais, mas há diferentes tipos/níveis de autismo, só que isso é assunto pra outro post :)

Agora que vocês já sabem a definição técnica vou falar um pouquinho da minha experiência:

Quando me perguntam o que é autismo gosto de dizer que é uma forma especial de viver no mundo. Eu fiz um trabalho voluntário durante um ano em uma escola de educação especial aqui de Curitiba chamada Alternativa. Lá tive a oportunidade de conviver com crianças e adolescentes com diferentes diagnósticos e aprender muito (muito mesmo) com cada um deles e também com os profissionais da escola.

Cada pessoa é única, certo? Isso também vale para aquelas com o diagnóstico de autismo: cada uma é única. Embora eu tenha tido contato com várias crianças e adolescentes, vou contar um caso em especial. Já no meu primeiro dia na escola, um adolescente de 15/16 anos diagnosticado como autista chamou a minha atenção. Aos poucos fui tentando me aproximar dele na sala de aula e também na hora do intervalo. Eu queria muito entender como ele via o mundo e descobrir uma forma de ajudá-lo. Depois de algumas semanas frequentando a escola (eu ia duas/três vezes por semana) ele encostou a ponta do dedo no meu braço (cutucou) e eu olhei pra ele e sorri.  A cada dia que eu ia para a escola ele ia se aproximando mais de mim e se acostumando com a minha presença. Foi algo gradual, não forcei a minha presença, apenas demonstrava pra ele (e para os outros alunos, claro!) que eu estava lá também. Um dia me atrasei e cheguei na hora do intervalo e fui direto para o pátio. Quando olhei para frente, vi que o João (nome fictício) estava se aproximando meio rápido e fiquei parada. Quando ele chegou bem perto, me deu um abraço bem rapidinho e parou do meu lado. Nunca esqueci essa cena e tenho certeza de que nunca vou esquecer :)

Falando em cenas especiais, quero compartilhar mais uma com vocês: em um dia lindo e chuvoso tivemos que ficar dentro da sala e o João ficou na janela olhando a chuva. Eu estava meio longe, mas ele me chamou (não com palavras, mas com gestos) até a janela. Entendi que ele queria que eu abrisse e fiz isso. Ele olhou um pouco e colocou bem devagar a mão e sentiu uma gota cair. Encolheu a mão, olhou pra mim e colocou de novo do lado de fora e enquanto os pingos caiam ele sorria. Achei essa cena tão linda e sincera que só de lembrar dela eu fico sorrindo.

Bom, pessoal! Esse foi só o primeiro post sobre esse mundo especial (o próximo será publicado semana que vem). Muitos de vocês já deixaram depoimentos aqui no blog, mas vou ficar muito feliz em ler mais experiências de vocês então quem quiser compartilhar algo, fique à vontade :)

Ah, podem deixar mais dúvidas nos comentários também, tá?

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo

ps: em breve vocês verão mais fotos dessa garotinha linda da foto de abertura que eu tive o prazer de fotografar ;)

24. Mai. 2013

Beleza avec Gigi: O fantástico (e prático) mundo do BB Cream

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melinasouza

Olá! Para quem ainda não me conhece, sou a Gigi, amiga da Mel e dona do blog Avec Gigi. Sou a colaboradora de beleza do A Series of Serendipity e hoje, atendendo a pedidos do último post, vou falar de um produto super prático, o BB Cream.

Ainda que eu sempre esteja lendo sobre as novidades do muito da beauté e por isso acabar desejando muitas delas, acabo me controlando e não comprando tudo que vejo por aí.  Por causa dos preços dos produtos importados no Brasil e também porque eu tenho medo de comprar algo que depois não seja bom! Por isso, acabo esperando um a dois meses até saírem reviews… Com o BB Cream foi quase a mesma coisa.

Em 2011, fui passar um tempo na Ásia, que além de ser um lugar muito legal de se conhecer, é a terra dos produtos curiosos para o rosto e corpo. No meio de sabonetes, hidratantes e ácidos, há sessões gigantescas de maquiagem e unha, de invejar de verdade. A asiáticas são fissuradas no cuidado com a pele e por isso, acabam saindo do oriente alguns produtos e formulas novas, chegando aqui um tempo depois.

O BB Cream foi uma dessas invenções, porém demorou um tempinho para chegar. Lá, comprei um da Hada Labo, que é uma marca famosa por um ácido que faz hidratar a pele, uma coisa bem diferente mesmo! Não tinha mínima ideia do que era, achava que era um hidratante e por isso comprei. Não estava muito errada, mas quando fui usar, vi que ele tinha cor e era mais espesso que um simples hidratante. Não dei muita bola, usei pouco e acabou vencendo. Hoje em dia me arrependo, porque ele é um dos melhores que existem pelo oriente.

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L’Oreal e Maybelline

Mas o que são os BB Creams afinal?

BB Creams são Beauty Balms ou Blemish Balm, que em um tradução super livre significam bálsamo da beleza ou bálsamo para imperfeições. Eles tem a proposta de combater as imperfeições, cuidando da pele, servindo como uma combinação de hidratante, primer e corretivo (por cobrir algumas imperfeições). Ele é algo entre uma base e um hidratante, podendo ter filtro solar ou não.

No total, provei 3 BB Creams na vida, o da Hada Labo, o da Maybelline e o da L’Oreal! Todos eles custaram menos de 30 reais e na época que comprei não existiam aqui no Brasil. Hoje em dia, é fácil de achar o da Maybelline e o da L’Oreal para comprar em qualquer farmácia, só que o da L’Oreal que vende aqui não é exatamente o que eu comprei lá, mas o efeito é o mesmo!

Como escolho meu BB Cream?

Bem, há BB Creams de muitas marcas por aqui, tanto as marcas “de farmácia” (como a Maybelline e a L’Oreal), quanto em marcas especializadas em maquiagem (como Contem 1g, Clinique e MAC). Um bom ponto de partida é escolher quanto você quer investir, porque um produto “de marca de farmácia” vai custar em média R$ 29,90, enquanto um de marcas especializadas em maquiagem ou internacionais, vão custar mais do que R$ 70!

Com a quantia de dinheiro a ser investida “decidida”, você tem que avaliar o seu tipo de pele, porque ainda que os benefícios sejam bem parecidos, a textura de cada um varia bastante conforme a marca. Se sua pele é oleosa, o produto adequado é aquele que, além de ser oil-free, tenha um acabamento mais sequinho (ou matte) e que não transfira muito. Como a pele já produz uma oleosidade, ao achar um BB Cream que não deixe mais oleosa, ou seja, que seja seco, vai dificultar que o produto saia com o passar do dia.

Caso sua pele seja seca, ainda que seja completamente possível usar um produto para pele oleosa, para evitar que o produto transfira e dar um acabamento mais matte, se ele for extremamente seco, pode deixar uma sensação esquisita! Nunca achei um BB Cream que fosse muito seco, porque ele é, querendo ou não, um hidratante. Mas sempre tente testar em um pedacinho da pele para ver se ele não fica muito seco.

O próximo passo é achar a cor adequada para sua pele. Geralmente, eles não tem uma gama super variada de produto, acabam tendo três a seis tonalidades diferentes. Isso pode complicar um pouco na hora de escolher, tendo que as vezes ter duas tonalidades do produto para “misturar” e criar a certinha para seu tom de pele. Na hora de provar a cor, esqueça aquele costume antigo de aplicar na mão! Com seu rosto sem maquiagem, passe um pouquinho nas bochechas e na testa, para ver se o tom se adapta. Nosso rosto não é exatamente uniforme, então veja qual tom prevalece.

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Dos que eu tenho, eu indico o Dream Fresh (da Maybelline) para quem tem pele seca. Ele tem uma cobertura super boa, tem filtro solar, é bem hidratante, por isso as meninas que tem pele oleosa podem não gostar muito. Já para a pele mais oleosa, o Magic Skin Beautifier (da L’Oreal), aqui no Brasil ele só chama BB Cream, é mais indicado. Ele é um creme branco, com bolinhas minúsculas, e ao esfregar na pele, a cor vai se revelando. O do Brasil não tem essas bolinhas, mas tem o mesmo efeito! A cobertura dele é tão boa quanto o da Maybelline, só que não tem filtro solar e é um pouco menos hidratante, por isso é melhor para pele oleosa!

Feito todos esses passos, é só levar para casa e usar.

Como aplico o BB Cream?

Da forma mais simples do mundo: como um hidratantes! Depois de preparar a pele, como expliquei aqui, passe no rosto todo com as mãos, até ficar uniforme. Se quiser dar uma mattificada, passe um pouquinho de pó na zona T (testa e nariz)! Finalize com sua maquiagem normal, se precisar de corretivo passe um pouquinho, mas não precisa de base, viu?! No meu último post, dei um exemplo de maquiagem feita com BB Cream.

Como é usado como hidratante, podendo ter filtro solar, ele é super prático para o dia-a-dia, principalmente se você está com pressa e quer pular o passo do hidratante, filtro solar e base! A cobertura dele pode variar, mas geralmente é bem satisfatória e quebra um galho gigantesco nos dias que você não tem muito tempo!

Espero que tenham gostado! Qualquer dúvida é só entrar em contato comigo por aqui, pelo meu  twitter, ou pelo Avec Gigi! Sintam-se a vontade. E ah, não se esqueçam de mandar sugestões para o próximo post, quero saber o que vocês querem ver aqui!

Bisous,
Gigi

23. Mai. 2013

Gabrielle Aplin – Panic Cord

Arquivado em: Sing Sing Sing

facebook

Ontem fui deixar um recadinho pra Paula e vi o link do clipe da música Panic Cord da Gabrielle Aplin. Já falei sobre a cantora aqui no A Series Of Serendipity e sei que já indiquei músicas por aqui ontem, mas eu fiquei tão apaixonada pela fotografia do clipe que PRECISEI (sério, precisei mesmo) fazer esse post. Vontade de entrar lá com as minhas câmeras e registrar tudo pra colocar aqui no blog ai ai :)

Gabrielle Aplin é uma cantora britânica de 20 anos que começou a ficar conhecida quando publicou no youtube covers das bandas Paramore e You Me at Six. Atualmente ela tem um cd de folk pop lançado (óbvio que está na minha wishlist) que se chama English Rain (como não amar o nome?).

Quem quiser acompanhar as novidades da Gabrielle Aplin: fanpage ❤ twitter ❤ youtube ❤ tumblr ❤ página oficial

Obrigada por tudo, pessoal!

xoxo